Quinta-feira, 13 de Agosto de 2026 às 17:30

Pampilhosa olhou para o céu numa tarde marcada pelo eclipse solar

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@Jornal da Mealhada

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Pampilhosa olhou para o céu numa tarde marcada pelo eclipse solar

O fenómeno astronómico uniu várias gerações num momento raro de contemplação

O eclipse solar juntou a comunidade no adro da Igreja Matriz Paroquial da Pampilhosa. Durante a tarde, de ontem, a partir das 17h30, o calor e sol intensos não demoveram as pessoas de esperarem pelo fenómeno. As famílias levaram cadeiras e toalhas para se acomodarem enquanto esperavam o eclipse. À medida que a hora se aproximava, o adro ganhava vida com o aumento gradual de pessoas. Entre conversas dos mais idosos, gargalhadas de crianças a brincar e o murmúrio das famílias reunidas, o fenómeno astronómico uniu várias gerações num momento raro de contemplação.

Pelas 18h30, o momento começou a desenhar-se no céu. Ao longo do processo astronómico, a passagem lenta da Lua diante do Sol prendeu os olhares de todos os presentes. Houve a partilha dos óculos para ver o eclipse e os adultos explicaram às crianças a ciência por trás do fenómeno.

Em entrevista ao Jornal da Mealhada, a presidente da Junta de Freguesia da Pampilhosa, Andreia Morgado contou como surgiu a ideia de organizar o evento. “Foi uma ideia que nós, executivo, abraçámos e desenvolvemos, porque é um momento único, só daqui a 100 anos, mais ou menos, é que isto vai voltar a acontecer”, realçou. A autarca da Pampilhosa destaca que este tipo de acontecimento torna-se uma memória coletiva. “É um registo, a comunidade tem de ser envolvida neste tipo de situações”.

Andreia Morgado referiu que, ao perceber o horário em que ia decorrer o eclipse, “o ideal seria fazer num sítio mais alto, onde as pessoas conseguissem ver o eclipse na totalidade, as probabilidades seriam à volta de 94 ou 96 por cento. E depois surgiu a ideia de fazermos aqui ao lado da igreja, porque vim cá ver, e o sol até às 21 horas consegue-se ver, temos esta amplitude toda.”

Durante o evento, a Junta de Freguesia da Pampilhosa distribuiu chapéus às pessoas. A autarca da Pampilhosa explicou que também foram fornecidas águas. “Trouxemos as águas, porque está muito calor, os chapéus também vão ficar na amostra”, acrescentando que foi feito um registo fotográfico através de drones e ainda houve animação musical.

Os óculos para ver o eclipse, segundo a autarca da Pampilhosa, foram oferecidos pela farmácia Silva e Campos. “Contactei a doutora Rogéria, que é a proprietária, e disse-me que teria todo o gosto em oferecer os óculos para a população, e, portanto, foi assim que surgiu toda esta envolvência, e este dinamismo em volta deste acontecimento”, descreveu.

O Município da Mealhada também se associou à iniciativa. “Falei com o Daniel, do Centro de Interpretação Ambiental, no sentido de perceber se tinha algum conhecimento, para termos pessoas ligadas à área, com registos fotográficos, com telescópios; porque para além do eclipse ia haver chuva de estrelas, são três momentos únicos que que estão a decorrer desde segunda-feira. E ele disse-me que dia 12 é o dia da juventude, e era muito importante que realmente isso estivesse tudo a envolver-se aqui no município. Depois falei com o senhor vereador Nuno Veiga e arranjámos uma forma de estarmos ligados com o 231 Fest e angariarmos o máximo de pessoas”, explicou.

A observação do fenómeno também contou com diplomas que foram oferecidos aos participantes. “Tivemos um diploma de participação para as crianças e adultos, onde colocamos o nome da pessoa; é também um registo com os óculos e o chapéu para ficarem com essa memória arquivada”, revelou Andreia Morgado.

A autarca da Pampilhosa referiu que, embora a iniciativa decorresse na Pampilhosa, esteve aberta a pessoas de todas as regiões. “É aberto a toda a comunidade. Não só da Pampilhosa, mas do concelho. Aliás, tive pessoas da Mealhada, Barcouço, Lendiosa, Antes, Casal Comba a pedir óculos”, afirma.

Na estação da Curia também se observou  “As Sombras do Eclipse”. De um ângulo de visão diferente, pela lente do colaborador do Jornal da Mealhada, Fernando Simões, os espaços entre as folhas , como câmaras escuras , projetaram o Sol na parede na estação, às 19h34.

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Autor: Jornal da Mealhada

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