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«O Bem não faz barulho e o barulho não faz bem!»
17 Out 2018, 00:00
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Ao avaliar o meu primeiro ano como Padre a servir esta região, apetece-me fazer silêncio…! Silêncio por que desejo manifestar o encanto que me tocou, mais uma vez, nesta minha missão de «pastor», ao perceber como o coração deste povo é feito de «bem». Sim! Só no silêncio, sem os «barulhos» momentâneos da precipitação e do desequilíbrio de alguns, o «bem» que há em todos, pode ser conhecido e saboreado! Ao longo deste ano, em tantos momentos de «silêncio», pude deliciar-me com o «bem» que faz bater o coração deste povo da Bairrada, ao qual agora pertenço!

Com efeito, fez, no passado dia 15 de outubro, precisamente, um ano em que entrei ao serviço pastoral destas comunidades cristãs – Mealhada, Casal Comba, Vacariça e Ventosa do Bairro – e como Capelão da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada. Foi um tempo cheio e em cheio! É impossível identificar e quantificar o que se fez, mas não interessa isso! A vida não é a soma do que simplesmente fazemos, mas sobretudo dos que amamos! Aliás, este ano, aprendi a amar, como padre, a todos que me foram confiados. Depois, é convicção profunda para mim, que é Deus quem faz, em nós e através de nós, o que importa realmente, sem o toparmos sequer!

Apesar disso, não posso deixar de destacar, o momento marcante que foi a Visita Pastoral do Senhor Bispo de Coimbra. Ficará na memória de todos e de cada um de nós a experiência do que há de mais belo na fé e que ela mesmo provoca para os que a vivem, a saber: a comunhão! A Visita do Senhor D. Virgílio Antunes veio recordar que, como Igreja, a nossa tarefa primeira é a da comunhão, dentro e fora, das igrejas.

Realço, também, os inumeráveis encontros e diálogos que foram proporcionando novas relações, a descoberta de pessoas belas e com imensos dons, gente boa de coração e de vida, tantos onde a felicidade se torna real porque a luta pela mesma é concreta. Não esqueço jamais, os que encontrei a sofrer, desesperados e sem ânimo; pessoas que deixaram de sonhar, que perderam a fé, em tudo e em todos, até nelas próprias. Foi um ano intenso onde, a cada momento, me senti chamado a sofrer com os outros…! Claro, que no meio de tantas feridas e dores, foi possível ajudar muitos a descortinar, dentro si mesmos, sinais de esperança e pequenas luzes de anúncio do fim da escuridão.

Por fim, não posso deixar de mencionar o trabalho extraordinário de «bem» silencioso que vai acontecendo no dia-a-dia, protagonizado por tanta gente, também por tantas instituições, nesta região em que sou Pároco. Destaco, sobretudo a Santa Casa Misericórdia da Mealhada, nas suas muitas valências, e que sirvo como Capelão. É impressionante, como desde os mais pequenos detalhes até aos grandes eventos, se sente, em todos os que a servem e nela são servidos, a fragância da bondade. A SCMM é uma instituição de muita humanidade e muito humanizadora! Só o percebe quem faz «silêncio»…!

Claro que não posso deixar de reconhecer a dificuldade que deve ser administrar, gerir e trabalhar numa «empresa de economia social». Sim! Por vezes, mesmo sem querer, surge «barulho» porque há exigências financeiras a cumprir e regras a assumir na articulação de serviços e pessoas. Mas, apesar de tudo isso, o que é fantástico é esse bem feito por corações bondosos, onde a generosidade que deles emerge jamais poderia ser remunerada!

Continuo com o mesmo desejo de há um ano: «ser um padre de todos e para todos», ajudando a que cada um, na experiência de ser Igreja, possa construir-se como pessoa feliz, ou melhor, deixar-se construir por Aquele que quer a felicidade de todos, Deus. Para tal, são muitos os projetos e a necessidade de algumas mudanças, mas sempre confiante de que tudo será possível, pois a maior força é a do amor de Deus em nós!

Termino, como comecei no título, com uma afirmação de São Francisco Assis: “Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado. Resignação para aceitar o que não pode ser mudado. E sabedoria para distinguir uma coisa da outra”.

Tags: Opinião, Padre Rodolfo Leite
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