Quinta-feira, 21 de Maio de 2026

PAMA: Da paixão pela música aos palcos, um percurso em construção

PAMA: Da paixão pela música aos palcos, um percurso em construção

PAMA: Da paixão pela música aos palcos

PAMA: Da paixão pela música aos palcos

PAMA: Da paixão pela música aos palcos

PAMA: Da paixão pela música aos palcos

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PAMA: Da paixão pela música aos palcos

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Entrevista

PAMA: Da paixão pela música aos palcos, um percurso em construção

O músico lançou o novo tema “Olha por mim” com a produção de João Só

O músico Paulo Alexandre Marques Andrade, conhecido artisticamente como PAMA, lançou recentemente o novo tema “Olha por mim” com a produção de João Só. O artista expõe que em 2019 já contava com dois álbuns e singles no Spotify, YouTube, e nas redes sociais.

“Em 2019 fiz uma música que um casal de amigos me pediu, porque se iam casar. Fiz o tema e quis gravá-lo num estúdio”, afirma. PAMA explica que os seus colegas conheciam o dono. “É o atual baterista dos Anaquim, o João Santiago. Ao gravar o tema no estúdio dele, o Submarino Studio, conheci outro senhor, que é o João Cristóvão, que é o violinista dos Quatro e Meia. E esta junção é que deu origem a tudo o que vem para a frente”, relata.

O artista aponta que foi importante o incentivo de João Cristóvão, para fazer a parceria com João Só. “Ele é que foi um bocado incentivador de fazer as coisas de uma forma diferente. E então é daí que surge o João Só. O Cristóvão incentiva-me, não me aconselha, simplesmente incentiva com as palavras dele que eu deveria trabalhar com o João Só.”

Neste sentido o artista refere que surgem as músicas que se tornaram os novos lançamentos. “Na altura o Cristóvão fez uma música, cantei e mandei para ele. Naquele momento, com aquela química toda, surgem estes dois temas: “Rapariguinha”, que vai ser lançado em breve, e “Olha por Mim”, que é o tema atual, lançado há uma semana”, descreve.

PAMA conta que enviou as músicas a João Só que decidiria se a parceria ia para a frente. “Passo a enviar as músicas ao João Só e ele decide se iria ou não trabalhar comigo, porque isso também é necessário. Não conseguiria chegar ao João se lhe enviasse as músicas diretamente. O João Só não trabalha pela questão do dinheiro, trabalha por acreditar que há ali algo que vai conseguir desenvolver.”

A decisão acabou por depender de apenas uma música, segundo PAMA.
“O João só ouviu uma e decidiu que estava disponível para trabalhar comigo é, aqui que surge esta oportunidade de começar a trabalhar com o João Só”, refere. O artista relata que a primeira música foi “Rapariguinha” e depois veio “Olha por Mim”.

Para o artista, o percurso que faz desde 2019 foi importante para o momento que vive na área da música atualmente. “Foi este caminho desde 2019 que veio a dar a conhecer pessoas no meio que me iriam ajudar agora a dar este impulso, de uma forma mais profissional, mais adequada ao mercado em Portugal. Porque também deixei as minhas origens musicais não foram postas de lado, mas foram ajustadas ao que é hoje aquilo que tento compor, juntamente com a produção do João Só” – afirma.

PAMA realça que as inspirações para o seu trabalho musical são várias. “Chris Cornell será sempre uma inspiração, já gostei muito de ouvir grunge, não especificamente uma banda, gosto muito de Mumford & Sons e The White Buffalo. São realmente nomes que, quando ouço, inspiram-me e ajudam-me na composição.”

Além de ser músico, PAMA também é empresário e tem uma barbearia, na Mealhada. “Querer trabalhar como barbeiro começou em 2016. Estava a trabalhar numa fábrica, que não tinha nada a ver comigo, e queria trabalhar numa área mais ligada à arte. E o gosto por ser barbeiro já surge por aí. Entretanto, finalizo o meu curso e vou trabalhar para Coimbra, um ano depois, surge a oportunidade de abrir aqui. Surgiu do nada, não era de forma alguma um objetivo abrir uma barbearia. Sempre quis ser barbeiro freelancer, tal como músico freelancer, para não estar agarrado e não ter uma prisão e não deixar de me dedicar à música”, conta.

Desta forma, o artista descreve que aceitou a oportunidade e cria a Barbearia Manuel de Oliveira. Embora sejam áreas diferentes, na barbearia a música está presente todos os dias. As paredes expõem retratos de diversos artistas musicais, vinis e até uma guitarra pendurada no teto. Mesmo gostando de vertentes de trabalho distintas, o artista aponta que não é fácil gerir tudo.

“Não é fácil, mas o importante é: sempre que eu não estiver aqui e tiver tempo sozinho, não estando com a família, é para a música. Exceto às segundas-feiras, que desde este ano são inteiramente para a música é,
o dia em que consigo estudar, compor, responder a e-mails e participar em concursos. Depois vêm os fins de semana, que são para os concertos, sextas e sábados” – indica.

A paixão pela música vem desde os 12 anos, mas antes já tinha gosto por outra profissão. “Piloto de aviões, o meu pai teve uma ligação com a guerra, com a tropa, combateu no ultramar e havia aqui uma ligação com a parte militar. E ele sempre foi também incentivador dessa área. Mas entretanto, aparecendo a música, já não deu para mais nada.”

Atualmente com o lançamento do novo tema, o artista conta com novos concertos. “Dia 28 toco numa gala, muito em prol deste novo trabalho, em Vagos, a Gala d’Ouro, é uma espécie de Grammys de Vagos. E um concerto no Cineteatro Messias, em maio, no dia 22 já para o lançamento destes novos temas. Mas em breve lançaremos o segundo tema e o objetivo será este ano lançar mais.

O sonho de PAMA é “poder viver da música”. “Tocar nos palcos todos, poder vender” aquilo que produz”.

MealhadaMúsica

Autor: Jornal da Mealhada

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