Quinta-feira, 25 de Setembro de 2025 às 13:21

Autárquicas: Movimento quer praça central na Vacariça mas restantes candidatos discordam

Autárquicas: Movimento quer praça central na Vacariça mas restantes candidatos discordam

Política

Autárquicas: Movimento quer praça central na Vacariça mas restantes candidatos discordam

A Freguesia da Vacariça, Mealhada, foi o tema do segundo debate realizados no dia 20 de setembro, com os candidatos às Eleições Autárquicas.

Participaram na troca de ideias políticas Fernando Abrantes da AD, António Melo do Chega, Rui Fernandes do Movimento Mais e Melhor e Ricardo Ferreira do PS. José Rosa da CDU não compareceu ao debate

O candidato da Aliança Democrática (AD) demonstrou “vontade de servir a comunidade e ambição de melhorar a freguesia”, mas refere que as atividades a realizar “irão surgir com o contacto com as pessoas” e “sempre agarrados à Câmara Municipal”.

Fernando Abrantes defendeu ser necessário “fixar jovens” e que a “habitação é um problema”. “Há pelo menos três novas famílias na aldeia, mas se a natalidade vai aumentar, é preciso cuidar dos parques infantis. Temos de apoiar as pessoas que queiram vir morar para a Vacariça, porque estamos num triângulo de acessibilidades.”

Questionado acerca da primeira ação a pôr em prática, afirmou que ainda não definiu medidas porque pretende “antes ouvir a população”, mas garantiu que não optará “por obras megalómanas”. 

O social democrata considerou que as “pessoas idosas estão desacompanhadas” e propôs que, por exemplo, a Junta de Freguesia vá a cada aldeia para facilitar o levantamento dos vales das pensões pelos idosos.

O candidato do Chega referiu por seu lado que o seu programa consiste em realizar “melhorias que impactam o bem-estar da população, pôr em prática todo o dinamismo”, que reconheceu ter como característica própria.

António Melo considerou que a “câmara é mandatária e tem a chave de todo o processo”, mas “na realidade há coisas deficitárias na Junta, como os caminhos que podiam estar melhorados”. Referiu-se à perda de “condições que nunca mais vão acontecer, como a obra da Linha da Beira Alta, de onde foram levados milhares de quilos de brita para outros locais.”

Afirmou ainda que a Junta de Freguesa “anda de costas voltadas com a Sociedade Águas do Luso” e defende que “só há um caminho: ir ter com a administração da empresa.”

Relativamente ao muro do cemitério, o cabeça de lista do Chega à freguesia da Vacariça defende que “não há nada melhor do que ir ter com a CIMPOR, dizer que a freguesia é afetada pela poluição e pedir cimento para o muro”.

No que concerne ao turismo, o candidato do Chega afirma: o vinho, a água e o pão existem no concelho, mas realça que “leitão não temos nenhum”, porque a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia “não têm apoiado a criação” de suínos. 

No apelo ao voto e referindo-se a si na terceira pessoa, disse: “O António Carlos promete trabalho e dedicação e ir à procura do que é mais premente”.

O candidato do Movimento Mais e Melhor asseverou que pretende dar continuidade na Junta ao projeto do movimento na Câmara, trazendo para a junta de freguesia mais limpeza, obras no cemitério — que considerou estar “muito degradado” —, bem como a melhoria de “alguns caminhos vicinais”.

Concorda com o Chega sobre o alargamento do espaço de construção na freguesia para fixar população. “Para os jovens há que criar condições” e sublinhou que o município “dá subsídios que podem ir até 12.500 euros por habitação”.

Como projeto-chave, Rui Fernandes salienta a requalificação da zona central da Vacariça, que hoje é a aldeia mais pobre do concelho. “O Movimento tem um projeto para uma praça e para criar uma área comercial”.

Para o Partido Socialista o programa para a freguesia da Vacariça “é dar continuidade à proximidade e ajuda ao próximo”, assim como “criação de motivos para o regresso da população”.

Ricardo Ferreira disse que o edifício da Junta e o cemitério terão obras de beneficiação. “O mais barato é comprar o cimento” reiterou, respondendo a António Melo, sobre o pedido de materiais à CIMPOR.

Também em resposta ao candidato do Chega, Ricardo Ferreira afirma que “estar de costas voltadas com a Água do Luso não é a realidade, é uma opinião”. E garantiu que há “sempre o apoio mensal e anual da empresa” às atividades da Junta.

Do contacto proposto também pelo Chega com a empresa Cinca, o autarca afirma que “é um parceiro muito difícil e um grande poluidor”. “Não abrem a porta para falarmos. Em julho o rio ficou branco [de poluição] e não conseguimos falar com ninguém” — revelou.

Relativamente às relações institucionais, o socialista realça que “é do interesse de todos haver uma grande cumplicidade entre a Câmara e a Junta de Freguesia. Somos um braço direito do município e deveríamos ser vistos como tal. “A freguesia da Vacariça tem muitos passeios e valetas para fazer. Tem sido muito difícil articular com a Câmara.”

As prioridades do PS “são para 4 anos, porque ninguém consegue fazer tudo no mesmo mês”. Caso seja reeleito, a primeira medida será “melhorar o atendimento e os serviços da Junta. Os CTT vão colocar a máquina de ‘payshop’, o que é muito importante para o carregamento dos cartões de refeição para as crianças.” 

Em resposta ao PSD, o atual presidente da Junta explica que “o serviço de levantamento dos vales CTT” tem de ser efetuado ao balcão e garante que a autarquia não tem verba dos CTT para levar aos locais.

Os candidatos às freguesias de Luso, Vacariça e Casal Comba debateram ideias e os programas políticos para as freguesias, em três debates distintos que se realizaram este sábado, 20 de setembro. Com organização da Rádio Clube da Pampilhosa e do Jornal da Mealhada, os debates decorreram na sala de formação dos Bombeiros Voluntários da Pampilhosa, que cederam gentilmente o espaço.

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Autor: MGP

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