Terça-Feira, 19 de Agosto de 2025

GNR reforça patrulhamento e vigilância face ao agravamento do risco de incêndio

GNR reforça patrulhamento e vigilância face ao agravamento do risco de incêndio

Nacional

GNR reforça patrulhamento e vigilância face ao agravamento do risco de incêndio

A Guarda Nacional Republicana tem vindo a intensificar os esforços em patrulhamento e vigilância em áreas de risco e na investigação das causas.

A Guarda Nacional Republicana (GNR), através das suas valências de Proteção da Natureza e do Ambiente, Proteção e Socorro, Territorial e Investigação Criminal, e face ao agravamento do perigo de incêndio em várias zonas do território nacional, tem vindo a intensificar os esforços em patrulhamento e vigilância em áreas de risco elevado, muito elevado e máximo, e na investigação das causas dos incêndios, com o objetivo de dissuadir comportamentos negligentes, detetar precocemente situações suspeitas e apurar a origem de cada ocorrência com o máximo de rigor.

Segundo dados da corporação, registaram-se, desde o início do ano até 13 de agosto, 5 996 incêndios florestais. As investigações realizadas permitiram identificar as principais causas: 30,2% associados ao uso do fogo, 24% a atos de incendiarismo, 14,5% a origem acidental, 6,6% a reacendimentos e 1% a fenómenos naturais. Em 23,2% dos casos, a origem permaneceu indeterminada.

Até 13 de agosto, foram sinalizadas 10 417 situações relacionadas com limpeza de terrenos, resultando em 1 289 autos de contraordenação por falta de gestão de combustível. Quanto a queimas e queimadas, a GNR registou 56 autos de contraordenação por queimadas e 248 por queimas e fogueiras diversas. Em todo o ano de 2024, os números tinham sido de 86 e 587, respetivamente.

A nível criminal, foram detidas 42 pessoas em flagrante delito pelo crime de incêndio florestal e identificados 566 suspeitos desde o início do ano.

A GNR reforça o apelo à responsabilidade dos cidadãos, alertando para a proibição de fumar, acender fogueiras, realizar queimas, lançar foguetes ou operar máquinas sem dispositivos de prevenção de faúlhas. A autoridade recomenda ainda que a população acompanhe os avisos meteorológicos, comunique de imediato qualquer foco de incêndio através do 112 e evite deslocações desnecessárias a zonas florestais em dias de maior risco.


A proteção da floresta e das populações é uma responsabilidade partilhada. A atuação preventiva de cada cidadão é essencial para evitar tragédias e preservar o património natural.

A GNR, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), mantém como prioridade a proteção ambiental e dos animais. Para denúncias ou esclarecimentos, encontra-se disponível a Linha SOS Ambiente e Território – 808 200 520, em funcionamento permanente.

Autor: Jornal da Mealhada

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