Um alegre Natal
O ano de 2025 acaba com um tempo natalício barulhento, animado, politicamente falando numa encruzilha de ideias […]
O ano de 2025 acaba com um tempo natalício barulhento, animado, politicamente falando numa encruzilha de ideias, debates , promessas, narcismo, levado ao palco nacional por uma plêiade de candidatos ao titulo de presidentes deste pequeno retângulo peninsular cada vez mais pobre, rabugento e incapaz de governar para a família lusitana ou ex-lusitana. Ao ponto do nosso primeiro-ministro dar uma passeata até a Kiev, capital da Rússia 400 anos antes do nascimento de Jesus Cristo, e ali prometer á nova Ucrânia o envio de soldados portugueses para combater se tal for necessário, isto além dos milhões de euros que lhe vão oferecendo para a compra de armas, balística e drones, esquecendo as necessidades do país que governa e os respetivos concidadãos enquanto percorre o mundo em demanda do Preste João dos nossos dias, pois dessas visitas de cortesia, parece nada se ganhar em troca. É certo que já não estamos nos tempo de Afonso Henriques , e do seu primogénito Sancho , dois virtuosos reis sepultados em Santa Cruz de Coimbra num primeiro e primoroso panteão nacional e que. batalhando á frente das suas hostes, as levaram ao desprendimento de Leão e Castela dando assim origem aos primórdios da nossa casa comum , a partir de fortes e fronteiras que chegaram aos nossos dias e onde ainda nos recolhemos como Lusitanos ou Portugueses, agora e por enquanto, com a terceira identidade de Europeus, se bem que esta nova condição não nos tenha trazido grandes benefícios, ainda que se continue a esperar e a ter fé neste aglomerado de nações que se chama Comunidade Europeia. O mesmo nada ou quase nada porém é o que se recebe , pois na prática diária a politica comum não é comum , cada Estado aderente governa á sua maneira , excetuando o euro, a moeda comum que se criou e continua a ser a moeda de troca entre todos. Acontece que na sua visita protocolar oi não protocolar, o primeiro ministro estendeu ao poder ucraniano o envio se soldados portugueses para a guerra que se trava naquele território entre a chamada Ucrânia e a Rússia , uma guerra também por uma Europa repartida por vinte e sete países temendo que, acabado o chapéu americano à voz do presidente Trump, seja atacada pelos vizinhos quando na realidade , foi a própria comunidade que se desarmou, ao mesmo tempo que entregou o seu rico património industrial e cientifico a terceiros que hoje dominam o mundo financeiro e dos negócios, conquistando e tendo em suas mãos as elites do poder global, tendo a Europa perdido o seu peso e a sua voz nos grandes areópagos globais. O que pensará o primeiro com a eventual ida de portugueses para a frente de batalha? Que benesses espera desta hipotética promessa o nosso primeiro politico? Será que imitando Afonso Henriques, irá a comandar as tropas nacionais nas planícies e cidades ucranianas? Não, claro que não, o nosso primeiro-ministro vai apenas mobilizar os nossos filhos, os nossos netos , os nossos bisnetos ou parentes próximos e afastados, para peões dos combates talvez para se enaltecer ou demonstrar o seu poder , mas não a sua coragem. No terreno geral, a própria Europa parece esperar e desejar uma terceira guerra mundial, quando funciona como fornecedora de meios de ataque , quando poderia e deveria conceber apenas a paz como elo preferencial entre os territórios em luta. É evidente que esta aproximação do primeiro-ministro ao conflito latente, não tem qualquer valor a não ser simbólico, mas Portugal não me parece bem nesta pitoresca fotografia. Oxalá o novo ano de 2026 que agora começa, traga ao país e ao ministro a atualidade, os novos dias e os novos tempos e defenda os interesses de todos nós, portugueses. O mundo e a civilização humana estão em mudança profunda, a geração atual faz parte dessa mudança e daqui a meio século nada será como hoje. Esse novo mundo, ainda ausente na imaginação dos nossos dias, ninguém sabe como será…Boas entradas em 2026 , um quarto de século termina nos festejos habituais e é bom entrar no quarto seguinte com a esperança de que o caminho a traçar seja melhor, pacifico, e construtivo no caminho da paz e do conhecimento.
Autor: Jornal da Mealhada
