Segunda-feira, 10 de Novembro de 2025 às 19:45

Campeonato Português de Rallys em imagens

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Açoreano Ruben Rodrigues no Vidreiro 2025

Açoreano Ruben Rodrigues no Vidreiro 2025

Armindo Araújo

Armindo Araújo

Boliviano Bulacia

Boliviano Bulacia

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Açoreano Ruben Rodrigues no Vidreiro 2025
Armindo Araújo
Boliviano Bulacia

Desporto

Campeonato Português de Rallys em imagens

Dani Sordo numa luta mais renhida que nunca, vence o Campeonato Português de Rallys apenas por 0,8 segundos em relação ao seu rival Kris Meeke.

O Campeonato Português de Rallys (CPR) de 2025 teve a participação de outro piloto do WRC (World Rally Championship), no caso o espanhol Daniel Sordo, depois da vinda em abril de 2023 do irlandês Kris Meeke para a Hyundai Portugal, em substituição do malogrado Craig Breen.

Sem equipa oficial em 2024 nos Rally2(R2), a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal resolveu entrar forte em 2025 no CPR contratando Kris Meeke, abrindo-se duas vagas na Hyundai Portugal que foram ocupadas por Daniel Sordo e alternadamente pelos jovens Gonçalo Henriques e Hugo Lopes.

O campeão de 2023, Ricardo Teodósio, que definitivamente fidelizou o público português com a sua performance, foi a jogo com um Toyota Yaris GR R2 em duelo com o multicampeão nacional Armindo Araújo em Skoda Fabia RS R2

A “armada” dos R2 no CPR conta ainda com José Pedro Fontes, no Citroën C3, Ruben Rodrigues no Toyota Yaris GR, Ernesto Cunha, Pedro Almeida, Pedro Meireles, João Barros, Paulo Neto e Nuno Trindade no Skoda Fabia RS R2.

Num escalão inferior, nos Rally4(R4) estiveram em disputa no campeonato de duas rodas motrizes (CN2RM), Guilherme Meireles, Ricardo Sousa e Henrique Moniz, acabando por vencer Ricardo Sousa naquela que é a modalidade considerada como antecâmara do R2; não esquecer que foi daqui que vieram Gonçalo Henriques e Hugo Lopes.

No Clio Trophy de 2025, prova onde em 2024 o mealhadense Pedro Pereira Jr. obteve um brilhante 3º lugar, o domínio veio de João Rodrigues que teve em Tiago Pereira e Luís Caetano duas ameaças á sua liderança.

Na primeira prova da época, o Rally Serras de Fafe-Felgueiras-Boticas e Cabeceiras de Basto, realizado entre 7 e 8 de março, Kris Meeke entrou a vencer dominando por completo, ficando Daniel Sordo a adaptar-se ao R2 da Hyundai, com o português Armindo Araújo a levar a melhor sobre Teodósio ficando respetivamente em terceiro e quarto lugar.

Esta prova teve ainda dois outros elementos em destaque e ambos em Ford Fiesta R2: Gil Membrado,  campeão espanhol de ralis de terra de apenas 17 anos e o letão M­­artins Sesks, este também piloto do WRC, que deram ao rali uma maior competitividade, a nível nacional as atenções estariam focadas em Hugo Lopes, um dos dois jovens pilotos contratados pela Hyundai Portugal, que apesar dum forte andamento abandonou na Prova Especial de Classificação nº 6(PEC6), deixando boas indicações para o futuro conforme se verificou ao longo do campeonato.

A aposta resiliente da organização colocou novamente o rali no ERC (European Rally Championship), que se realizará entre 9 e 11 de outubro do próximo ano, com a designação de Rally das Cinco Cidades do Norte de Portugal, sendo a última de oito provas do ERC 2026.

A segunda prova do CPR 2025, o Rali Casinos do Algarve, disputado entre 28 e 29 de março e igualmente em piso de terra, foi mais uma vez totalmente dominada por Kris Meeke entrando muito forte e seguido sempre de muito perto por Dani Sordo; ao mínimo erro a vitória seria do espanhol.

A Hyundai Portugal desta vez deu oportunidade a Gonçalo Henriques e o piloto de Vila Nova de Poiares navegado pela aguedense Inês Veiga, aproveitou e foi o português mais rápido, feito que repetiram no Rali Vidreiro Centro de Portugal 2025, destacando-se ainda  na armada Skoda Fabia R2 Pedro Almeida, com um andamento muito rápido que culminou com o primeiro lugar do CPR no WRC Vodafone Rally de Portugal, Ernesto Cunha e ainda Diogo Salvi que preparava o Rali de Portugal onde atuou com um Ford Puma R1.

Salvi viria a entusiasmar o público na mítica prova nacional pelo seu andamento espetacular e pelas intervenções televisivas, vindo a ser apelidado pelos media de “Gentleman Driver”.

Nos quinze dias precedentes ao Vodafone Rally de Portugal (Rali de Portugal), a 2 e 3 de maio, realizou-se o Rally Terras D´Aboboreira, centrado em Amarante, onde mais uma vez Kris Meeke dominou com Sordo sempre por perto com o regular Armindo Araújo em terceiro.

Pela proximidade temporal com o Rali de Portugal, a organização esforçou-se em encontrar um naipe atraente de inscritos trazendo o Hyunday i20 Rally1 de Adrien Formeaux, os Toyota Yaris GR R2 do espanhol Jan Solans, do boliviano Marco Bulacia e do finlandês Roope Korhonen, o Citröen C3 R2 de Diego Ruiloba e o de Yohan Roussel, e novamente Martin Sesks em Fiesta R2.

Atuando como piloto convidado, Adrien Formeaux não realizou todas os troços sendo no entanto, o mais rápido em todos os realizados e mesmo no Shakedon.

Ainda entre 15 e 18 de maio, terminou o grande evento, com a vitória do Campeão Sébastien Ogier em Toyota Yaris R1, batendo por 9 segundos o estónio Otto Tänak em Hyundai i20 R1, que lutou pela vitória desde o primeiro minuto,  completando o pódio  o campeão em título, o jovem finlandês Kalle Rovanperä em Toyota Yaris R1.

Muito mais que uma competição, esta prova é a maior festa do desporto em Portugal, em que o protagonismo vai para o rugir dos 380 cavalos dos motores dos R1 e para os muitos drifts executados pelos pilotos oficiais.

A diferença de potência é a primeira percepção do espetador sendo proporcional á atenção que se dispensa relativamente aos R2, tendo notoriedade maior o português Diogo Salvi que surgiu ao volante dum Ford Puma R1, sendo o maior alvo dos aplausos dos milhares de portugueses que enchiam os troços.

Organizado pela Escuderia de Castelo Branco, surge em meados de junho o Rali de Castelo Branco, numa altura em que Sordo começa a ameaçar a liderança de Kris Meeke.

Por uma penalização de Meeke, Sordo acaba por vencer; João Rodrigues cimenta a sua posição no Clio Trophy dominando por completo, apesar de Tiago Pereira ter esboçado um andamento forte na categoria de Super Rally devido a desistência na PEC1.

Foi o Rally antes da época balnear, onde o espetador matou saudades do WRC com o famoso salto de Joaninho, com o esplendor das planícies da beira baixa ou com o belo cenário de Vila Velha de Ródão com o estuário do Tejo em pano de fundo.

Numa altura em que os títulos em jogo estavam numa luta acesa, as atenções estavam concentradas na evolução com o Hyundai i20 R2 de Hugo Lopes, no desempenho do piloto da casa Pedro Silva em Peugeot 208 R4 e em João Rodrigues no Clio Trophy.

A prova contou  com o piloto bairradino natural de Águeda Miguel Abantes, na luta pelo troféu Clio e navegado por Inês Veiga, e também a presença habitual e vencedor na categoria promo em Mitsubishi Lancer Evo X o multicampeão Adruzilo Lopes navegado por Vitor Hugo, co-driver natural de Cantanhede.

O Rally da Madeira 2025 realizado entre 31 de julho e 2 de agosto foi a prova que se seguiu e teve o espanhol Diego Ruiloba em Citröen C3 R2 como vencedor. Depois de ter tido uma presença em destaque no Terras da Aboboreira e no Rally de Portugal, vence á frente do piloto local João Silva, este em Toyota Yaris GR R2.

Kris Meeke foi apenas quinto da geral, atrás do madeirense Miguel Nunes em Skoda Fabia R2, Armindo Araújo conseguiu o sexto e o futuro campeão nacional Dani Sordo, depois de vários problemas, conquistou o oitavo lugar á geral, fechando o top10 outro piloto local, Miguel Caires, em Skoda Fabia RS R2 e que havia participado em março no Rally da Bairrada.

Mas eis que surge o ponto de viragem deste campeonato com a realização em 19 e 20 de setembro do Rally da Água-Transibérico -Eurocidades Chaves/Verin 2025.

Uma prova realizada na zona raiana com belas paisagens e um público muito entusiasta.

O destaque irá objetivamente para Rafael Rêgo, um jovem piloto a competir no Campeonato de Portugal Júnior em Peugeot 208 R4 e a obter o sétimo lugar á geral, acumulando com a vitória nas duas rodas motrizes.

No duelo da frente, Kris Meeke e Daniel Sordo lutaram ao segundo como sempre, mas um problema de travões levou á desistência por despiste do irlandês, deixando o caminho aberto para Sordo vencer e Armindo conquistar o primeiro lugar do campeonato ,e no Clio Trophy João Rodrigues “morreu na praia” e desiste na última classificativa já depois da tomada de tempo, deixando a vitória para Tiago Pereira e o segundo lugar para Luís Caetano.

E finalmente a grande decisão que foi o Rally Vidreiro a provar a subida do nível competitivo do CPR, onde Dani Sordo numa luta mais renhida que nunca,  vence o Campeonato Português de Rallys apenas por 0,8 segundos em relação ao seu rival Kris Meeke, completando  o pódio o melhor dos pilotos portugueses, Gonçalo Henriques, com uma diferença média de 0,6 segundos por kilómetro relativamente ao vencedor e seu colega de equipa Daniel Sordo.

Uma performance muito acima do seu terceiro lugar (e melhor português) no Algarve onde ficou a 0,9 segundos por kilómetro relativamente ao vencedor Kris Meeke.

No Clio Trophy João Rodrigues não voltou a dar hipóteses aos seus adversários, e mais tarde no Rally de Lisboa acabou por confirmar o seu favoritismo vencendo o Clio Trophy 2025, tendo já manifestado a sua vontade em realizar a época de 2026 nas 2RM mas em Clio R4, carro onde claramente se sentirá muito á vontade dado ao longo do campeonato ter realizado alguns tempos melhores que vários Peugeot 208 R4.

O ano de 2026 perspetiva-se ainda mais competitivo pela evolução dos pilotos portugueses que sentiram como um apetecível desafio o elevar de fasquia com a vinda de Meeke e Sordo.

Fotos de Carlos Oliveira

DesportoRally

Autor: Carlos Oliveira

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