Quinta-feira, 05 de Maio de 2016

15 entidades do concelho da Mealhada receberam, 75 mil euros, no Dia do Município

15 entidades do concelho da Mealhada receberam, 75 mil euros, no Dia do Município

Região

15 entidades do concelho da Mealhada receberam, 75 mil euros, no Dia do Município

(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS) O executivo municipal da Mealhada distinguiu, na manhã do dia 5 de maio, numa sessão solene […]

(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS)

O executivo municipal da Mealhada distinguiu, na manhã do dia 5 de maio, numa sessão solene comemorativa do Dia do Município, quinze coletividades concelhias com a Medalha de Mérito Municipal. A distinção foi acompanhada de um prémio de cinco mil euros a cada uma.

Pela primeira vez, o Município assinalou o feriado com uma sessão evocativa na qual foram distinguidas coletividades que se destacaram pela relevância da sua atividade, antiguidade ou continuidade em diversos setores, da Cultura à Educação, do Desporto ao Apoio Social e à Proteção Civil. A ideia, recorde-se, partiu da coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada, mas depressa foi feito um programa, aprovado por unanimidade, por todo o executivo municipal.

Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, sublinhou, na cerimónia que a homenagem é também a entidades privadas, mas cujo trabalho é claramente de interesse público, no município e fora dele.

Foram três as entidades homenageadas na área Social: o Centro de Assistência Paroquial de Pampilhosa, a Santa Casa da Misericórdia da Mealhada e a Casa do Povo da Vacariça.

No setor do Desporto, os eleitos foram o Hóquei Clube da Mealhada, o Clube Desportivo do Luso, o Futebol Clube da Pampilhosa e o Grupo Desportivo da Mealhada. Na Cultura, receberam a distinção o GEDEPA Grupo Etnográfico de Defesa do Património e Ambiente da Região de Pampilhosa, a Filarmónica Lyra Barcoucense 10 d´Agosto, a Filarmónica Pampilhosense, o Rancho Folclórico e Etnográfico de São João de Casal Comba e o Grupo Regional da Pampilhosa do Botão.

Na área da Proteção Civil foram galardoadas as duas corporações de bombeiros do concelho, Mealhada e Pampilhosa, e no setor da Educação foi distinguida a Escola Profissional Vasconcellos Lebre.

xa0

De 2001 a 2011, a Mealhada foi dos municípios que menos população perdeu

xa0

A sessão contou ainda com a intervenção da professora catedrática Maria Alegria, residente na Pampilhosa, que recordou a origem religiosa deste feriado, que comemora a Ascensão de Jesus aos céus, neste caso com a tradicional Romaria da Ascensão ao Monte do Bussaco. A aula de história relembrou a criação do Município e o facto da Mealhada se ter tornado sede do concelho pela construção da passagem ferroviária, pois até então nem freguesia era.

O Município começou por ter as freguesias de Barcouço, Casal Comba, Luso, Pampilhosa, Vacariça e Ventosa do Bairro. Antes e Mealhada surgiram depois, disse Maria Alegria, que recordou que, desde 2013, o concelho da Mealhada registra cinco freguesias e uma União. A docente disse ainda que de 2001 a 2011 foi dos municípios que menos população perdeu.

No final da sua intervenção, Rui Marqueiro desafiou a docente a editar uma obra, mais alargada, sobre o tema. Julgo que estará já aprovado por unanimidade, enfatizou o edil.

xa0

Num gesto ambiental, Câmara suspende edição em papel do Boletim Municipal

xa0

À sessão, que decorreu no edifício dos Paços do Concelho e onde houve uma arruada com as Filarmónicas Barcoucense e Pampilhosense, bem como dois Ranchos do concelho, seguiu-se a plantação de um azevinho na Avenida dos Cedros, na Mata Nacional do Bussaco, um gesto simbólico, que traduz a preocupação com a replantação daquele espaço.

O gesto foi acompanhado de um outro que foi o anúncio, por parte do edil, do fim da edição impressa do Boletim Municipal, que, até final do mandato, irá evitar o abate de cerca de setenta árvores. Acresce a este benefício ambiental um outro, de ordem financeira, que é o da poupança de cerca de três mil euros anuais.

Na opinião de Rui Marqueiro, muito mais do que poupar setenta árvores até ao final do presente mandato autárquico, o que o Município pretende, com esta decisão que reputa desde logo de pedagógica, é dar um sinal claro de preocupação pela defesa da floresta e do meio ambiente, sensibilizar os portugueses para a necessidade de prosseguir boas práticas ambientais e lançar o reto a todos os autarcas para, também eles, tomarem semelhante medida – aqueles que ainda a não tomaram, obviamente – e/ou outras do género.

O fim da edição em papel do Boletim Municipal da Mealhada, que passará a ser distribuído em todas as plataformas online da Câmara e por correio eletrónico, mereceu elogios da parte da QUERCUS – Associação Nacional de Conservação da Natureza. O presidente daquela que é a maior organização ambiental portuguesa, João Branco, diz que não podia deixar de apoiar a decisão do executivo mealhadense. Tudo o que sejam medidas conducentes à redução do consumo de recursos – neste caso, madeira, energia, água e produtos químicos -, é bem-vindo e deve ser enaltecido, afirma o líder da Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA).

Exorto, por isso, os responsáveis pelos restantes [trezentos e oito] municípios portugueses a seguirem o bom exemplo da Mealhada. Se todos fizessem o mesmo, seria uma excelente notícia para a floresta portuguesa, afirmou o presidente da QUERCUS.

Este ato, e se todos os municípios portugueses poupassem setenta árvores com o fim da edição em papel dos seus boletins informativos, representaria, até ao final do atual mandato autárquico, uma poupança de vinte e uma mil quinhentas e sessenta árvores.

xa0

Câmara da Mealhada e Jornal da Mealhada

Autor: Jornal da Mealhada

Find A Doctor

Give us a call or fill in the form below and we will contact you. We endeavor to answer all inquiries within 24 hours on business days.