Um golpe de deslealdade democrática às escondidas: A Câmara da Mealhada e a contratação política que nos deve envergonhar a todos
Sob o pretexto de “assessoria de imprensa”, o que está em causa é um lugar de confiança política…
A quatro meses das eleições autárquicas, o atual Executivo da Câmara Municipal da Mealhada tomou a decisão politicamente indecorosa de contratar por ajuste direto — durante um ano — o atual assessor de comunicação do Presidente da Câmara. A contratação, num montante próximo dos 25 mil euros (com IVA), surge numa altura em que o ciclo político se aproxima do fim e, por isso mesmo, constitui uma clara tentativa de amarrar o futuro executivo às escolhas pessoais de quem se prepara para abandonar o cargo. Sob o pretexto de “assessoria de imprensa”, o que está em causa é um lugar de confiança política — de assessoria direta, pessoal e política — do atual presidente. Não falamos de uma contratação técnica neutra ou de interesse permanente para a administração municipal. Prova disso é que o Município tem há quase uma década uma chefe de setor de comunicação, profissional qualificada que tem assegurado de forma contínua e competente as funções de assessoria institucional. O que está agora em causa é a tentativa de eternizar, à custa de dinheiros públicos, uma figura de confiança partidária e pessoal, num cargo estrategicamente posicionado. É grave. E deve ser denunciado com veemência.A atual maioria não tem legitimidade moral para impor ao futuro executivo — que poderá nem sequer ser da sua cor política — um conselheiro pessoal. É um abuso de poder, um favorecimento evidente e um desrespeito total pelas regras do jogo democrático. Os munícipes...
A quatro meses das eleições autárquicas, o atual Executivo da Câmara Municipal da Mealhada tomou a decisão politicamente indecorosa de contratar por ajuste direto — durante um ano — o atual assessor de comunicação do Presidente da Câmara. A contratação, num montante próximo dos 25 mil euros (com IVA), surge numa altura em que o ciclo político se aproxima do fim e, por isso mesmo, constitui uma clara tentativa de amarrar o futuro executivo às escolhas pessoais de quem se prepara para abandonar o cargo. Sob o pretexto de “assessoria de imprensa”, o que está em causa é um lugar de confiança política — de assessoria direta, pessoal e política — do atual presidente. Não falamos de uma contratação técnica neutra ou de interesse permanente para a administração municipal. Prova disso é que o Município...
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Autor: Jornal da Mealhada
