Criatividade
. A frase tocou-me porque revela um sentimento comum: a crença de que a criatividade pertence apenas a uma elite talentosa
No passado sábado, dia 19 de julho, alguém me dizia que admira os criadores e que gostaria de ser como eles —“mais útil”, segundo suas palavras. A frase tocou-me porque revela um sentimento comum: a crença de que a criatividade pertence apenas a uma elite talentosa, aos que fazem arte, ou criam grandes inovações. Mas será mesmo que criar é algo assim tão distante do cotidiano?Lembrei-me, então, de um trecho do livro Ato Criativo — Um Modo de Ser, de Rick Rubin, em que ele afirma que todos somos criadores. Não por sermos artistas no sentido tradicional, mas porque o impulso criativo é parte essencial do que significa ser humano. Criar não é só pintar quadros, produzir escultura, teatro, cinema, musica ou escrever livros. É também encontrar soluções, imaginar futuros, educar, cuidar, transformar rotinas, mudar o jeito de fazer algo comum.O problema, acredito, é que fomos ensinados a olhar para a criatividade como algo espetacular — e não como algo vivo, silencioso e presente em gestos simples. O resultado? Muita gente acredita que não tem “esse dom”, quando, na verdade, o exerce todos os dias — sem perceber.Então talvez o que nos falte não seja criatividade, mas coragem para reconhecer o valor do que fazemos com intenção e originalidade. Criar é estar atento. É dar forma ao que antes não existia — mesmo que seja apenas um novo jeito de preparar um batido suculento ou de dizer o mesmo “bom...
No passado sábado, dia 19 de julho, alguém me dizia que admira os criadores e que gostaria de ser como eles —“mais útil”, segundo suas palavras. A frase tocou-me porque revela um sentimento comum: a crença de que a criatividade pertence apenas a uma elite talentosa, aos que fazem arte, ou criam grandes inovações. Mas será mesmo que criar é algo assim tão distante do cotidiano?Lembrei-me, então, de um trecho do livro Ato Criativo — Um Modo de Ser, de Rick Rubin, em que ele afirma que todos somos criadores. Não por sermos artistas no sentido tradicional, mas porque o impulso criativo é parte essencial do que significa ser humano. Criar não é só pintar quadros, produzir escultura, teatro, cinema, musica ou escrever livros. É também encontrar soluções, imaginar futuros, educar, cuidar, transformar rotinas, mudar...
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Autor: Jornal da Mealhada
