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Festas de Santa Ana mobilizam o município numa onda de fé
08 Ago 2018, 00:00
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Celebrada a dia 26 de julho, Santa Ana é padroeira da Santa Casa da Misericórdia, da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários, da Paróquia e também de todo o município da Mealhada. Valores como “a sabedoria, a experiência e a ternura”, enaltecidos pelo Cónego João Castelhano, na homilia da Eucaristia de dia 29 de julho, são louvados nos dias de festa dedicados à mãe de Maria, avó de Jesus.

O município viveu três dias de festa. Começou no dia 26 de julho, com a oração do terço e Eucaristia na Capela de Santa Ana, seguindo-se a celebração da “Missa dos Avós”, pelo Padre Rodolfo Leite, no dia 27 de julho e por fim, o dia 29, foi dia grande na cidade. Pelas 10h30 desfilou a Banda Filarmónica da Pampilhosa e de tarde houve missa solene com a pregação do Cónego João Castelhano e animação da Banda Filarmónica da Pampilhosa. Pelas 17h30 teve inicio a tradicional procissão, onde todos se uniram para transportar os andores onde seguiam, devidamente engalanados, os santos de devoção local.

“Aprendamos a buscar o sentido da vida a partir da Palavra de Deus”, Cónego João Castelhano

Na homília proferida pelo Cónego João Castelhano, que antecedeu a procissão, a imagem de Santa Ana foi desconstruída lembrando que “ela surge com Maria ao lado e está a ensinar-lhe a ler. Assim, Ana dá provas que conhecia a Sagrada Escritura, sabia rezar a partir da Palavra de Deus, preparando a sua filha para a missão que Deus lhe atribuiu (ser mãe de Jesus)”. O celebrante lançou mesmo um apelo aos fiéis que se juntaram para celebrar a Eucaristia, “aprendamos a buscar o sentido da vida a partir da Palavra de Deus. Tomemos o exemplo dos avós, que são fonte de sabedoria e de ternura”.

Este exemplo de caridade, de partilha e de experiência refletem-se, transversalmente, na missão das instituições que têm Santa Ana como padroeira.

A Santa Casa da Misericórdia, nas valências da edução e idosos, continua a missão de ensinar, ao formar moral e culturalmente as crianças, e cuida dos avós, dando-lhes dignidade no envelhecimento, ternura e amparo. O provedor da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada, João Peres, lembra ainda a celebração semanal da “Missa dos Avós” como forma de louvar Santa Ana continuadamente, “todas as quartas-feiras, na capela (de Santa Ana), é rezada a missa em honra dos Avós, uma vez que Santa Ana é a mãe das mães”. Recordamos que a Capela de Santa Ana, propriedade da Santa Casa da Misericórdia, foi construída em 1716, e é tida como o local de culto da padroeira do município. Recentemente a capela teve obras de requalificação, estando-lhe acrescentada uma componente museológica que enaltece o edifício, “devido à riqueza da sua decoração e a existência do “museu” a nossa capela é visitada por muitos turistas e peregrinos”, refere João Peres.

“Todas as quartas-feiras, na capela (de Santa Ana), é rezada a missa em honra dos Avós, uma vez que Santa Ana é a mãe das mães”, João Peres

Além da influência de Santa Ana na ação da Santa Casa, a instituição é a organizadora da procissão que, não havendo comissão de festas como outrora, continua a “tradição de fé” levando a todos a possibilidade de louvar a padroeira a partir de qualquer ponto de onde se encontrem. A procissão passa pelas principais artérias da cidade, tendo sido, este ano, apenas suprimida a rua Dr. Costa Simões. As ruas vestiram-se de festa e em alguns pontos não faltaram flores nas estradas e colchas festivas nas varandas, para marcar a passagem de Santa Ana.

A integrar a procissão, como é habitual, estão também os Bombeiros Voluntários da Mealhada e os Escuteiros. Ambos têm na sua origem uma ligação muito forte com Santa Ana.

“A escolha de Santa Ana como padroeira dos bombeiros da Mealhada terá sido feita há mais de 90 anos”, Nuno Canilho

Nuno Canilho, presidente dos Bombeiros Voluntários da Mealhada, recorda que “a escolha de Santa Ana como padroeira dos bombeiros da Mealhada terá sido feita há mais de 90 anos” e refere que as virtudes que lhe estão associadas são identificadoras da ação dos bombeiros, “naturalmente que as virtudes associadas a Santa Ana, a avó, a cuidadora, a atenção aos outros, são inspiradoras para uma organização que tem como objetivos o apoio e a proteção de pessoas e bens em momentos de particular fragilidade, na doença, na catástrofe, no desespero”.

No que respeita ao Agrupamento de Escuteiros 1037 Sant’Ana, a ligação é ainda mais profunda, na medida em que falamos de um vínculo espiritual, “para os escuteiros da Mealhada, Santa Ana tem um papel determinante, pela questão de ser a avó de Jesus e de assumir a afetividade imediata que as crianças e os jovens têm pelos seus próprios avós. Para os escuteiros mais antigos, para os da fundação, também o próprio espaço da capela de Santa Ana é um lugar especial, por ter sido ali que os primeiros passos foram dados, que a semente, lançada à terra, germinou”, refere-nos um membro do agrupamento. A trabalhar com crianças e jovens, o agrupamento de escuteiros revela uma pedagogia alicerçada no testemunho de Santa Ana, “por um lado a questão da afetividade e da ternura do Amor da mãe e da avó em toda a nossa vida, a mãe e a avó para cujos braços corremos sempre que alguma coisa nos preocupa ou atormenta. Por outro lado, Santa Ana dá-nos um testemunho muito importante na valorização do caminho da santidade, pela dedicação a uma vida simples como filhos, pais, homens e mulheres, trabalhadores e cidadãos comuns”, dizem.

“A capela de Santa Ana é um lugar especial, por ter sido ali que os primeiros passos foram dados, que a semente, lançada à terra, germinou”, Agrupamento de Escuteiros

Padroeira da Paróquia da Mealhada, desde 1992, Santa Ana é também padroeira dos Bombeiros Voluntários desde 1927, ano da fundação da Associação Humanitária, muito embora pese o facto de haver “evidências da existência de um corpo de bombeiros, de um conjunto de voluntários organizados com este propósito, pelo menos desde 1916”, tal como esclarece Nuno Canilho. Quer uma instituição quer outra desempenham um papel fundamental na concretização da procissão.

Bombeiros e Escuteiros estão envolvidos na procissão desde a sua fundação

No que concerne aos bombeiros, cabe-lhes o transporte do andor com a imagem de Santa Ana e a guarda de honra à imagem, ao contrário do que sucedia em tempos idos, “os bombeiros da Mealhada durante muitos anos - não conseguimos precisar nem quantos, nem desde quando - participavam na procissão religiosa transportando o andor com a imagem da Santa Ana ou fazendo guarda de honra à imagem. Desde 2013 que a imagem passou a ser colocada em cima de uma viatura dos bombeiros com a respetiva e tradicional guarda de honra. Acreditamos que esta opção, apesar de recente, se torna simbolicamente mais forte, dá mais dignidade à própria imagem e engrandece o próprio culto à padroeira que se apresenta ao povo de uma forma mais bonita, mais nobre e mais gloriosa, e acima de tudo em comunhão com a atualidade da sua comunidade”, afirma Nuno Canilho.

Para os escuteiros da Mealhada a participação na procissão é uma tradição desde a sua fundação, apesar de alguns constrangimentos pontuais de agenda, conforme nos confirmam, mas, em regra, “os escuteiros ladeiam o sacerdote que preside à procissão, transportando o pálio sempre que este é usado”, sendo que este foi um dos anos em que não foi usado.

“É preciso multiplicar a abertura de coração para multiplicar o que temos”, Cónego João Castelhano

Unidos em louvor a Santa Ana, ao longo dos três dias de festa, fica a mensagem de reflexão quotidiana, deixada pelo Cónego João Castelhano, “é preciso multiplicar a abertura de coração para multiplicar o que temos. (…) Santa Ana partiu da Sagrada Escritura para ensinar Maria como se comportar, mas hoje temos o exemplo de todos (Ana, Maria e Jesus) para dar de comer a quem tem fome. Nós, hoje, somos responsáveis por repartir o pão, sorrisos e tempo, tempo de escutar quem está sozinho”.

Tags: Festas de Santa Ana, Padroeira, Mealhada
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