A opulência
A minha casa é modesta Como também modesto eu sou E enquanto eu tiver esta Modéstia aos outros eu dou […]
A minha casa é modesta
Como também modesto eu sou
E enquanto eu tiver esta
Modéstia aos outros eu dou
Não sou nem tenho pretensões
De vir a ser presunçoso
Enunca vivi de ilusões
Nunca fui ganancioso
Aminha preocupação
Prende-se também aos demais
E que não nos falte pão
Nem os bens essenciais
Vivemos num mundo sem poder
Comandados pelas opulências
E se não existisse o amor
Viviam os pobres em demência
Fossem os ricos conscientes
E como eu eles pensassem
Não existiam indigentes
Se os seus bens partilhassem
Autor: Jornal da Mealhada
