10 de Agosto Dia do Emigrante
Em Portugal, segundo a Wiquipédia, a 10 de Agosto comemora-se o dia do Emigrante. De há alguns anos a esta […]
Em Portugal, segundo a Wiquipédia, a 10 de Agosto comemora-se o dia do Emigrante. De há alguns anos a esta parte, fruto de uma estratégia vestida de desonestidades intelectuais e aproveitando a moda do mau vestir que grassa pela sociedade tortuosa (ensinada pelo costureiro do riscado e da chita que nos governou durante 40 anos), tornámo-nos um sítio, de gente com tradições migrantes, que cultiva, no “corte e costura”, o ódio, odiando migrantes. Neste “quase cume da Europa” fomos visitados por inúmeras civilizações e daqui soltámos os pés numa dança rodopiante, em macramés de relacionamentos e miscigenações intencionais. Somos filhos da filigrana desse bailado de espalhar genes como se fossemos explosões de esporos em noites de lua cheia. Rendilhamos os continentes e bordámos a oiro, cetim e material genético, pintando mulatas e misturando odor fecundo pelas praias dos sete mares e dos quatro cantos do mundo. Às vezes decentes, outras de terço e cruz na mão esquerda e espada na direita “com a mão esquerda benzi-me e com a direita esganei” (como no poema da Malta das Naus, de Gedeão). Das religiões traficámos sempre o pior (o interesse mesquinho e a violência). Foi o que aproveitámos da essência que dela destilámos. Se tivéssemos espremido resultaria muito estrume. Se a deixássemos macerar, o caldo fétido cheiraria ao que hoje cheira a política que nos faz odiar as migrações de que somos feitos. Chegados a este estado (sem memória), um grupo de...
Em Portugal, segundo a Wiquipédia, a 10 de Agosto comemora-se o dia do Emigrante. De há alguns anos a esta parte, fruto de uma estratégia vestida de desonestidades intelectuais e aproveitando a moda do mau vestir que grassa pela sociedade tortuosa (ensinada pelo costureiro do riscado e da chita que nos governou durante 40 anos), tornámo-nos um sítio, de gente com tradições migrantes, que cultiva, no “corte e costura”, o ódio, odiando migrantes. Neste “quase cume da Europa” fomos visitados por inúmeras civilizações e daqui soltámos os pés numa dança rodopiante, em macramés de relacionamentos e miscigenações intencionais. Somos filhos da filigrana desse bailado de espalhar genes como se fossemos explosões de esporos em noites de lua cheia. Rendilhamos os continentes e bordámos a oiro, cetim e material genético, pintando mulatas e misturando odor fecundo...
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Autor: Jornal da Mealhada
