A harmonia dos mitos e o regresso ao passado
Após meio século da chamada democracia o Povo Unido desfez o entusiasmado hino patriótico e regressou ao rame-rame histórico, calou […]
Após meio século da chamada democracia o Povo Unido desfez o entusiasmado hino patriótico e regressou ao rame-rame histórico, calou os seus cânticos políticos e vê nas televisões e na restante comunicação social as velhas canções e cançonetas que faziam da rádio o animador de cantilenas e objeto da critica seleta da camada superior de uma juventude do ensino seletivo, misturada com umas dicas políticas eventualmente escondida no topo das elites. Curiosamente, as mesmas e piores cantilenas da emissora nacional, invadem hoje os meios de comunicação social com vergonhosas letras, numa praça da ribeira rebaixada ao gume do português do calão, da asneira, da má educação. Há pouco tempo um almirante reformado candidato a Presidente da República, lançou no ar uma frase tutelar com uma só pergunta, simples e direta que diz muito: “porque haverá o povo português, ´sejam os portugueses, de ser pobres? A esta pequena e simples questão se podem resumir os problemas de uma pátria anormalmente caótica e propriedade de uma faixa determinada do seu povo, a fidalguia, as religiões, os políticos de variadas fações. Recorrendo á história milenar desde o Condado Portucalense, concluída a tarefa da independência dos parentes de Leão e Castela e a tomada do território muçulmano em sucessivas lutas e fossados, formada ou montada a monarquia e o clero, ao povo português não restou senão ocupar os lugares na agricultura como servos de gleba, sendo propriedade das próprias propriedades, distribuídas pelos reis e fidalguia com terras,...
Após meio século da chamada democracia o Povo Unido desfez o entusiasmado hino patriótico e regressou ao rame-rame histórico, calou os seus cânticos políticos e vê nas televisões e na restante comunicação social as velhas canções e cançonetas que faziam da rádio o animador de cantilenas e objeto da critica seleta da camada superior de uma juventude do ensino seletivo, misturada com umas dicas políticas eventualmente escondida no topo das elites. Curiosamente, as mesmas e piores cantilenas da emissora nacional, invadem hoje os meios de comunicação social com vergonhosas letras, numa praça da ribeira rebaixada ao gume do português do calão, da asneira, da má educação. Há pouco tempo um almirante reformado candidato a Presidente da República, lançou no ar uma frase tutelar com uma só pergunta, simples e direta que diz muito: “porque haverá o...
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Autor: Jornal da Mealhada
