O Soneto da Mulher Ideal
Nas redes sociais chamou-me a atenção, uma imagem de uma mulher a amamentar o filho, que ilustrava os resultados da […]
Nas redes sociais chamou-me a atenção, uma imagem de uma mulher a amamentar o filho, que ilustrava os resultados da um estudo que diz que as mães ainda se sentem desconfortáveis ao amamentar em público. Amamentar é um ato de amor maior, a prová-lo está a sobrevivência da nossa espécie. Contudo, o machismo continua a dizer que assédio sexual é “galanteio”, que a utilização do corpo das mulheres na publicidade é aceitável, que violência doméstica é cultura, (…), mas o acto de amamentar deve ser tapado com o pano. Tudo isto lembra-me que há coisas de que não podemos esquecer e que continuam a ser tapadas com o pano. Que o preconceito e a discriminação prevalecem, apesar de todo o caminho percorrido. E o lugar das mulheres sempre foi definido – na justa medida dos seus interesses – pelos homens, pela igreja e pelas instituições sociais. Tudo isto surge-me neste Dia da Mulher. Penso no que é ser mulher e no tanto que há para ser feito. E no que, ainda, há, em pleno século 21, para destapar.Já são pelo menos cinco as mulheres mortas por homens desde o início do corrente ano. Por moderno e multidisciplinar que seja o apoio às vítimas e por mais esforços pedagógicos que se façam, muitas mulheres (e, no caminho, também os filhos) continuam a ser assassinadas por homens com quem tinham (ou tinham tido) uma relação íntima. As relações de intimidade são espaço...
Nas redes sociais chamou-me a atenção, uma imagem de uma mulher a amamentar o filho, que ilustrava os resultados da um estudo que diz que as mães ainda se sentem desconfortáveis ao amamentar em público. Amamentar é um ato de amor maior, a prová-lo está a sobrevivência da nossa espécie. Contudo, o machismo continua a dizer que assédio sexual é “galanteio”, que a utilização do corpo das mulheres na publicidade é aceitável, que violência doméstica é cultura, (…), mas o acto de amamentar deve ser tapado com o pano. Tudo isto lembra-me que há coisas de que não podemos esquecer e que continuam a ser tapadas com o pano. Que o preconceito e a discriminação prevalecem, apesar de todo o caminho percorrido. E o lugar das mulheres sempre foi definido – na justa medida dos...
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Autor: Jornal da Mealhada
