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“Foi um principio ridículo, o que marca o meu ponto de partida e confirma a evolução da minha consciência musical”
28 Nov 2018, 00:00
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Paco Bandeira é o próximo cantor de renome nacional a subir ao palco do Cineteatro Municipal Messias, no próximo dia 8 de dezembro, pelas 21h30. Dono de uma carreira de mais de 50 anos e de um enorme mediatismo, nem sempre pelas razões artísticas, Paco Bandeira estará na Mealhada para fazer acontecer um “espetáculo de música popular séria”. Por isso, o Jornal da Mealhada esteve à conversa com o artista. Saber quais as melhores recordações do percurso artístico do cantor, se tem feito produção discográfica, qual a mais valia de partilhar o palco com outros músicos e grupos musicais, que surpresas estão reservadas para o espetáculo que irá fazer em terras mealhadenses, foram algumas das questões que fizemos e às quais o cantor respondeu de forma concisa e muito objetiva.

Jornal da Mealhada - No próximo dia 8 de dezembro a Mealhada vai receber um concerto de Paco Bandeira. O que é que o público pode esperar do seu espetáculo?

Paco Bandeira - Pode esperar por um convívio sério, com musica popular séria e muito respeito.

JM – Neste concerto partilhará o palco com a Associação Filarmónica Lyra Barcoucense, uma experiência repetida várias vezes com outros grupos ao longo da sua carreira e, nomeadamente, na gravação do seu disco “Canto do Espelho”, no qual 5 das 10 músicas foram acompanhas com os coros do “Coral Harmonia”, de Santiago do Cacém. É uma mais valia para um músico poder atuar com grupos corais ou filarmónicos?

PB - É sempre uma mais valia conviver com músicos de todas as musicas.

JM – São vários anos de carreira e uma vida ligada à música, desde os 14 anos. Qual a melhor recordação que guarda do seu percurso artístico?

PB - São mais de cinquenta anos de carreia. Todas as recordações profissionais são “as melhores”. Há lá maior riqueza que ouvir as minhas canções, assobiadas ou cantadas, em cima dos andaimes da construção civil, nos campos, nas fábricas, nas ruas…?!

JM – Em 1966 gravou o seu primeiro EP, no Porto, por altura do seu serviço militar. Como é que caracteriza esta fase da sua carreira?

PB - Foi um principio ridículo, o que marca o meu ponto de partida e confirma a evolução da minha consciência musical. Nesse tempo eu era uma pessoa muito ignorante, ainda hoje sou, e como andava por Espanha, estava convencido que era assim que se subia na carreira, que era, nesse tempo, o meu único objetivo. Felizmente tudo mudou com a minha ida à Guerra Colonial e, quando voltei, já sabia o que queria e consegui!

JM – Anos mais tarde, em 1972, conquistou o segundo lugar no Festival da Canção. A participação num concurso com tanto prestígio, à época, foi um ponto de viragem na sua carreira?

PB – Fiquei duas vezes em segundo lugar. Em 1972 e, salvo erro, também em 73. Uma com a canção “É por isso que eu vivo” e outra com “Vamos Cantar de Pé”. Foi de facto um lançamento popular de grande dimensão, porque nesse tempo a RTP tinha credibilidade e cultivava Portugal…

JM – “A Minha Cidade”, “Ceifeira Bonita” e mais tarde “A Ternura dos 40” são apenas alguns dos seus êxitos, que o catapultaram para uma carreira internacional. Existe algum país no qual gostasse mais de atuar, em detrimento de Portugal?

PB – Em detrimento de Portugal, nenhum! Mas, Estados Unidos, Espanha, Angola, Brasil, Venezuela, Austrália, França, são países dos quais guardo excelentes recordações profissionais.

A minha carreia internacional foi marcada por canções como a “Minha Quinta Sinfonia”, “A Ternura dos Quarenta”, “Chula da Livração”, “A minha Cidade”, “Lá longe onde o Sol Castiga Mais” e outras canções das centenas que gravei e cantei e que por cá não passaram, nomeadamente “El Niño Yuntero”, “La monja Gitana” e outras de minha autoria, com poemas de Garcia Llorca e Miguel Hernandez.

JM – Paco Bandeira disse ter posto termo à sua carreira, pelo menos no que à produção discográfica diz respeito, no Coliseu de Elvas. A decisão que tomou deve-se à sua visão sobre a industria musical atual?

PB - Tenho editado CD’s, independentemente da MAFIA, prostituição e droga que grassa na indústria radiofónica e editorial de música popular nacional. As árvores dão frutos sem quererem saber quem os vai consumir e para que fim, é essa a sua missão, e eu tento imitá-las.

Tags: Paco Bandeira, Mealhada, Entrevista
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