Projeto PampiHortas disponibiliza novos espaços de cultivo
A recente entrega dos novos talhões também assinalou o Dia Mundial da Terra
Na freguesia da Pampilhosa, “foram disponibilizados dois novos talhões agrícolas no âmbito do projeto PampiHortas, aumentando para 14 o número total de parcelas atribuídas à população”, descreve a Autarquia da Mealhada.
Para o projeto PampiHortas está disponível um total de mais de 3.500 m². Cada talhão, com cerca de 50 m², destina-se ao cultivo de produtos agrícolas para consumo próprio, promovendo práticas sustentáveis e o contacto direto com a terra. Os interessados podem formalizar a sua candidatura junto do Centro de Interpretação Ambiental da Mealhada.
As hortas urbanas, segundo a mesma fonte, beneficiam da utilização de composto orgânico produzido localmente através do projeto CompostaME, nomeadamente nas ilhas de compostagem comunitária, uma das quais se encontra instalada junto à área de cultivo. Esta abordagem permite fechar o ciclo dos biorresíduos, transformando-os em recurso útil para a agricultura local.
O município afirma que pretende alargar esta iniciativa a outras freguesias, respondendo ao crescente interesse da população. Exemplo disso são alguns moradores da Urbanização do Alto de Santo António, na Pampilhosa, que iniciaram, de forma espontânea durante a pandemia de Covid-19, o cultivo de alimentos num terreno próximo, demonstrando a adesão crescente a este tipo de práticas. Paralelamente, está também em desenvolvimento o projeto Hortas Escolares, que visa a criação de espaços de cultivo em jardins de infância e escolas do 1.º ciclo, promovendo a educação ambiental desde cedo, com base nos princípios da compostagem.
Na recente entrega dos novos talhões, que assinalou o Dia Mundial da Terra, o presidente da Câmara Municipal, António Jorge Franco, destacou a importância da iniciativa ao apontar que “o município está a criar todas as condições para que a população desenvolva o gosto pela agricultura, privilegiando práticas mais biológicas e sustentáveis, através do aproveitamento do composto produzido localmente. Este é um projeto de grande valor ambiental, que contribui para retirar toneladas de resíduos dos aterros.”
O autarca sublinhou ainda a relevância da compostagem enquanto prática essencial para o futuro, vincando que “este é o caminho que devemos seguir para reduzir o impacto ambiental e promover uma maior consciência ecológica na comunidade.”
Desde o início do ano, o Município já produziu cerca de cinco toneladas de composto a partir das suas ilhas de compostagem. Atualmente, o concelho dispõe de 24 ilhas para este processo, no âmbito do projeto CompostaME, integrado no programa RecolhaBio da Comunidade Intermunicipal da Região Metropolitana de Coimbra.
Autor: Jornal da Mealhada
