Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2026

Câmara anuncia “tenda gigante para cobrir contentores” após críticas da oposição às obras no Centro de Saúde

Câmara anuncia “tenda gigante para cobrir contentores” após críticas da oposição às obras no Centro de Saúde

Câmara anuncia “tenda gigante para cobrir contentores” após críticas da oposição às obras no Centro de Saúde

Câmara anuncia “tenda gigante para cobrir contentores” após críticas da oposição às obras no Centro de Saúde

Câmara anuncia “tenda gigante para cobrir contentores” após críticas da oposição às obras no Centro de Saúde

Câmara anuncia “tenda gigante para cobrir contentores” após críticas da oposição às obras no Centro de Saúde

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Câmara anuncia “tenda gigante para cobrir contentores” após críticas da oposição às obras no Centro de Saúde

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Câmara anuncia “tenda gigante para cobrir contentores” após críticas da oposição às obras no Centro de Saúde
Câmara anuncia “tenda gigante para cobrir contentores” após críticas da oposição às obras no Centro de Saúde

Local

Câmara anuncia “tenda gigante para cobrir contentores” após críticas da oposição às obras no Centro de Saúde

Obras no Centro de Saúde em debate político na Mealhada. Hoje há Assembleia Municipal extraordinária sobre o tema e é aberta ao público.

As instalações provisórias do Centro de Saúde da Mealhada, a funcionar em contentores, causaram celeuma na sessão de Câmara desta segunda-feira. Se, de um lado, António Jorge Franco garante “dignidade” com climatização e transporte, do outro, a oposição questiona a eficácia das “tendas” e o conforto dos utentes.

A reunião do executivo camarário da Mealhada ficou marcada pela discussão em torno da solução provisória encontrada para manter o funcionamento dos serviços de saúde durante a requalificação do edifício principal do Centro de Saúde. A obra, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e orçada em cerca de quatro milhões de euros, motivou dúvidas sobre o impacto na população.

Perante a marcação de uma Assembleia Municipal extraordinária para o dia seguinte ao desta sessão, António Jorge Franco, presidente da Câmara Municipal (Movimento Independente), abriu o tema detalhando as medidas implementadas no Espaço Inovação da Mealhada (antiga EPVL), para onde transitam a Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) e os serviços administrativos. O autarca procurou antecipar as críticas, anunciando o reforço das condições de espera.

«Estamos a instalar equipamentos de ar condicionado para garantir o conforto térmico e a montar tendas que protejam os utentes da chuva e do sol nas zonas de triagem e espera exterior» –  afirmou o presidente, sublinhando que a autarquia está a fazer «tudo o que é possível» para minimizar o transtorno de uma obra que considera «estruturante e inadiável».

António Jorge Fanco anunciou ainda que está a ser instalada uma tenda gigante que cobrirá “não só os espaços de espera, mas também os contentores” e garantiu que a colocação desta infraestrutura provisória já começou e que esta terça feira, dia da Assembleia Municipal extraordinária, estará a ser ultimada desde “as sete da manhã”.  Após a sessão de câmara, a autarquia apressou-se a enviar uma nota à Comunicação Social a elencar medidas que está a implementar nas instalações provisórias do Centro de Saúde e das extensões no concelho.

Oposição questiona “dignidade” das instalações

O debate estendeu-se à freguesia da Pampilhosa, onde o PS aponta falhas ainda mais graves. A solução encontrada no Mercado Municipal é descrita como “exígua” e a transferência de utentes para as extensões de Luso e Vacariça é vista como uma barreira ao acesso à saúde.

«Ignora-se que muitos utentes são idosos e enfrentam sérias dificuldades de mobilidade», lê-se no comunicado do PS, que levou os mesmos argumentos à sessão de Câmara. O PS classificou as soluções como “manifestamente deficitárias”, chamando a atenção para o “prejuízo grave e evidente” causado aos munícipes.

Numa declaração contundente intitulada “Em Defesa dos Utentes”, divulgada nas redes sociais, o PS, embora admita as vantagens do investimento na requalificação, aponta o dedo àquilo que considera ser uma falta de sensibilidade política na gestão das soluções provisórias”.

O “caos” na Pampilhosa e a barreira da mobilidade

A situação na freguesia da Pampilhosa merece destaque negativo da oposição. O PS critica a exiguidade do espaço alternativo criado no Mercado Municipal para atendimentos agudos e enfermagem, considerando-o “reduzido”. Mais grave, segundo os socialistas, é a transferência de parte dos utentes da Pampilhosa para as extensões do Luso e da Vacariça.

“Esta solução desconsidera totalmente as vulnerabilidades de parte da população. Ignora-se que muitos utentes são idosos e enfrentam sérias dificuldades de mobilidade. Esta distância (…) constitui uma barreira real ao direito à saúde”, sublinham no mesmo  comunicado.

O PS questiona ainda a inexistência de um plano de transporte dedicado para estes utentes deslocados e pergunta se foram equacionados todos os espaços livres no Mercado da Pampilhosa, para evitar a dispersão de serviços.

Acessibilidade e Transportes

Outro ponto do debate foi a distância das novas instalações face ao centro da vila. Em resposta às dúvidas levantadas pela vereação da oposição — que inclui também os vereadores do Partido Socialista (PS), que corroboraram a necessidade de garantir que ninguém fica sem acesso aos cuidados —, António Jorge Franco anunciou a criação de um circuito de transporte dedicado.

«Haverá um autocarro a fazer a ligação regular entre o centro da Mealhada e o Espaço Inovação, garantindo que a distância não é uma barreira para os utentes sem viatura própria», assegurou o edil.

A reunião serviu ainda para clarificar a dispersão das unidades. Foi confirmado que a Unidade de Saúde Pública (USP) ficará instalada no próprio edifício da Câmara Municipal, numa cave adaptada, uma solução que o executivo defende como a mais prática para serviços que não exigem o mesmo tipo de afluência que as consultas de medicina geral.

O executivo comprometeu-se a monitorizar a situação «dia a dia» e a ajustar as medidas de conforto conforme o feedback dos munícipes e dos profissionais de saúde nas primeiras semanas de funcionamento nestes moldes provisórios.

Foi entregue  um requerimento ao Presidente da Assembleia Municipal da Mealhada, para a convocação de uma Assembleia Municipal Extraordinária, cujo único ponto é a “análise e discussão sobre as soluções logísticas provisórias adotadas durante as obras de requalificação dos Centros de Saúde da Mealhada e da Pampilhosa e o seu impacto no acesso das populações aos cuidados de saúde.”

Desta forma, hoje, o Município da Mealhada publicou que a Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal da Mealhada que se reaizou a 27 de janeiro, às 20h30, no Cineteatro Messias, depois do fecho desta edição.

O Município da Mealhada divulgou no início de janeiro, informações direcionadas aos utentes por causa das obras de requalificação. No comunicado a Autarquia informou que “o Centro de Saúde da Mealhada e a USF Mealhada mudam de instalações para os contentores que se encontram junto à unidade, a partir do dia 15 de janeiro.”

A mesma fonte referiu que “o SAC (Serviço Agudos Complementar) muda para os contentores, as consultas do médico Luís Monteiro e da enfermeira Ana Raquel Baptista serão realizadas no Pólo do Barcouço (exceto nos dias 19 e 26 de janeiro e às quintas-feiras no período da tarde, realizando-se nos contentores). A UCC (Unidade de Cuidados na Comunidade), a Equipa de saúde Mental Comunitária e os Serviços de Psicologia e Serviço Social, funcionarão no Espaço Inovação Mealhada. A USP (Unidade de Saúde Pública) funcionará no Edifício da Câmara Municipal.”

Retificação: A versão anteriormente publicada deste artigo continha, por lapso da redação, declarações extraídas de um comunicado do PSD Mealhada que foram incorretamente atribuídas a um ex-vereador. Pedimos desculpa pelo erro e apresentamos o presente devidamente corrigido.

MealhadaReunião de CâmaraSaúde

Autor: Maria da Graça Polaco

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