Sexta-feira, 10 de Abril de 2026 às 15:38

Chefias da guarda prisional participam em protesto contra novas regras de aposentação

Chefias da guarda prisional participam em protesto contra novas regras de aposentação

Nacional

Chefias da guarda prisional participam em protesto contra novas regras de aposentação

A concentração em frente à residência do primeiro-ministro foi anunciada no início do mês

O sindicato de chefias da guarda prisional anunciou hoje que vai participar na manifestação de protesto das forças e serviços de segurança contra o corte nas reformas, em Lisboa, na próxima quinta-feira, segundo a Lusa.

A concentração em frente à residência do primeiro-ministro foi anunciada no início do mês pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, que congrega estruturas da Polícia de Segurança Pública, Guarda Nacional Republicana, guardas prisionais, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e Polícia Marítima.

Em comunicado hoje divulgado, a Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional (ASCCGP) critica “o Estado português” por “prorrogar a idade para alcançar a aposentação” e aplicar às forças e serviços de segurança uma formulação de cálculo que “diminui considerável e inaceitavelmente o valor da pensão”.

Por tal constituir “uma ofensa e uma humilhação, além de uma gritante injustiça para os guardas prisionais” a ASCCGP decidiu participar na concentração, salienta.

Segundo a CCP, a concentração nacional visa alertar “unicamente para o grave erro do corte de pensões previsto em alterações legislativas feitas desde 2005”.

A contestação entre os elementos das forças e serviços de segurança subiu de tom após a Assembleia da República ter chumbado, no passado dia 27 de fevereiro, iniciativas – apresentadas por Chega e PCP – que visavam aumentar o complemento de pensão de militares das Forças Armadas e GNR, e de pessoal das forças de segurança, assegurando que a reforma correspondia a 90% do último vencimento recebido.

As novas regras para as reformas da GNR, Forças Armadas e polícias visam a convergência com o regime geral, reduzindo as pensões de 90% para cerca de 60%-70% do último ordenado, com cortes que podem atingir os cerca 30%.

As alterações dependem da data de inscrição na Caixa Geral de Aposentações e introduzem limites etários (60 anos) e de tempo de serviço.

Autor: Jornal da Mealhada

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