Clássico de Sophia Mello Breyner ganha vida no Cineteatro Messias
“A Menina do Mar” é o primeiro e um dos mais conhecidos contos fazendo parte do Plano Nacional de Leitura.
O Cineteatro Messias vai ser um dos palcos (de 12 a 14) da tournée “A Menina do Mar – O Musical”, entre os dias 12 e 14 de março. Com dezenas de reedições, “A Menina do Mar” é o primeiro e um dos mais conhecidos contos de Sophia de Mello Breyner para a infância, fazendo parte do Plano Nacional de Leitura. Foi editado pela primeira vez em 1958 e ilustrado por vários artistas ao longo de décadas.
“Em palco seremos abraçados pela musicalidade das ondas, o aroma das marés, a emoção dos sentimentos puros e a verdadeira cor da dança que o mundo pode ser. Numa linguagem teatral contemporânea, irreverente e cativante, desde o primeiro momento, mergulhamos no poder das palavras de uma das maiores autoras portuguesas, que coloca os valores da amizade acima das diferenças e de tudo mais”, sintetiza Fernando Tavares, diretor artístico da Plateia d’Emoções, a quem competiu a encenação e a cenografia de “A Menina do Mar – O Musical”.
O texto foi inspirado numa história incompleta que a mãe da autora lhe tinha contado, sobre uma menina que vivia nas rochas, a que Sophia juntou o seu símbolo de felicidade suprema, que era tomar banho de mar.
“É a história, de amizade, de um menino que vive numa casa branca voltada para o areal e que um dia encontra no mar que o banha uma menina de cabelos azuis a dançar, com um polvo, um caranguejo e um peixe. Bailarina da “Grande Raia”, uma rainha marinha, que sobre ela mantém vigilância apertada, não consegue realizar o seu sonho de conhecer terra firme, onde mora o rapaz. Inclusive porque não consegue sobreviver longe da água. O rapaz, por sua vez, tem o desejo de conhecer o fundo do mar. O enredo gira em volta da tentativa do par em realizar os seus sonhos, aparentemente irreconciliáveis. Mas, a alegria, a amizade e a saudade conduz os dois para lá das diferenças e juntam-nos numa vida no fundo do oceano”, descreve o comunicado da Plateia d’Emoções.
Autor: Jornal da Mealhada
