Associação de Pais alerta para problemas de climatização na Escola Básica Nº 2 de Mealhada
A APEEAEM espera que na reunião entre o Município, o Agrupamento e a empresa responsável “cheguem a uma solução para este problema”
A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas da Mealhada (APEEAEM) emitiu ontem, 22 de setembro. um comunicado em que aponta as condições da Escola Básica nº 2 da Mealhada alertando para problemas de climatização e iluminação.
De acordo com a APEEAEM, a visita ao estabelecimento de ensino ainda em tempo de férias permitiu identificar “algumas situações que careciam de atenção urgente”, as quais foram “comunicadas de imediato às entidades competentes”.
“Dessas situações, destacamos o problema da luminosidade das salas, em que se verificou que várias salas necessitavam de ajustes na programação das luzes, mas mais preocupante ainda, a situação do desconforto térmico nas salas de aula, principalmente nas salas superiores, em que o calor que se fazia sentir era imenso”, refere a associação, acrescentando que, “para além do excesso de calor”, causou preocupação “o facto de não haver ventilação suficiente nessas mesmas salas”.
Apesar dos contactos mantidos com o agrupamento escolar e o executivo municipal, as anomalias persistem no regresso às aulas. “Gostaríamos de ter visto estas situações resolvidas antes das aulas iniciarem, mas tal não foi possível. Sabemos, no entanto, que irá decorrer nos próximos dias uma reunião entre o Município e o Agrupamento, e esperamos que em conjunto com a empresa responsável da obra, cheguem a uma solução para este problema. Infelizmente, estas situações nunca são rápidas de resolver e levam sempre o seu tempo”, sublinha a direção da APEEAEM.
O descontentamento com as condições térmicas do edifício levou à intervenção de um grupo de encarregados de educação lançou a petição “Pela Instalação Urgente de Sistemas de Climatização/Ventilação na Escola nº2 da Mealhada”, iniciativa que já ultrapassou as 350 assinaturas digitais.
A APEEAEM esclareceu o seu posicionamento em relação à mobilização popular: “Apesar de não ter sido uma iniciativa nossa, os pais são livres de assinar esta petição e partilhá-la com quem acharem que deva ser partilhada. Gostaríamos apenas de informar que estamos cá, para vos dar voz e para fazer chegar a quem de direito as vossas preocupações com a vida escolar dos vossos filhos.”
No comunicado, a estrutura vincou que a sua atuação “não se resume ao tempo de aulas” e destacou a colaboração com a direção do agrupamento no apoio à resolução de contratempos logísticos decorrentes do arranque do ano escolar.
Entre os problemas identificados surgiram casos de “alunos sem vouchers emitidos derivado a problemas na Plataforma, situação em que o Agrupamento prontamente se disponibilizou a ajudar a resolver, tentando agilizar os processos com o Ministério e disponibilizando livros usados aos alunos que necessitassem, sempre que possível”.
Outra das preocupações esteve relacionada com a organização do tempo escolar de estudantes do ensino secundário que apresentavam “um horário letivo demasiado exigente e com perda de tardes livres”, situação em que o agrupamento também «acedeu a tentar ajudar, sendo que algumas destas situações já foram resolvidas e outras estão ainda em análise».
A associação lembrou ainda a sua representação contínua durante as férias em órgãos institucionais como o Conselho Municipal da Educação, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e o Conselho Geral do Agrupamento.
Autor: Jornal da Mealhada
