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Luso e limpeza do concelho foram temas centrais da Assembleia Municipal
11 Jul 2018, 00:00
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A Escola Profissional Vasconcellos Lebre recebeu a Assembleia Municipal no passado dia 29 de junho, na qual o período dedicado à intervenção do público, que antecede à apresentação dos temas da ordem do dia, foi essencialmente utilizado para falar sobre a vila do Luso e o estado em que se encontram algumas infraestruturas, tais como o Pavilhão, a piscina municipal, o lago e os arruamentos onde sucederam aluimentos de terra, mais concretamente em frente ao Casino.

A candidatura recusada do programa Life no âmbito do projeto Bright (Bussaco´s Recovery from Invasions Generating Habitat Threats) foi também tema desta discussão, uma vez que para Pedro Carvalho, médico lusence, era um projeto que “dava vida à Mata Nacional do Bussaco para além de ser um sustentáculo financeiro”. Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, justifica o fato da candidatura não ter sido aceite por “não terem sido anexados os estatutos da Fundação Mata do Bussaco, que estão disponíveis ao público no Diário da República. Porém o Life teve algumas alterações e a intenção será fazer uma nova candidatura”.

Luís Brandão, membro da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada” volta à carga com os temas pelos quais começou a assembleia e afirma que “o Luso está de castigo”. Em resposta à intervenção de Luís Brandão, Rui Marqueiro é perentório “não gosta mais do Luso do que eu” e recorda os investimentos que a autarquia tem vindo a fazer no decorrer dos últimos anos, tais como na construção do Pavilhão, dos campos de ténis, do Centro de Estágios, da cafetaria e no arranjo de algumas ruas. O autarca refere ainda que os próximos investimentos serão no cinema e no parque de estacionamento, rematando que “de castigo está o Município todo por causa dos quinhentos mil euros que vão ter que ser gastos em todas essas obras”.

Bloco de Esquerda propõe celeridade na limpeza do IC2

Gonçalo Lopes, em nome do Bloco de Esquerda (BE), atalhou a discussão para a necessidade de se fazer uma limpeza nos passeios, bermas e valetas que circundam o itinerário complementar 2 (IC2). O partido bloquista na proposta de recomendação apresentada à mesa da Assembleia Municipal refere que o pretendido seria que “se agilizasse, urgentemente, meios para limpeza imediata ao longo do IC2” para que a entrada no município fosse um bom cartão de visita para a terra das 4 Maravilhas. A proposta feita pela voz de Gonçalo Lopes não passou do papel, tendo sido chumbada com 12 votos contra, cinco abstenções e oito votos a favor. Ana Paula Coelho, deputada socialista, quis apresentar uma declaração de voto justificando o porquê de ter votado contra a proposta do BE, “entendo que o espírito do documento fosse a limpeza geral do concelho, mas não é o que está na recomendação”, assim sendo, “a limpeza do IC2 não cabe ao Município da Mealhada”.

A limpeza das ervas à entrada da cidade já tinha sido tema na Reunião de Câmara de dia 18 de junho, levantado por Sónia Almeida, membro da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”. Nessa reunião, a vereadora Arminda Martins esclareceu a oposição que o corte das ervas e a limpeza ao longo do IC2 não é da responsabilidade da Câmara Municipal da Mealhada, mas das Infraestruturas de Portugal (IP). Arminda Martins referiu ainda que a autarquia já tinha contactado a IP no sentido de acelerar o processo de limpeza das vias, mas a instituição comunicou à Câmara Municipal da Mealhada que “não podia assumir qualquer data até dia 30 de junho” sendo espectável que até setembro a limpeza fosse feita. A vereadora acrescentou ainda que “o município não intervém porque constitui uma coima” e recorda que “entre 2009 e 2013 a Câmara foi coimada quanto fez a limpeza no troço junto do Intermarché”.

Rui Marqueiro, respondeu à proposta do BE afirmando “tomei uma decisão absolutamente ilegal, mandar limpar as estradas do IC2, depois de meses a pressionar a IP”. O autarca refere ainda que após a conclusão da limpeza pelos serviços municipais “vamos apresentar a conta à IP”. Rui Marqueiro refere ainda que a empresa previa fazer a referida limpeza no final do mês de julho, algo que o autarca suspeita ter que ver com o “desvio de funcionários da IP para a gestão de combustível das florestas”.

A propósito da limpeza do concelho, o presidente da Câmara Municipal da Mealhada afirma que “Portugal começa a ter dificuldade em arranjar funcionários para tarefas indiferenciadas. Andamos para constituir uma equipa de cinco sapadores há três meses e apenas conseguimos quatro”, os mesmos que atualmente, e após a devida formação, em protocolo com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), estão responsáveis pela limpeza dos jardins e dos espaços verdes.

Pampilhosa reivindica investimento da autarquia

Isabel Cordeiro, membro do Partido Socialista (PS), leva a Pampilhosa a tema de discussão na assembleia, referindo que o estado do caminho de ferro local é “uma tristeza” e que seria benéfico para a oferta de emprego local e para a diminuição do perigo rodoviário, o investimento na estação. Rui Marqueiro avança que “a travessia da estação da Pampilhosa será melhorada” até por uma questão de competitividade comercial. O autarca refere ainda que “o executivo está a dedicar, algum tempo, a pensar na Baixa da Pampilhosa”.

WRC é dissolvido sem “verdadeiros prejuízos” para o município

No plano dos temas que compunham a ordem do dia foram votadas algumas propostas apresentadas perante a Assembleia Municipal, entre as quais destacamos a adesão à Associação Nacional de Assembleias Municipais, proposta que apenas teve um voto a favor do BE, 16 votos contra e seis abstenções; a adesão do Município da Mealhada ao Pacto de Autarcas para o Clima e Energia – Convenant of Mayors for Climat & Energy, que conseguiu a aprovação por unanimidade; a adesão à Federação dos Caminhos de Santiago, na qual a única intervenção da autarquia é a entrega de um folheto informativo com os locais onde os caminheiros podem comer e dormir, proposta que angariou apenas uma abstenção, tendo sido aprovada pela maioria. A última proposta teve que ver com a dissolução da sociedade WCR – Web para a Região Centro – Agência de Desenvolvimento Regional, EIM, S.A, que foi aprovada pela maioria, com a abstenção do BE. Quanto a este último ponto, Rui Marqueiro esclareceu Luís Brandão, membro da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, que questionou quais foram os verdadeiros prejuízos para o município, “a Câmara participa em 0,36% no capital da WRC” e clarificara “a sociedade tem prejuízos de janeiro a abril de 2018 na ordem dos 60 mil euros” o que representa um prejuízo para o município de “cerca de mil euros”, sendo que “há quem tenha prejuízos de milhares de euros”.

Tags: Assembleia Municipal, Luso e Limpeza do Concelho, Mealhada
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