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CONHECER PORTUGAL: Salinas da Fonte da Bica de Rio Maior (Parte 3)
03 Out 2018, 00:00
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Estas salinas constituem um fenómeno único na Península Ibérica e até no Mundo.

Estão classificadas como Imóvel de Interesse Público desde 1997 (Decreto n.º 67/97, DR, 1.ª série-B, n.º 301 de 31 Dezembro 1997) e são hoje um dos pontos mais interessantes e incontornáveis no panorama turístico do Centro de Portugal.

Recentemente, depois de o sal ter perdido parte do valor, que tinha no passado, por o seu consumo ser medicamente atacado, e de a economia ter sofrido um abalo profundo, as estruturas de recolha e tratamento do sal conheceram um período de algum desânimo e declínio que se traduziu na diminuição da sua produção. No entanto, depois de constituída a Cooperativa dos Produtores de Sal de Rio Maior, em 1979, o local foi redinamizado, tendo sido recuperadas as antigas casas de madeiras onde se recolhia o sal e reconfigurada toda a envolvência num interessante espaço comercial, com a abertura de novos restaurantes, cafés, lojas de velharias e de artesanato e de espaços onde se vende sal, em forma simples, ou em forma de queijinhos, inventados de forma genial por um dos comerciantes do local.

Mesmo, assim, o sal ainda na atualidade tem valor, quer na aplicação culinária, tendo sido utilizado pelos governos para suprir a carência de iodo das populações distantes do mar, quer em fins terapêuticos, utilizado principalmente como esfoliante da pele juntamente com óleos essenciais e mel.

Modernamente, o sal possui ampla utilização em vários processos químicos e industriais. É, ainda, utilizado como complemento na alimentação do gado e na conservação da água nas piscinas e purificação de gases. Na indústria é utilizado como matéria-prima para obtenção de cloro, ácido clorídrico, soda cáustica, bicarbonato de sódio, nas indústrias de vidro, papel e celulose, produtos de higiene (sabões, detergentes, pasta dental), produtos farmacêuticos, tintas, inseticidas, cola, fertilizantes, corretivos de solos, cosméticos, nas indústrias de porcelana, borracha sintética, no tratamento de óleos vegetais, têxteis, na industria bélica e outras. A mistura de sal-gema com cloreto de cálcio é muito utilizada no combate ao gelo e à neve nas estradas dos países frios, sendo por isso um produto de exportação acentuada para os países europeus do Norte. Em Portugal, utiliza-se principalmente nos distritos da Guarda, Vila Real, Bragança e Viseu. Os únicos locais de extração de sal-gema em Portugal localizam-se nas minas de Loulé e em Rio Maior, que, como vimos atrás, tem métodos de extração e utilização diferenciada.

Ficamos, assim, mais preparados para a visita incluída nesta viagem.

Obrigado por me terem escutado.

Nuno Salgado, presidente da direção da Associação de Aposentados da Bairrada.

(Alocução proferida durante a viagem da AAB, a Lisboa, para assistência ao espetáculo musical “Eu saio na próxima e você?”, de Filipe La Féria, no dia 28 (sábado) de abril de 2018, com passagem pelas Marinhas de Sal de Rio Maior).

Tags: Nuno Salgado, Opinião
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