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No dia 21 de outubro assinala-se o Dia Mundial da Osteoporose
19 Out 2018, 00:00
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“A Osteoporose é uma doença silenciosa caraterizada por uma alteração do osso, aumentando o risco de fraturas”


O que é a Osteoporose?

A Osteoporose é “uma doença generalizada do esqueleto que se caracteriza por uma diminuição da densidade mineral óssea (DMO) e alterações da qualidade do tecido ósseo, conduzindo a um aumento da fragilidade óssea e, consequentemente, a um risco elevado de fratura”.

Quem pode ter osteoporose?

A osteoporose tanto pode afetar homens como mulheres, sendo mais frequente em mulheres. É por norma uma doença associada à idade, sendo mais comum no idoso, mas em algumas situações, quando estão presentes alguns fatores de risco e/ou doenças, pode ocorrer em doentes jovens (osteoporose secundária).

Estima-se que afete 10% da população portuguesa, de acordo com o estudo EpiReumaPt/ReumaCensus, sendo mais comum em mulheres (17% vs 2,6%)

Quais os fatores de risco para Osteoporose e fratura osteoporótica?

A diminuição da massa óssea está associada ao aumento da idade e, nas mulheres, com um conjunto de alterações hormonais relacionadas com a menopausa, sendo a menopausa precoce (antes dos 45 anos) um fator de risco importante. Existem outros fatores de risco para a osteoporose como o tabaco, o álcool, doenças inflamatórias crónicas, como a artrite reumatoide, doenças da tiroide ou paratiroide, baixo peso e baixa estatura. Alguns medicamentos como os corticoides ou os antiepiléticos estão também associados a um aumento do risco de osteoporose. 

Na avaliação do risco de fratura osteoporótica, as ocorrências prévias de uma fratura devido a osteoporose, assim como os episódios históricos de fraturas da anca do pai ou da mãe, devem ser consideradas. Devem ainda ser avaliados de forma adequada os fatores de risco para queda dos indivíduos.

Como se manifesta?

Trata-se frequentemente de uma doença silenciosa, uma vez que não causa sintomas até que ocorra uma fratura. As fraturas mais comuns são as do punho, das vértebras ou do colo do fémur, embora possa ocorrer uma fratura em qualquer localização. As fraturas ocorrem frequentemente após um traumatismo de baixo impacto, isto é, uma queda de uma altura igual ou inferior à altura do doente ou até mesmo na ausência de um traumatismo reconhecido (ex.: fraturas da coluna).

A ocorrência de fraturas vertebrais pode ser assintomática, podendo manifestar-se apenas por uma perda significativa de altura ou o desenvolvimento progressivo de cifose da coluna dorsal.

Como se diagnostica?

O diagnóstico de osteoporose é feito através da avaliação da Densidade Mineral Óssea (DMO), medida por densitometria óssea. Quando a DMO se encontra abaixo de um determinado limiar (T-Score < -2,5) é feito o diagnóstico da doença. O diagnóstico de osteoporose deve também ser estabelecido, independentemente do valor da avaliação da DMO, na presença de uma fratura osteoporótica prévia. 

A avaliação de risco de uma fratura osteoporótica aos 10 anos pode ser estimada através de um instrumento validado para a população portuguesa FRAX®, no qual são considerados vários fatores de risco para Osteoporose e fratura.

Como se pode prevenir?

A prevenção da osteoporose começa desde a infância com hábitos de vida saudáveis, para adquirir um pico de massa óssea adequada, pois é na infância que a massa óssea se forma paralelamente ao crescimento do esqueleto. Na idade adulta, têm de ser tomadas uma série de medidas destinadas a desacelerar a diminuição da massa óssea, sendo particularmente importante nas mulheres, após a menopausa.

A prática regular de exercício físico como caminhadas, corrida, aeróbica ou exercício com resistência estão associadas a um aumento da densidade mineral óssea e à diminuição do risco de fraturas.

É fundamental a adoção de uma dieta equilibrada com ingestão adequada de cálcio e de proteínas. Deve ser estimulada a exposição solar frequente (exposição de face, braços e mãos 15-20 minutos diários, sem proteção solar), de modo a estimular a produção de vitamina D, essencial para a absorção de cálcio nos intestinos e uma correta mineralização do osso. Deve estimular-se a cessação tabágica, evitar o consumo elevado de bebidas alcoólicas (< 3 Unidades/dia) e restringir o consumo de bebidas com cafeína. 

Deve ser avaliada a presença dos diversos fatores de risco conhecidos para o desenvolvimento da Osteoporose e corrigidos de forma adequada, se presentes.

A par da prevenção da osteoporose, a prevenção de quedas é fundamental, particularmente nos idosos: é importante remover obstáculos como tapetes ou fios elétricos, utilizar tapetes antiderrapantes, incluindo nas banheiras/duches, iluminar adequadamente as divisões, utilizar calçado adequado (com sola de borracha), evitar medicação sedativa, corrigir perturbações da visão ou audição, entre outras medidas pontuais. Devem ser implementados programas de exercício físico que visem melhorar o equilíbrio, o fortalecimento muscular e aumentar a amplitude dos movimentos.

Como se trata?

Existem atualmente diferentes tratamentos para a osteoporose, como fármacos que diminuem a reabsorção óssea ou que aumentam a produção óssea. A decisão de utilização de um fármaco é tomada pelo médico em conjunto com o doente, tendo em conta a gravidade da osteoporose, a existência de fraturas prévias e a existência de outras doenças que possam interferir com o tratamento. É fundamental que o doente cumpra a medicação prescrita.

As quantidades diárias de Cálcio e Vitamina D recomendadas devem ser asseguradas, através da dieta e exposição solar, assim como com o recurso a suplementos, se necessário.

Os fatores de risco que potenciam o surgimento de osteoporose devem ser corrigidos ou eliminados se possível, assim como o estabelecimento de medidas que reduzam o risco de queda.

Dado ser uma doença silenciosa, a adesão ao tratamento farmacológico e às medidas não farmacológicas constitui um problema frequente. É por isso necessário informar e educar o doente sobre a sua condição e os objetivos do tratamento.

Que consequências pode ter?

A osteoporose e a ocorrência de fraturas têm um elevado impacto na qualidade de vida do doente, mas também a nível da sociedade.

A osteoporose, mais precisamente a fratura osteoporótica, é uma importante causa de morbilidade e mortalidade para os doentes. Estima-se que 20-30% dos doentes com uma fratura osteoporótica da anca morra ao fim do primeiro ano e que 40% perca a capacidade de caminhar de forma independente.

A perda de mobilidade e autonomia, a dor crónica, a pobre qualidade de vida são algumas das consequências da ocorrência de uma fratura osteoporótica.

 

 

 

1. Marques A., Rodrigues A.M., Romeu J.C. et al. (2016) Multidisciplinary Portuguese recommendations on DXA request and indication to treat in the prevention of fragility fractures. Acta reumatologica portuguesa 41, 305-321.

2. Rodrigues A.M., Canhao H., Marques A. et al. (2018) Portuguese recommendations for the prevention, diagnosis and management of primary osteoporosis - 2018 update. Acta reumatologica portuguesa 43, 10-31.

3. Branco J.C., Rodrigues A.M., Gouveia N. et al. (2016) Prevalence of rheumatic and musculoskeletal diseases and their impact on health-related quality of life, physical function and mental health in Portugal: results from EpiReumaPt- a national health survey. RMD open 2, e000166.

4. Saavedra A., Freitas P., Carvalho‐Braga D. et al. (2016) Osteoporose em 12 questões. Revista Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo 11, 296-306.

5. http://www.spreumatologia.pt/doencas/osteoporose

Tags: Osteoporose, Opinião, HMM
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