Os nossos 50 anos de Democracia
Reconhece-se que a revolução teve por detrás uma reivindicação corporativa dos militares fartos de sucessivas comissões no ultramar e… mal […]
Reconhece-se que a revolução teve por detrás uma reivindicação corporativa dos militares fartos de sucessivas comissões no ultramar e… mal pagas. Embarcaram, então, em reuniões secretas, cada vez com mais interessados, no intuito de estudar as melhorias a introduzir nessas constantes convocatórias para uma guerra que se eternizava, percebe-se que os passos dados os levassem ao patamar seguinte, a causa estava à vista de todos: não seria assim que atingiam os fins previstos, e nessas ocasiões em que as pessoas se juntam para reivindicar regalias e a parte contrária nem sequer os escuta, surge como alternativa o “pegar em armas”, a arma dos trabalhadores é a greve, mas a dos militares são as armas, alguém disse, entre estes últimos, nos dias seguintes à revolução “caiu-nos em cima o País e não sabemos o que fazer”. Estávamos a poucos dias do nascimento do Conselho da Revolução. Este incorporou todas as tendências políticas do seio militar, de gente que sabia disparar armas, mas não fazer política, e todos com muitas ideias na cabeça… e a zanga passou a ser uma parte da equação e as dissidências sucederam-se… e prosperaram… e levantaram grandes incongruências, as alianças fizeram-se: de um lado os militares que falavam, do outro, a maioria silenciosa, foi assim que o General Spínola se entalou no 28 de setembro desse ano de 74. Apenas cinco meses após a revolução originária. E agora? Terão pensado os militares com galões… a resposta foi...
Reconhece-se que a revolução teve por detrás uma reivindicação corporativa dos militares fartos de sucessivas comissões no ultramar e… mal pagas. Embarcaram, então, em reuniões secretas, cada vez com mais interessados, no intuito de estudar as melhorias a introduzir nessas constantes convocatórias para uma guerra que se eternizava, percebe-se que os passos dados os levassem ao patamar seguinte, a causa estava à vista de todos: não seria assim que atingiam os fins previstos, e nessas ocasiões em que as pessoas se juntam para reivindicar regalias e a parte contrária nem sequer os escuta, surge como alternativa o “pegar em armas”, a arma dos trabalhadores é a greve, mas a dos militares são as armas, alguém disse, entre estes últimos, nos dias seguintes à revolução “caiu-nos em cima o País e não sabemos o que fazer”....
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Autor: Jornal da Mealhada
