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Uma conversa com «sotaque a Natal»!
09 Jan 2019, 00:00
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Nestes dias das festas natalícias, encontrando ocasionalmente uma pessoa, tive uma conversa extraordinária. Num tom informal e descontraído, essa amiga foi-me contando os momentos marcantes, felizes e sofridos, da sua história. Ainda não a conhecia bem e fiquei impressionado com as constantes alterações dos seus planos de vida, os contratempos que redundaram em situações dramáticas, as tensões, os sacrifícios e as dores que, por amor, o seu coração tem vivido. Também partilhou coisas belas e gratificantes. Mas, o que verdadeiramente me marcou na nossa conversa foi a sua permanente afirmação de fé. Em determinado momento, disse-me com convicção:

- Deus nunca me abandonou e sempre esteve ao meu lado… Por isso, sei que, embora as coisas não estejam fáceis, Ele não vai falhar!

Ao dizer-me isto sorria, mas no seu rosto percebiam-se bem as marcas do cansaço e do desgaste da muita entrega a que todos dias é chamada. A sua fé dá-lhe uma força incrível e quase inesgotável, perfumando amorosamente aqueles que a rodeiam. Não debita doutrinas, nem perde tempo com demagogias religiosas, embora tenha uma formação sólida sobre o que são as coisas e aquilo que elas significam, na fé e na Igreja. Contudo, o segredo dela é a relação com Deus! Confia a sua vida a Deus e não deixa de O tornar presente no seu viver.

A certa altura, contou-me, emocionada e com orgulho, que um dia uma aluna lhe disse:

- A stora é muito católica. É uma católica verdadeira e coerente.

Ela ficou espantada com aquela afirmação, pois nas suas aulas não ensina religião ou catolicismo, mas sim Literatura! Decidiu, pois, interrogá-la sobre a razão de ter dito o que disse. A aluna respondeu-lhe:

- É que a stora é tão justa em tudo. É mesmo uma católica a sério.

Ao ouvir isto, arrepiei-me. Entretanto, o relógio não parava e tinha de seguir para um compromisso. Despedimo-nos, prometendo brevemente continuarmos a conversar.

Já noite, deitado na cama, veio-me à mente aquele encontro ocasional e a conversa que se proporcionou. Sobretudo, fiquei preso à afirmação da aluna sobre a fé da sua professora.

Não tenho dúvidas absolutamente nenhumas que a justiça na vida é uma expressão privilegiada da fé que vivemos. Não me refiro à justiça que as leis determinam ou que as regras e o bom senso aconselham. Para essa justiça não é preciso ter fé! Refiro-me, sim, à «justiça maior» que se resume em «viver segundo o amor». Foi isso que aquela aluna viu na sua professora e que também eu constatei na nossa conversa.

Neste tempo de «rescaldo» das festas natalícias e de fim de ano, não esqueçamos o essencial. A beleza desta época não tem a ver tanto com o encontro da família, com a partilha dos presentes, com as canções, as festas e as decorações próprias. Na verdade, tudo isso é válido, mas se não vivermos a «justiça maior», ou melhor, se não vivermos segundo o amor, tudo se torna desnecessário e sem validade.

Jesus Cristo nasce para nós e em nós quer permanecer, para que nunca deixemos de ser protagonistas desta forma nova de viver, onde a medida é o Amor que Ele é e nos dá!

Obrigado, Isabel, pela conversa e pelo «sotaque a Natal» que a mesma teve.

Tags: Opinião, Pe. Rodolfo Leite
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