Autora de Barcouço reúne memórias coletivas em “Cenas com História(s)”
O livro foi lançado no dia 28 de junho
O livro “Cenas com História(s)” da autora natural de Barcouço, Florbela Pinto, foi lançado no dia 28 de junho na aldeia de Cavaleiros. A 27 de junho, a autora esteve na feira do livro e, em entrevista ao Jornal da Mealhada, contou sobre o processo criativo da construção da obra.
Antes de escrever a obra, Florbela Pinto decidiu participar num concurso de língua portuguesa. A autora contou que foi avançando nas eliminatórias até vencer a fase nacional. “Fui selecionada para ir à Suíça, representar Portugal no Toastmasters. Então passei o discurso para francês, era um discurso com duas páginas. E depois levei-o à Suíça, acabei por não ganhar o concurso, mas ganhei muita experiência”, explica.
A partir desse momento, Florbela Pinto afirma que o processo de escrita passou a ser alimentado por anotações diárias. “Sempre que me lembrava de uma história, que estava com alguém que contava uma, qualquer evento de que me ia lembrando, anotava. Então ia compilando histórias. Até que cheguei a uma altura e pensei: bem, tenho de refazer isto de maneira a fazer sentido.” A edição e a produção de toda a obra foram feitas de forma independente pela própria autora, de 53 anos, que apenas recorreu a apoio externo para a revisão gramatical e do texto.
“Apenas pedi a algumas pessoas para reverem o livro, portanto, foram três pessoas que me fizeram a revisão, todo o resto foram passos que fui dando. Então, sou de uma aldeia muito pequena, Cavaleiros, freguesia de Barcouço, que pertence à Mealhada, mas é muito rica em histórias e pessoas. E tem pessoas com valores. E como cresci ali, vivi muito aquela aldeia e aquelas pessoas, até porque, quando era mais pequena, os meus pais tinham uma loja e um café, e costumava estar sempre lá”, relembra.
A obra foca-se na transmissão de memórias coletivas. “Pretendo que essencialmente este livro chegue ao coração das pessoas, porque fala sobre a vida, sobre o tempo que passa. Porque na verdade todos sabemos que o tempo passa, temos essa consciência, mas o tempo essencialmente não é só aquilo que passa, é essencialmente aquilo que fica nas histórias que contamos, que vivemos, nas memórias que guardamos, portanto, o que me interessa é realmente o que fica cá dentro.”
Autor: Jornal da Mealhada
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