Língua portuguesa mais pobre com a morte de António Lobo Antunes
Deixa relevante obra literária publicada, com mais de 40 livros escritos
O escritor António Lobo Antunes morreu aos 83 anos, em Lisboa, na sexta-feira, 5 de março. Foi médico psiquiatra, que se tornou escritor por vocação, tornando-se um dos autores portugueses contemporâneos mais prestigiados.
Deixa relevante obra literária publicada, com mais de 40 livros escritos, como: Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo, Memória de Elefante, Conhecimento do Inferno, Os Cus de Judas, Eu Hei-de Amar Uma Pedra, Explicação dos Pássaros, O Meu Nome é Legião, Que Cavalos são Aqueles Que Fazem Sombra no Mar, O Arquipélago da Insónia e As Naus e muitos outros. Grande parte da sua obra foi escrita sob a forma de Livro de Crónicas, em número superior a seis; foi o escritor que mais escreveu sobre a guerra colonial portuguesa.
Foi distinguido com as mais relevantes condecorações nacionais e várias estrangeiras. Com a sua morte, fica a nossa literatura mais empobrecida e a maior homenagem que lhe podemos prestar é continuar a ler a obra que nos legou.
Autor: Nuno Salgado
