Setenta e duas horas et voilà
As coisas acontecem muito rápido. Ainda não acabámos de digerir um escândalo e somos logo confrontados com outro. O problema […]
As coisas acontecem muito rápido. Ainda não acabámos de digerir um escândalo e somos logo confrontados com outro. O problema deste frenesim? Há coisas que se perdem pelo caminho. O caso de Luís Montenegro, que explodiu sobretudo entre os dias 5 e 8 de março de 2025, é o exemplo perfeito: do “efeito bomba” à normalização completa, não passaram mais de 72 horas. E metade dos detalhes já foram à vida.Façamos uma viagem pelo tempo. No dia 5 de março, a manchete dos vários jornais era explosiva. Luís Montenegro e a sua empresa – que mais é um insulto às verdadeiras empresas do que uma empresa em si – apareciam no centro de um escândalo político. O espetáculo mediático foi imediato: comentadores ao rubro, artigos de opinião que disparavam sem cessar, primeiras páginas carregadinhas de indignação. Gente para todos os gostos: os que garantiam que não se sabia ainda de metade da tramóia, os que a tratavam como uma mera perseguição política, os que não queriam saber disto para nada. O que dizer das redes sociais? De advogados do diabo, a semeadores da paz e a gestores de silêncios, também não faltava ninguém. Mas eis que chega o dia 6 e algo começa a mudar. O objeto de discussão deixou de ser o Primeiro Ministro que completava o salário com umas avenças. Passou a falar-se de eleições e do que havia ou não de ser feito para as evitar. Cada...
As coisas acontecem muito rápido. Ainda não acabámos de digerir um escândalo e somos logo confrontados com outro. O problema deste frenesim? Há coisas que se perdem pelo caminho. O caso de Luís Montenegro, que explodiu sobretudo entre os dias 5 e 8 de março de 2025, é o exemplo perfeito: do “efeito bomba” à normalização completa, não passaram mais de 72 horas. E metade dos detalhes já foram à vida.Façamos uma viagem pelo tempo. No dia 5 de março, a manchete dos vários jornais era explosiva. Luís Montenegro e a sua empresa – que mais é um insulto às verdadeiras empresas do que uma empresa em si – apareciam no centro de um escândalo político. O espetáculo mediático foi imediato: comentadores ao rubro, artigos de opinião que disparavam sem cessar, primeiras páginas carregadinhas de...
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Autor: Jornal da Mealhada
