Sábado, 21 de Fevereiro de 2026

Veia Poética : “Morrem-me poemas na boca do além”

Veia Poética : “Morrem-me poemas na boca do além”

CulturaPoesia

Veia Poética : “Morrem-me poemas na boca do além”

Quando um verso me quer desafiar o sono

Quando um verso me quer desafiar o sono

Pés sorrateiros vêem a janela sem ninguém

Num sopro solta-se o peito ao abandono

Morrem-me poemas na boca do além

Os olhos contornam barcos em declive

As mãos vestem-se numa guerra de fendas

Em sufoco quase o corpo não sobrevive

A alma sedenta destina-se às emendas

Morrem-me poemas na boca do além

O aço que cobre o corpo é o único refém

Cortaram as raízes dum verso mudo

Deram-me um bilhete sem qualquer morada

Aquilo que um dia se resumiu a tudo

Hoje resume-se à palavra NADA!

Autor: Jéssica Neves

Find A Doctor

Give us a call or fill in the form below and we will contact you. We endeavor to answer all inquiries within 24 hours on business days.