Terça-Feira, 05 de Maio de 2026 às 11:52

Maravilha amassada à mão foi cozida no Moinho do Lograssol

Maravilha amassada à mão foi cozida no Moinho do Lograssol

Maravilha amassada à mão foi cozida no Moinho do Lograssol

Maravilha amassada à mão foi cozida no Moinho do Lograssol

Maravilha amassada à mão foi cozida no Moinho do Lograssol

Maravilha amassada à mão foi cozida no Moinho do Lograssol

Maravilha amassada à mão foi cozida no Moinho do Lograssol

Maravilha amassada à mão foi cozida no Moinho do Lograssol

Maravilha amassada à mão foi cozida no Moinho do Lograssol
Maravilha amassada à mão foi cozida no Moinho do Lograssol
Maravilha amassada à mão foi cozida no Moinho do Lograssol
Maravilha amassada à mão foi cozida no Moinho do Lograssol

Local

Maravilha amassada à mão foi cozida no Moinho do Lograssol

Em forno de lenha, o pão tradicional da Mealhada foi cozido para a reportagem do Jornal da Mealhada.

A vice-presidente da Câmara Municipal da Mealhada, Filomena Pinheiro, esteve presente no moinho e expôs ao Jornal da Mealhada (JM) que o mês de abril é alusivo aos moinhos e refere que a programação das atividades é “no âmbito do programa educativo” e contam com a participação da Escola Profissional Vasconcellos Lebre (EPVL) que considera que “acabam por ser os animadores das atividades”.

O JM questionou a autarca sobre os objetivos das atividades que decorrem no moinho que expressou ser relembrar e perpetuar a tradição. “Hoje as crianças e os jovens vão às padarias e pensam que o pão aparece, é necessário que eles tenham esta ligação às suas raízes, no fundo, à sua terra, mas sobretudo que entendam como é que obtemos a matéria-prima para depois preparar a nossa alimentação diária.”

Filomena Pinheiro contou que o Moinho Lograssol foi adquirido pela Autarquia da Mealhada  que encontrava-se “abandonado, em ruína”. A Autarca relembra que existem moleiros, “gente que viveu desta atividade”, referindo que a Ribeira da Vacariça que era “quase o jardim, a horta do concelho” e tinha toda esta parte de Luso, Mealhada e a Vacariça, estas freguesias. “E graças a isso pretendíamos criar um espaço de lazer onde a comunidade se pudesse juntar, mas também preservar a nossa memória e a nossa identidade, porque os territórios são aquilo que a sua história conta”, acrescenta.

As atividades decorrem durante todo o ano no moinho. A vice-presidente do Município da Mealhada aponta que nas diferentes épocas do ano e da programação que existe com as escolas, com a Universidade Sénior, acabam por desenvolver muitas atividades não só de dinamização da educação ambiental, mas também para o município se posicionar enquanto educador e envolver a comunidade nos seus espaços identitários

“Este espaço foi requalificado, valorizado e recuperámos o forno. O moinho ainda não está a funcionar, mas há de faltar pouco, queremos ver o moinho a trabalhar. E, sobretudo, aproveitar as pessoas que fizeram parte desta história, porque ainda são vivas e temos que guardar estas memórias. Depois, fazemos, por exemplo, jantares e tertúlias, à luz das velas e dos pirilampos, até às comemorações de romarias importantes do nosso conselho, diferentes arrecadações”, afirma.

 A autarca realça que o moinho simboliza um espaço de encontro, de convívio de identidade onde a comunidade interage nas suas diferentes gerações. “Conseguimos primeiro trazer os mais jovens para cheirar e sentir o espaço, mas também os mais velhos para contar as suas memórias”, destaca.

No seu interior, o moinho veste-se de um espólio etnográfico variado. Filomena Pinheiro explica o espólio vem do espírito comunitário. “À medida que a recuperação ia sendo feita, as pessoas identificam-se com este espaço. É um orgulho para a comunidade poder ter reanimado este espaço de memória. Todos acabaram por contribuir para este acervo, mas temos muito mais.” A autarca explica que o moinho é um espaço, cujo, cenário vai mudando em função dos temas que se desenvolvem.

Na diversidade presente do espólio do moinho, Filomena Pinheiro descreve alguns dos mais antigos são “as alfaias agrícolas, que são o malho, o ancinho, a arca, os medidores de cereais, os alqueiros, estas medidas para o comércio, que as pessoas sobreviviam daquilo que a terra lhes dava e, por isso, quando iam para os mercados, podiam ter unidades de medida para vender os seus produtos. Este também é um acervo com muita antiguidade.”

Em relação ao futuro do moinho, a autarca contou ao JM que “continuar a reanimar, com o objetivo de envolver e trazer a comunidade para este espaço, mas temos um quarto, no fundo, um espaço de acolhimento, em meio rural, e o objetivo é trazer alguns artistas em modo de residência artística, para interagir com a comunidade, porque é um espaço de criação e de inspiração.”

A vice-presidente acrescenta que pretende que “o espaço também sirva todas as classes, de forma mais tradicional, a preservar a memória, mas também atual, trazendo novos criadores, inspiração artística, novas produções baseadas na nossa história, mas que inspirem os novos artistas e a nossa classe cultural.”

A vice-presidente da Câmara Municipal da Mealhada, Filomena Pinheiro, esteve presente no moinho e expôs ao Jornal da Mealhada (JM) que o mês de abril é alusivo aos moinhos e refere que a programação das atividades é “no âmbito do programa educativo” e contam com a participação da Escola Profissional Vasconcellos Lebre (EPVL) que considera que “acabam por ser os animadores das atividades”.

O JM questionou a autarca sobre os objetivos das atividades que decorrem no moinho que expressou ser relembrar e perpetuar a tradição. “Hoje as crianças e os jovens vão às padarias e pensam que o pão aparece, é necessário que eles tenham esta ligação às suas raízes, no fundo, à sua terra, mas sobretudo que entendam como é que obtemos a matéria-prima para depois preparar a nossa alimentação diária.”

Filomena Pinheiro contou que o Moinho Lograssol foi adquirido pela Autarquia da Mealhada  que encontrava-se “abandonado, em ruína”. A Autarca relembra que existem moleiros, “gente que viveu desta atividade”, referindo que a Ribeira da Vacariça que era “quase o jardim, a horta do concelho” e tinha toda esta parte de Luso, Mealhada e a Vacariça, estas freguesias. “E graças a isso pretendíamos criar um espaço de lazer onde a comunidade se pudesse juntar, mas também preservar a nossa memória e a nossa identidade, porque os territórios são aquilo que a sua história conta”, acrescenta.

As atividades decorrem durante todo o ano no moinho. A vice-presidente do Município da Mealhada aponta que nas diferentes épocas do ano e da programação que existe com as escolas, com a Universidade Sénior, acabam por desenvolver muitas atividades não só de dinamização da educação ambiental, mas também para o município se posicionar enquanto educador e envolver a comunidade nos seus espaços identitários

“Este espaço foi requalificado, valorizado e recuperámos o forno. O moinho ainda não está a funcionar, mas há de faltar pouco, queremos ver o moinho a trabalhar. E, sobretudo, aproveitar as pessoas que fizeram parte desta história, porque ainda são vivas e temos que guardar estas memórias. Depois, fazemos, por exemplo, jantares e tertúlias, à luz das velas e dos pirilampos, até às comemorações de romarias importantes do nosso conselho, diferentes arrecadações”, afirma.

 A autarca realça que o moinho simboliza um espaço de encontro, de convívio de identidade onde a comunidade interage nas suas diferentes gerações. “Conseguimos primeiro trazer os mais jovens para cheirar e sentir o espaço, mas também os mais velhos para contar as suas memórias”, destaca.

No seu interior, o moinho veste-se de um espólio etnográfico variado. Filomena Pinheiro explica o espólio vem do espírito comunitário. “À medida que a recuperação ia sendo feita, as pessoas identificam-se com este espaço. É um orgulho para a comunidade poder ter reanimado este espaço de memória. Todos acabaram por contribuir para este acervo, mas temos muito mais.” A autarca explica que o moinho é um espaço, cujo, cenário vai mudando em função dos temas que se desenvolvem.

Na diversidade presente do espólio do moinho, Filomena Pinheiro descreve alguns dos mais antigos são “as alfaias agrícolas, que são o malho, o ancinho, a arca, os medidores de cereais, os alqueiros, estas medidas para o comércio, que as pessoas sobreviviam daquilo que a terra lhes dava e, por isso, quando iam para os mercados, podiam ter unidades de medida para vender os seus produtos. Este também é um acervo com muita antiguidade.”

Em relação ao futuro do moinho, a autarca contou ao JM que “continuar a reanimar, com o objetivo de envolver e trazer a comunidade para este espaço, mas temos um quarto, no fundo, um espaço de acolhimento, em meio rural, e o objetivo é trazer alguns artistas em modo de residência artística, para interagir com a comunidade, porque é um espaço de criação e de inspiração.”

A vice-presidente acrescenta que pretende que “o espaço também sirva todas as classes, de forma mais tradicional, a preservar a memória, mas também atual, trazendo novos criadores, inspiração artística, novas produções baseadas na nossa história, mas que inspirem os novos artistas e a nossa classe cultural.”

No Moinho de Lograssol, freguesia do Luso, a tradição secular de cozer pão à moda antiga foi recriada para a reportagem do Jornal da Mealhada.

Embora a mó ainda esteja parada e a ser recuperada, um dos desígnios do município, foi possível ver ao vivo o amassar e a cozedura em forno de lenha do famoso pão da Mealhada.

Susana, formadora, e Olga, formanda do curso de Cozinha e Pastelaria da EPVL, demonstraram o processo de fabrico do “pão da Mealhada”, uma das quatro maravilhas do Concelho.

A confeção do pão segue a receita tradicional da Mealhada.A massa é preparada com farinha, água, fermento padeiro e sal. A técnica Olga Felício foi responsável por levar o pão ao forno a lenha, que preparara. Com a pá leva as bolas amassadas à mão e vai fazendo os cortes característicos que resultam nos “quatro bicos” do pão.

Susana      explicou que o curso profissional da EPVL, que inclui a aprendizagem de massas lêvedas, visa ensinar aos alunos os métodos tradicionais de confeção. Há um grande interesse entre os estudantes em compreender e preservar estes processos antigos, considerados essenciais para não deixar morrer as tradições.

O pão da Mealhada é descrito pela formadora como um pão bastante tradicional e muito bom, apreciado pelo seu sabor e crocância, sendo uma combinação “maravilhosa com leitãozinho”. Neste dia, foram confecionados cerca de 100 pães.

A ação no Moinho de Lograssol não é um evento isolado. A EPVL tem uma presença anual no local, tendo estado presente na Páscoa para o Dia dos Moinhos e regressando regularmente para manter viva esta tradição ancestral.

Cozer em forno de lenha

Para a reportagem do Jornal da Mealhada, encontrámos Olga Felício, padeira com cerca de vinte anos de experiência, que nos guiou através do processo.

O pão, amassado à mão, passa por um meticuloso processo até chegar ao forno.

Olga Felício explicou que, durante a cozedura, o forno não pode ser completamente fechado. Uma pequena entrada de oxigénio é crucial para que as brasas não “afogem”, garantindo o calor necessário e a cor característica do pão.

Atualmente, Olga Felício partilha o seu conhecimento como padeira na escola profissional, onde colabora na formação de novos talentos. A padaria da escola, sob a sua orientação, confecciona uma variedade de produtos regionais, incluindo o pão da Mealhada, pão da Páscoa e broa, muitos dos quais são feitos por encomenda.

No final, os pãezinhos, agora dourados e aromáticos, emergiram do forno, reafirmando-se como uma das “quatro maravilhas da Mealhada”. Um testemunho vivo da tradição e da paixão pela arte de bem-fazer o pão, perpetuada por mãos experientes como as de Olga Felício e que é ensinada aos mais jovens na Escola Profissional Vasconcellos Lebre.

Maria da Graça Polaco (texto e vídeo)

Daniela Pires (texto e fotografias)

MealhadaPão

Autor: Jornal da Mealhada

Find A Doctor

Give us a call or fill in the form below and we will contact you. We endeavor to answer all inquiries within 24 hours on business days.