Gaita de fole para todos: Sérgio Castanheira quer dar a conhecer ao mundo a versatilidade do instrumento
Mais do que tocar, Sérgio Castanheira tem um sonho: levar a música e a sonoridade única da gaita de fole além-fronteiras
Sérgio Castanheira, natural da Mealhada, é apaixonado pela gaita de fole — instrumento que começou a tocar aos 19 anos, embora a sua ligação à música popular portuguesa tenha começado bem mais cedo, ainda em criança, ao som do bombo. Recorda com carinho os tempos em que desfilava com o instrumento às costas, maior do que ele próprio, arrancando sorrisos e comentários divertidos do público: “Diziam que davam dinheiro a mais para o menino do bombo”, conta entre risos. No entanto, no final, o dinheiro não lhe chegava às mãos.A sua primeira experiência musical mais séria aconteceu no grupo tradicional “Os Carriços”, da Quinta do Valongo. Destaca o “Ti Carriço” — figura fundamental no seu percurso. “Ele não é meu avô, mas é como se fosse”, destaca Sérgio com emoção. Apesar dos seus 80 anos já não lhe permitirem ensinar formalmente, foi o “Ti Carriço” quem lhe abriu as portas da gaita de fole, permitindo-lhe aprender de forma prática: ele tocava, e Sérgio gravava com o telemóvel para depois repetir e praticar em casa.Sérgio Castanheira faz parte da Associação de Gaita de Foles de Lisboa, entidade que desenvolve um trabalho notável na preservação deste instrumento ancestral. Através da recolha de livros, CDs e outros materiais históricos, a associação procura não só manter viva a memória da gaita de fole, como também divulgar a sua riqueza cultural junto das novas gerações.Mais do que tocar, Sérgio Castanheira tem um sonho: levar a...
Sérgio Castanheira, natural da Mealhada, é apaixonado pela gaita de fole — instrumento que começou a tocar aos 19 anos, embora a sua ligação à música popular portuguesa tenha começado bem mais cedo, ainda em criança, ao som do bombo. Recorda com carinho os tempos em que desfilava com o instrumento às costas, maior do que ele próprio, arrancando sorrisos e comentários divertidos do público: “Diziam que davam dinheiro a mais para o menino do bombo”, conta entre risos. No entanto, no final, o dinheiro não lhe chegava às mãos.A sua primeira experiência musical mais séria aconteceu no grupo tradicional “Os Carriços”, da Quinta do Valongo. Destaca o “Ti Carriço” — figura fundamental no seu percurso. “Ele não é meu avô, mas é como se fosse”, destaca Sérgio com emoção. Apesar dos seus 80 anos...
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Autor: Jornal da Mealhada
