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“Muitas vezes a raridade dá celebridade”
31 Out 2018, 00:00
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Os Lucky Dukies têm concerto marcado na Mealhada para o próximo dia 3 de novembro, no Cineteatro Municipal Messias. No passado dia 22 de outubro, o Jornal da Mealhada esteve à conversa com Marco António, fundador e um dos vocalistas da banda, para tentar desvendar quais as surpresas que estão reservadas para o espetáculo em terras mealhadenses, conhecer o percurso profissional da banda e perceber qual a origem do respetivo nome …

Jornal da Mealhada -  1987 foi o ano em que formaste a banda “Os Promusica”. Qual o motivo para terem mudado o nome para Lucky Duckies?

Marco António - Em primeiro lugar em não gostava do nome inicial. “Promusica” foi um nome escolhido por um colega da banda por entender que tocávamos música profissional e daí – Promusica. Mais tarde, eu, por causa do estilo de penteado que usava – Ducktail – comecei por pensar em mudar o nome da banda para Ducky e mais tarde juntei a palavra Lucky e hoje somos os Lucky Duckies (risos)!

JM - Estrearam-se televisivamente na RTP1, em 1987. Sentes que a televisão foi a melhor forma de divulgar o vosso trabalho?

MA -  Atendendo a que havia poucos programas de televisão e à notoriedade que era dada por ela, sim. Nós aparecemos pela primeira vez no programa Estúdio 4, um programa de final de tarde, apresentado por Luís Pereira de Sousa. O estúdio ficava na Póvoa de Santa Iria e eu fui para lá de comboio! O projeto era individual e, portanto, na altura era muito complicado um projeto deste género chegar à televisão. Apresentei uma maquete ao produtor do programa, com um aspeto visual que ninguém tinha e com um som que ninguém fazia em Portugal.

Um dia ligaram-me e perguntaram-me: “Marco, estás livre? Faltou a Maria da Fé. Nós fazemos-te uma gravação profissional com o material da RTP”. O Luís Pereira de Sousa não sabia do convite, aliás, ele não simpatizava comigo, dizia que eu era uma imitação do Elvis Presley. Como eu já sabia que ele não gostava de Elvis, levei uma música do Nat King Cole - “Quizás, Quizás, Quizás”. Era suposto ir apenas cantar e depois acabou por me convidar para sentar, para me entrevistar. Foi uma dupla surpresa (risos)!

JM – Depois da ida à televisão abriram-se mais portas para a banda?

MA – Entretanto continuámos a divulgar o nosso trabalho. Naquela altura não havia meios digitais, eu andava com uma cassete de vídeo para mostrar o trabalho da banda, até que depois começámos a cantar em Lisboa. Entre 1991 e 1992 cantámos onde cantaram Rui Veloso, Luís Represas e Pedro Abrunhosa, nomeadamente nos bares “Xafarix”, “Até que Enfim” e “Gare Tejo”. Este último foi onde se estreou, inclusivamente, o Pedro Abrunhosa. Na Gare Tejo atuávamos às quartas-feiras, onde fomos vistos por pessoas que depois nos convidaram a atuar em festas de empresas, pelo Natal, pela Páscoa… ganhava-se muito bem!

Eu estudava direito, nessa altura, e fiquei-me pelo 4º ano. Como dizia a minha mãe, que faleceu o ano passado, não fiz doutoramento em Direito, mas tenho o Mestrado em Rock ‘n’ Rol (risos)!

JM - Atualmente, sentes que seria importante regressar à TV para promover o vosso trabalho?

MA - Não. Muitas vezes a raridade dá celebridade. Nós já somos conhecidos e se aparecermos muitas vezes damos a entender que temos necessidade de nos promover. Os artistas ficam conhecidos se aparecerem menos vezes, mas em bons programas… dá mais prestígio. Veja-se o caso da Ana Moura, é raro ela aparecer na televisão, mas ela tem uma notoriedade bastante assinalável.

Este ano aparecemos duas ou cinco vezes na televisão. Uma para fazer um miniconcerto, no programa do Manuel Luís Goucha, outra na RTP Memória, com o Júlio Isidro… Agora, ir a um programa, de propósito, para cantar uma música, não se justifica. Costumo comparar esta questão com uma torradeira. A torradeira serve para fazer torradas que têm que estar no ponto. Não podem estar pouco tempo a torrar, porque não ficam boas, nem podem ficar demasiado tempo, porque se queimam (risos)!

JM - O Swing (Jazz), o Blues, o Bossa Nova e o Rock ‘n’ Roll são os ritmos que vos fazem viajar pelo mundo. Quando formaste a banda sempre sonhaste ir além-fronteiras?

MA - Não pensava nisso, queria era cantar e tocar, era aquela mística juvenil-adolescente! Só que depois as oportunidades foram surgindo e hoje podemos pedir mais caché e mais respeito a quem nos contrata. Hoje, infelizmente, contrata-se primeiro o empresário e só depois os artistas. Quem tem amigos, quem tem lobbies… No caso da Mealhada e de Águeda não foi assim. Em Águeda são muitos exigentes e na Mealhada reuni com o Senhor Presidente da Câmara e ele disse-me, depois de ver um concerto nosso, “gosta da sua música, vocês vão à Mealhada”.

JM - 30 anos de carreira. 4 Álbuns. 2 DVD’s. O que é que desejam fazer e que ainda não tiveram oportunidade?

MA - Foi uma pena…O ano passado morreu um grande amigo nosso, o Alberto da Ponte. Quando ele era presidente da RTP, recebemos um prémio pelos 25 anos de Carreira Internacional. Mais tarde, quando o Alberto da Ponte foi convidado para presidente da Heineken, que pertence à (cervejeira) Sagres, estava a fazer contactos, por intermédio dessa função, para que pudéssemos tocar numa cena do filme do James Bond 007. Foi algo que ficou por fazer e que nos daria um prestígio mundial. Porém, estou com esperança que Portugal um dia se torne num centro de produção de Hollywood e que nós possamos fazer parte da banda sonora de um filme (risos)!

JM – O vosso último CD é uma aposta forte “Na língua de Camões”. Sentiam necessidade de nesta fase da vossa carreira cantarem apenas na “língua mãe”?

MA -  Sentíamos. Ouvíamos dizer às pessoas que nos acompanham “gostamos muito de os ouvir em inglês, mas também podiam cantar em português”. Até era o Júlio Isidro que me andava a chatear (risos)! Neste último trabalho pegámos então em clássicos portugueses e demos-lhe uma sonoridade à Lucky Dukies!

JM – A banda tem novidades discográficas para breve?

MA - Agora estamos a gravar um novo disco, aliás, estou agora a ir para estúdio! Nesse CD vamos ter um original, intitulado “Lucky Christmas”, música que dá nome ao disco, e 10 temas clássicos com a nossa habitual sonoridade. O trabalho vai ser lançado no dia 30 de novembro, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, com o patrocínio da FNAC.

JM – No próximo dia 3 de novembro a Mealhada é a vossa próxima paragem e na página de Facebook da banda prometem algumas novidades no repertório. Podem adiantar alguma?

MA - Não são originais. As novidades a que me refiro têm que ver com o facto de irmos tocar alguns clássicos que as pessoas nos vão pedindo via internet, no Messenger, por exemplo. Desta forma, acreditamos que estamos muito mais próximos do nosso público!

Tags: Lucky Dukies, Entrevista, Cultura
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