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Coluna Vertebral : Raquialgia e Fisioterapia


tags: HMM, Mealhada Categorias: Opinião quarta, 16 outubro 2019

A coluna vertebral ou ráquis é formada por 33-34 vértebras distribuídas por quatro regiões, região cervical 7 vértebras; região torácica 12 vértebras; região lombar 5 vértebras, região sagrada 5 vértebras e coccígea 3 ou 4 vértebras. A coluna vertebral constitui uma longa haste formada por peças ósseas sobrepostas que, de cima para baixo, aumentam progressivamente de volume até à segunda vértebra sagrada. A partir deste ponto, a coluna adelgaça-se, dando ao conjunto uma forma losangular, de triângulo superior mais alongado que o inferior. Esta não é uma haste rígida, apresentando curvaturas no plano sagital, nomeadamente as curvaturas cervical e lombar, que são curvas secundárias designadas lordóticas, pois são côncavas para trás. As curvaturas primárias são a curvatura torácica e a curvatura sacro-coccígea, denominam-se cifoses e são côncavas para a frente. Estas mesmas curvas permitem um certo grau de mobilidade.

A coluna é uma estrutura que está constantemente em esforço. Ela suporta a cabeça, os ombros e toda a parte superior do corpo. É ela que suporta a posição vertical do corpo e permite a flexibilidade para os movimentos de torção e de inclinação. Em simultâneo, tem a função essencial de proteger a medula espinal.

A coluna vertebral e sua musculatura são uma estrutura biológica e mecânica complexa, composta de dois tipos básicos de tecido: osso e partes moles.

As raquialgias são dores na coluna vertebral. São as queixas reumáticas mais frequentes e um dos principais motivos de incapacidade antes dos 45 anos. Estas dores podem ser de causa degenerativa, infeciosa, inflamatória, metabólica ou neoplásica. Os segmentos cervical e lombar são normalmente os mais afetados. 

As “ European Guidelines for Prevantion in Low Back Pain” dizem que as taxa de crianças com dor lombar se aproxima da dos adultos. Segundo a mesmas a taxa cresce quando se entra na adolescência e atinge o pico entre os 35 os 55 anos de idade, algo que se relaciona com o modus vivendi das gerações mais jovens.

 A influência genética é apontada como causa responsável de dor nas costas em pesquisas recentes. A lombalgia aguda é geralmente considerada auto-limitante, e embora tenha uma taxa de recuperação de cerca de 90% ao final de 6 semanas, cerca de 2% a 7% das pessoas desenvolvem dor crónica.

A raquialgia, com especial enfoque para a lombalgia, é um sintoma frequente na população em geral, segundo a The Norwegian Back Pain Network estudos realizados em vários países verificaram que 60 a 80% da população vai sentir dor lombar com ou sem radiação uma ou mais vezes na vida. Nas últimas duas a três décadas tem existido um aumento considerável de problemas lombares nos países ocidentais.