15 entidades do concelho da Mealhada receberam, 75 mil euros, no Dia do Município
(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS) O executivo municipal da Mealhada distinguiu, na manhã do dia 5 de maio, numa sessão solene […]
(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS)
O executivo municipal da Mealhada distinguiu, na manhã do dia 5 de maio, numa sessão solene comemorativa do Dia do Município, quinze coletividades concelhias com a Medalha de Mérito Municipal. A distinção foi acompanhada de um prémio de cinco mil euros a cada uma.
Pela primeira vez, o Município assinalou o feriado com uma sessão evocativa na qual foram distinguidas coletividades que se destacaram pela relevância da sua atividade, antiguidade ou continuidade em diversos setores, da Cultura à Educação, do Desporto ao Apoio Social e à Proteção Civil. A ideia, recorde-se, partiu da coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada, mas depressa foi feito um programa, aprovado por unanimidade, por todo o executivo municipal.
Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, sublinhou, na cerimónia que a homenagem é também a entidades privadas, mas cujo trabalho é claramente de interesse público, no município e fora dele.
Foram três as entidades homenageadas na área Social: o Centro de Assistência Paroquial de Pampilhosa, a Santa Casa da Misericórdia da Mealhada e a Casa do Povo da Vacariça.
No setor do Desporto, os eleitos foram o Hóquei Clube da Mealhada, o Clube Desportivo do Luso, o Futebol Clube da Pampilhosa e o Grupo Desportivo da Mealhada. Na Cultura, receberam a distinção o GEDEPA Grupo Etnográfico de Defesa do Património e Ambiente da Região de Pampilhosa, a Filarmónica Lyra Barcoucense 10 d´Agosto, a Filarmónica Pampilhosense, o Rancho Folclórico e Etnográfico de São João de Casal Comba e o Grupo Regional da Pampilhosa do Botão.
Na área da Proteção Civil foram galardoadas as duas corporações de bombeiros do concelho, Mealhada e Pampilhosa, e no setor da Educação foi distinguida a Escola Profissional Vasconcellos Lebre.
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De 2001 a 2011, a Mealhada foi dos municípios que menos população perdeu
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A sessão contou ainda com a intervenção da professora catedrática Maria Alegria, residente na Pampilhosa, que recordou a origem religiosa deste feriado, que comemora a Ascensão de Jesus aos céus, neste caso com a tradicional Romaria da Ascensão ao Monte do Bussaco. A aula de história relembrou a criação do Município e o facto da Mealhada se ter tornado sede do concelho pela construção da passagem ferroviária, pois até então nem freguesia era.
O Município começou por ter as freguesias de Barcouço, Casal Comba, Luso, Pampilhosa, Vacariça e Ventosa do Bairro. Antes e Mealhada surgiram depois, disse Maria Alegria, que recordou que, desde 2013, o concelho da Mealhada registra cinco freguesias e uma União. A docente disse ainda que de 2001 a 2011 foi dos municípios que menos população perdeu.
No final da sua intervenção, Rui Marqueiro desafiou a docente a editar uma obra, mais alargada, sobre o tema. Julgo que estará já aprovado por unanimidade, enfatizou o edil.
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Num gesto ambiental, Câmara suspende edição em papel do Boletim Municipal
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À sessão, que decorreu no edifício dos Paços do Concelho e onde houve uma arruada com as Filarmónicas Barcoucense e Pampilhosense, bem como dois Ranchos do concelho, seguiu-se a plantação de um azevinho na Avenida dos Cedros, na Mata Nacional do Bussaco, um gesto simbólico, que traduz a preocupação com a replantação daquele espaço.
O gesto foi acompanhado de um outro que foi o anúncio, por parte do edil, do fim da edição impressa do Boletim Municipal, que, até final do mandato, irá evitar o abate de cerca de setenta árvores. Acresce a este benefício ambiental um outro, de ordem financeira, que é o da poupança de cerca de três mil euros anuais.
Na opinião de Rui Marqueiro, muito mais do que poupar setenta árvores até ao final do presente mandato autárquico, o que o Município pretende, com esta decisão que reputa desde logo de pedagógica, é dar um sinal claro de preocupação pela defesa da floresta e do meio ambiente, sensibilizar os portugueses para a necessidade de prosseguir boas práticas ambientais e lançar o reto a todos os autarcas para, também eles, tomarem semelhante medida – aqueles que ainda a não tomaram, obviamente – e/ou outras do género.
O fim da edição em papel do Boletim Municipal da Mealhada, que passará a ser distribuído em todas as plataformas online da Câmara e por correio eletrónico, mereceu elogios da parte da QUERCUS – Associação Nacional de Conservação da Natureza. O presidente daquela que é a maior organização ambiental portuguesa, João Branco, diz que não podia deixar de apoiar a decisão do executivo mealhadense. Tudo o que sejam medidas conducentes à redução do consumo de recursos – neste caso, madeira, energia, água e produtos químicos -, é bem-vindo e deve ser enaltecido, afirma o líder da Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA).
Exorto, por isso, os responsáveis pelos restantes [trezentos e oito] municípios portugueses a seguirem o bom exemplo da Mealhada. Se todos fizessem o mesmo, seria uma excelente notícia para a floresta portuguesa, afirmou o presidente da QUERCUS.
Este ato, e se todos os municípios portugueses poupassem setenta árvores com o fim da edição em papel dos seus boletins informativos, representaria, até ao final do atual mandato autárquico, uma poupança de vinte e uma mil quinhentas e sessenta árvores.
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Câmara da Mealhada e Jornal da Mealhada
Autor: Jornal da Mealhada
