O Folar Pascal
Naquele tempo a segunda-feira de Páscoa era um dia reservado pela população do Luso para subir ao Bussaco com os […]
Naquele tempo a segunda-feira de Páscoa era um dia reservado pela população do Luso para subir ao Bussaco com os cestos recheados de folares com três ou quatro ovos cozidos juntamente com cascas de cebolas o que lhes dava uma cor sui génere sobre a superfície superior do esperado bolo. Juntavam-se as famílias no viçoso verde das portas de Coimbra e ali se passava a tarde entre o capão mais gordo da capoeira dos castanheiros , uns bolos de bacalhau ainda quentes da fritagem doméstica e uma animada reunião entre os membros familiares, alguns chegados de fora nos transportes públicos, nomeadamente os lisboetas que para não faltar á cerimónia chegavam no rápido da uma hora da tarde e convidavam o Zé Bolas que os levava ao destino gastronómico. Trocavam-se os beijos e abraços e guardavam-se as palavras para o pós almoço, quando o estomago composto e bem bebido dava lugar a sucessos vários relatados com o fervor do corpo já composto e regado com um tinto bairradino de cadoiços ou até do Curral Velho que não lhe ficava atrás. Ao longe, a linha marítima ocidental riscava no horizonte rubro o mar entre a Figueira da Foz, Mira e a Barra de Aveiro, uma orla à vista desarmada após a gândara cantanhedense , lugar de vinhas e agricultura própria. O sol dá luz a esta a esta cultura talhada por velhos canais que do Mondego e serra da Boa Viagem ,...
Naquele tempo a segunda-feira de Páscoa era um dia reservado pela população do Luso para subir ao Bussaco com os cestos recheados de folares com três ou quatro ovos cozidos juntamente com cascas de cebolas o que lhes dava uma cor sui génere sobre a superfície superior do esperado bolo. Juntavam-se as famílias no viçoso verde das portas de Coimbra e ali se passava a tarde entre o capão mais gordo da capoeira dos castanheiros , uns bolos de bacalhau ainda quentes da fritagem doméstica e uma animada reunião entre os membros familiares, alguns chegados de fora nos transportes públicos, nomeadamente os lisboetas que para não faltar á cerimónia chegavam no rápido da uma hora da tarde e convidavam o Zé Bolas que os levava ao destino gastronómico. Trocavam-se os beijos e abraços e guardavam-se...
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Autor: Jornal da Mealhada
