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“Se faltar samba no pé, sobrará alegrias e sorrisos” – Vítor Hugo
25 Jan 2018, 00:00
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Na sua primeira experiência como Rei do Carnaval em Portugal, Vítor Hugo vem ocupar um lugar de destaque na celebração do Carnaval Luso Brasileiro da Bairrada. O ator brasileiro de 40 anos tem vivido no nosso país nos últimos meses, integrando o elenco da telenovela da TVI “A Herdeira”. Em entrevista exclusiva para o Jornal da Mealhada, Vítor Hugo conta o que espera desta grande festa na Mealhada, cidade que virá conhecer pela primeira vez.

 

Como reagiu ao convite da Associação de Carnaval da Bairrada para ocupar o “trono” de Rei do Carnaval da Mealhada?

Com muita alegria por outra vez, e agora deste modo simbólico, ser carinhosamente abraçado pelo povo português. Portugal acolheu a mim e a minha família de um modo tão generoso que nos parece que o sentido da palavra “gratidão” só então adquiriu em nossos corações o seu mais verdadeiro significado. Ser agora coroado Rei do Carnaval é mais uma cortesia do povo português e isto é ainda um afago na nostalgia e saudade que um carioca tende a sentir longe do Rio, sobretudo nesta época.

 

Tem algum conhecimento sobre a tradição do Carnaval Luso Brasileiro? Parece-lhe estranho o facto de se realizar um evento desta natureza em pleno Inverno?

Não a fundo. Sei da tradição do “Zé Pereira” que se celebrava em Portugal e que influenciou o carnaval carioca. Já vi que em algumas regiões de Portugal celebra-se também com bonecos gigantes como se faz em Olinda, no Recife, mas não muito mais que isso. Acho que há de ser uma experiência muito singular para mim, a celebração no frio, visto que a temperatura no Rio nesta época é de, no mínimo, 40 graus.

 

É a primeira vez que terá oportunidade de conhecer a Mealhada? O que lhe têm falado sobre a cidade e sobre a região da Bairrada?

Sim, será a primeira vez, e já de modo tão especial, como Rei do Carnaval. Isto tem a ver com o que disse no começo da entrevista: vocês são muito acolhedores! Meus sinceros agradecimentos por tudo. Espero conhecer os espumantes, poder caminhar pela cidade, por seus sítios históricos e prosear com os moradores locais.

 

Uma vez que terá o privilégio de encabeçar os desfiles carnavalescos dos dias 11 e 13 de fevereiro, tem andado a praticar o seu passo de samba?

(Risos) sou um carioca que pouco faz honras à minha terra… sou quase um alemão no samba, como se costuma dizer, por lá. Exageros à parte, arrisco meus passos com alguma ginga. O mar, a capoeira, o balanço de algum modo abraça os cariocas. Mas se faltar samba no pé, sobrará alegrias e sorrisos, e isso compensa tudo.

 

A participação na telenovela “A Herdeira” da TVI veio dar mais visibilidade ao seu trabalho enquanto ator, junto do público português. Tem recebido críticas interessantes pela interpretação do personagem “Diego Ventura”?

Sim, Diego Ventura é personagem incrível, um belo presente de Maria João Miro e é um privilégio fazer minha estreia na televisão portuguesa já em “A Herdeira”, novela de tamanho sucesso. O carinho do público não poderia ser maior, e sim, as críticas têm sido muito positivas! Aproveito para agradecer à TVI pela oportunidade, derramando minha gratidão a todos os companheiros de elenco, realizadores, equipe técnica, ao Zé Eduardo Moniz, e novamente, ao povo português.

 

Está a viver com a sua esposa e os seus três filhos em Lisboa, há cerca de meio ano. Foi uma mudança de vida fácil ou a sua família sentiu dificuldade em adaptar-se ao nosso país?

A barreira da língua, que não há, foi um grande facilitador. Nossa alma aprendeu a ler com as palavras do idioma de Camões; nosso modo de ser é herança imperativa da alma portuguesa, ainda que com nossa singularidade de caldeirão de ADN, de sangue indígena, africano, árabe e todas as nações que lá se abraçaram e nos forjaram. Mas se as terras do Brasil são nossa maternidade, Portugal é como um pai. E os bons filhos à casa tornam. Dificuldades sempre para quem imigra, mas este é um solo de irmãos generosos.

 

Tem vindo a desenvolver e divulgar um projeto de criação artística e cultural, juntamente com a sua família, intitulado “O Vulto”. Em que consiste esta ideia?

Quando aqui viemos, deixamos ao Brasil todas as nossas seguranças, conquistas, âncoras e raízes. Diria mesmo que deixamos quase todas as nossas certezas, mas isso não seria verdade. A única coisa que trouxemos do Brasil e que foi nosso único “farol” a indicar os caminhos aqui foi a nossa união. Quando tudo ainda era incertezas, quando não sabíamos que portas haveríamos de abrir aqui, sabíamos que havíamos atravessado o oceano trazendo um grande tesouro: a família. Decidimos criar um projeto gestado no jogo de luzes e sombras de nossos sonhos. Um projeto de criação de conteúdo onde os cinco trabalhariam juntos uns pelos outros, nas sombras, sem que ninguém soubesse até o momento no qual pudéssemos fazer aparecer nossas criações. “O Vulto” trabalha esta ideia de uma presença não identificável. Estamos aqui produzindo conteúdo há quase um ano e meio sem que ninguém soubesse. Agora vamos partilhar isto. São séries nas quais meus filhos atuam, crónicas e dramatizações de clássicos do teatro da literatura nos quais eu participo… um conteúdo independente que produzimos em família e que agora iremos partilhar. Mais notícias no Instagram em @ovulto e no Facebook em fb.me/ovulto.lisboa

 

Que mensagem gostaria de deixar, não só aos mealhadenses, mas a todas as pessoas que virão assistir aos corsos carnavalescos, onde terão oportunidade de o ver?

Em minha terra, a colhermos em nós mesmos o sangue de muitas raças, a tempos entendemos que todos somos um só. Esse sentimento de comunhão e plenitude se manifesta em meu povo por meio de uma expressão muito contundente: a alegria. E o carnaval é uma época em que a felicidade é elevada ao máximo pois, no fundo, a vida é para ser celebrada: portanto se poderia eu dizer algo, acho que seria isto: Portugal, celebre-se!, vocês são incríveis!

 

Perfil

Bacharel e licenciado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e pós-graduando em Arte e Filosofia pela mesma universidade, Vítor Hugo é empresário do ramo cultural e diretor da “Agarina Produções Artísticas”. Vencedor do Prêmio Coca-Cola de Teatro na categoria Melhor Ator Revelação, aos 15 anos de idade, no ano de 1992, foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro Rio, pela direção do espetáculo Capitães da Areia, e ao Prêmio Contigo de Televisão Brasileira, em 2009, na categoria de melhor ator coadjuvante. Atualmente, integra o elenco da telenovela “A Herdeira”, exibida na TVI e está a desenvolver um projeto de criação cultural e artística, juntamente com a esposa e os seus três filhos, denominado “O Vulto”

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