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GIR leva requalificação do Cineteatro da Pampilhosa à Reunião de Câmara
11 Jul 2018, 00:00
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Ana Pires, presidente do Grémio de Instrução e Recreio da Pampilhosa (GIR), e Mário Rui Cunha, membro da direção da referida instituição, marcaram presença na reunião de Câmara de dia 2 de julho para questionar a autarquia sobre o ponto de situação da obra de requalificação do Cineteatro da Pampilhosa.

A obra que dura há quase uma década não passou, ainda, das primeiras intervenções, aquelas que já são visíveis e que não são do agrado da direção do GIR, por isso procuraram “fazer alterações à obra pela necessidade do espaço”, bem como para acelerar a conclusão da obra sem que haja qualquer embargamento, tal como referiu Ana Pires.

Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, em resposta às questões levantadas pela direção do GIR refere que as alterações ao plano da obra são da inteira responsabilidade da instituição e acrescenta que a autarquia tem “um engenheiro da Câmara que, mesmo estando de férias, está a trabalhar para o GIR”, mesmo com a necessidade de dar seguimento a outros trabalhos para o município. O autarca confirma ainda que no passado dia 27 de junho foram trocados e-mails entre os técnicos da câmara e o empreiteiro encarregado da obra, João Aidos, onde se podia ler que “o processo está aprovado (…) Obrigada pela celeridade do processo”. Ana Pires reitera a necessidade de aprovação e reorçamentação do projeto ao que Rui Marqueiro responde “as coisas estão a avançar dentro do tempo possível” enfatizando que “se os custos unitários não estiverem previstos no caderno (da obra) isso vai constituir um entrave” para a aprovação da empreitada.

Mário Rui Cunha também quis dar o seu parecer sobre a situação da obra, depois de já terem sido feitos projetos por equipas especializadas em eletricidade e arquitetura. “Temos as maiores dúvidas acerca do trabalho do empreiteiro”, lamentando não ter sido feita nenhuma auditoria à obra, que era previsto estar concluída a 31 dezembro de 2016, refere Mário Rui Cunha. A direção, desde fevereiro de 2017, diz ter feito tudo para acelerar a conclusão da obra, inclusivamente refere ter enviado cartas ao município e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), porém “a obra que duraria um ano, dura há 8 anos”.

A terminar o mandato no final deste ano, a direção do GIR refere “gostaríamos que em agosto de 2018, altura dos cento e dez anos da abertura do espaço, pudéssemos abrir as portas do Cineteatro e isso não vai acontecer”. Mário Rui Cunha reitera a importância das alterações ao projeto mas considera que, após a avaliação daquilo que foi feito e colocando a hipótese do empreiteiro “sair do cenário”, “ninguém pegaria nesta obra percebendo que há um histórico com muitas dificuldades” e recorda que “há dias, para se perceber se a parede do palco tinha estrutura para apoiar, supostamente, umas estruturas metálicas, nem o empreiteiro nem o Engenheiro Rui Dias, o fiscal da obra, percebiam qual era a estrutura daquela parede” e conclui dizendo que “perante estas situações, os elementos da direção, nomeadamente eu, ficamos preocupados porque quando as pessoas que fazem a obra não sabem o que é que está aqui o que é que mais vai acontecer”.

Mário Rui Cunha termina a sua intervenção assumindo que “numa assembleia (do GIR) teremos que pintar a cara de preto e dizer que não conseguimos alcançar o objetivo” e refere “gostava de ver dar todas as mãos para resolver este problema” porque o atraso na obra prejudica “o Grémio, a Pampilhosa e o concelho.”

Recordamos que esta é uma obra que atravessa dois mandatos, o anterior e o atual, e que a autarquia mealhadense já se tinha comprometido em apoiar o GIR com uma verba de quatrocentos e nove mil euros. No final de 2016 o município assinou um contrato onde se compromete a financiar a obra em mais cento e cinquenta mil euros, com o objetivo de promover a conclusão da empreitada. A CCDRC também contribuiu para a execução da obra com um financiamento de trezentos e cinquenta e cinco mil euros, dos quais cerca de sessenta mil euros ainda estão por entregar.

Neste momento a página oficial do GIR apresenta fotografias das intervenções internas e externas do Cineteatro, sendo que, no que se refere à fotografia das obras interiores em contraponto à fotografia da estrutura antiga da sala de espetáculos, deixa-se entrever a diminuição de lugares sentados na plateia, algo que Ana Pires confirma na entrevista dada em março de 2017 à RCP FM, “a sala é extremamente pequena, foi uma surpresa que tivemos, porque realmente eu lembro-me que a sala tinha quase 400 lugares e agora tem pouco mais de 120. Na antiga sala o palco era pequeno, portanto, ao aumentar o palco desapareceu parte da plateia. Depois com as questões da segurança e outras, realmente, houve ali uma redução significativa do número de lugares que é desagradável”.

Lembramos ainda que em março do ano passado, a direção da instituição abriu as portas do Cineteatro para que se pudessem comprovar as falhas das obras feitas até à data, nomeadamente, a falta de visibilidade para o palco em algumas zonas do Balcão, estando em pé, a utilização da cor branca na pintura das fachadas, algo que numa sala de espetáculos é considerado prejudicial por causa do reflexo, a criação de espaços que eliminaram três filas da plateia, o corte, a inclinação e o nível em que foi colocado o palco, alterações que na ótica de Ana Pires não favorecem qualquer tipo de espetáculo.

Tags: Reunião de Câmara, GIR, Cineteatro da Pampilhosa
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