Quinta-feira, 02 de Outubro de 2025 às 14:44

Autárquicas: Habitação e Infraestruturas no Centro da Disputa pela Junta de Freguesia da Pampilhosa

Autárquicas: Habitação e Infraestruturas no Centro da Disputa pela Junta de Freguesia da Pampilhosa

Política

Autárquicas: Habitação e Infraestruturas no Centro da Disputa pela Junta de Freguesia da Pampilhosa

Habitação social, estado das infraestruturas e apoio aos Idosos foram os temas centrais do debate entre os cinco candidatos à freguesia da Pampilhosa

O debate final entre os cinco candidatos à Junta de Freguesia da Pampilhosa para as autárquicas de 12 de outubro de 2025 centrou-se em três eixos cruciais: habitação, mobilidade e o apoio à população sénior. O encontro, que reuniu Anabela Santos (AD), Mário Gaspar (Movimento Mais e Melhor), António Neves (CDU), Gonçalo Lopes (Bloco de Esquerda) e Andreia Morgado (PS), sublinhou a urgência de tirar a freguesia de uma alegada “estagnação” e a importância de projetos de futuro.

O atual presidente, Mário Gaspar (Movimento Mais e Melhor), que iniciou o mandato em 2022, defendeu que o seu projeto necessita de mais tempo para se desenvolver plenamente, após um período de 16 anos que considera de “estagnação” e perda de serviços. Em contraste, Andreia Morgado (PS), residente e nascida na Pampilhosa, manifestou preocupação com o futuro da freguesia e dos seus filhos, prometendo ir “além do que tem sido feito”.

A empresária local Anabela Santos (AD) apresentou-se com o objetivo de liderar uma equipa motivada com “novas ideias e soluções concretas” para uma freguesia mais dinâmica. Pela CDU, António Neves, com quatro décadas de vida autárquica, realçou o seu gosto pela proximidade e solidariedade, mantendo o desejo de contribuir para a terra que o acolheu. Finalmente, Gonçalo Lopes (BE) focou-se em problemas recorrentes, como a habitação, salientando a importância de um debate saudável para o progresso da freguesia, que considera estagnada há décadas.

A habitação emergiu como prioridade. Os candidatos foram unânimes em criticar a burocracia e as limitações do Programa de Apoio à Recuperação e Reabilitação de Imóveis (PIRPEC).

António Neves (CDU), tal como Gonçalo Lopes (BE), propôs que a Câmara adquirisse e recuperasse imóveis – o BE foca-se em casas devolutas para arrendamento acessível, enquanto a CDU aponta especificamente para o bairro ferroviário da IP, sugerindo o aproveitamento de fundos do PRR. O candidato da CDU criticou o PIRPEC por ter “verbas baixas, prazos curtos e caderno de encargos extenso”.

Andreia Morgado (PS) concordou com as falhas do PIRPEC e propôs a criação de um gabinete de apoio na Câmara para orientar os cidadãos nas candidaturas. Defendeu também a recuperação do bairro ferroviário e a identificação de casas vazias, mencionando a existência de 7 casas sociais vagas no Canedo.

O atual presidente, Mário Gaspar (Movimento Mais e Melhor), reforçou que a habitação é uma prioridade, citando o PIRPEC e as ARU para subsidiar a recuperação. Mencionou também as negociações da Câmara com a IP para a recuperação do bairro ferroviário para arrendamento acessível (não social) e o incentivo da descida do IVA para obras. Por fim, Anabela Santos (AD) defendeu que a Junta deve apoiar e encaminhar famílias, trabalhando em coordenação com a Câmara e as associações.

No eixo da mobilidade e infraestruturas, a futura plataforma rodo-ferroviária foi reconhecida por todos como um ponto “fantástico” para a economia e o emprego. Contudo, as críticas centraram-se no estado das estradas secundárias e na segurança.

Gonçalo Lopes (BE) e Andreia Morgado (PS) apontaram o dedo às más condições das estradas (o PS refere que 80% estão “estimáveis”, mas a Rua 25 de Abril carece de passeios) e à precariedade da segurança nos pontões da Pampilhosa e Lagarteira. O PS destacou ainda a falta de acessos para pessoas com mobilidade reduzida, como na escola básica.

O candidato da CDU lamentou promessas não cumpridas, como a reparação da estrada Municipal 622, e defendeu a reabertura da antiga linha ferroviária Pampilhosa-Figueira da Foz. Mário Gaspar (Movimento Mais e Melhor) contrapôs com ações concretas, referindo o asfaltamento de três ruas, o início da obra da estrada Canedo-Alves Bandeira e a requalificação da baixa (avaliada em 1,6 milhões de euros). A AD propôs a melhoria das estradas, caminhos e sinalização vertical.

No que respeita ao apoio aos idosos, os candidatos mostraram-se empenhados na manutenção de protocolos (como com a CATES) e na expansão das atividades. António Neves (CDU) propôs a criação de centros de dia no Canedo e na Lagarteira. Andreia Morgado (PS), que preferiu a designação “mais velhos”, sugeriu a criação de novos polos, uma rede para identificar idosos isolados e espaços intergeracionais, como uma casa de chá no Jardim Público. Anabela Santos (AD) defendeu um contacto mais próximo e humanitário, com visitas e apoio às IPSS. O atual presidente enumerou as atividades já existentes, como a ginástica gratuita e a estimulação cognitiva.

Nos apelos finais, os candidatos pediram um voto que garanta a mudança e o progresso. Andreia Morgado (PS) apresentou uma equipa “jovem e dinâmica” e pediu o voto para uma Junta “ativa, próxima e responsável”. Anabela Santos (AD) pediu um voto de confiança para “fazer diferente” e construir uma freguesia mais forte. Mário Gaspar (Movimento Mais e Melhor) pediu a continuação do projeto para cumprir as promessas, rejeitando o rótulo de que o Canedo é um “parente pobre”. Por fim, Gonçalo Lopes (BE) considerou o voto no seu partido um “voto útil” para lutar por mais qualidade de vida, e António Neves (CDU) destacou a sua longa experiência em prol dos interesses da população.

Reveja o debate na íntegra aqui.

Pampilhosa

Autor: MGP

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