300 anos da Capela de SantAna foram mote para livro e um Espaço de Memórias
(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS) O Dia de SantAna comemora-se a 26 de julho, mas os festejos em honra da padroeira, […]
(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS)
O Dia de SantAna comemora-se a 26 de julho, mas os festejos em honra da padroeira, na Mealhada, assinalaram-se na tarde de domingo, dia 24. Apresentação do livro 300 anos da Capela de Santa Ana, inauguração do Espaço de Memórias da Capela e eucaristia, seguida de procissão, com a presença do Bispo da Diocese de Coimbra, foram os pontos altos da celebração, que reuniu, durante toda a tarde, centenas de pessoas.
As flores, feitas de papel cedido pela Santa Casa da Misericórdia da Mealhada e realizadas por dezenas de munícipes e comerciantes que, nos últimos meses, têm trabalhado afincadamente para que tudo fique perfeito, estão nas ruas da Póvoa e da Mealhada desde o dia 22 de julho.
E apesar do dia de SantAna padroeira da Misericórdia, da cidade, dos Escuteiros e dos Bombeiros da Mealhada – ser celebrado a 26 de julho, a grande comemoração aconteceu dois dias antes, onde o enfoque foi para os 300 anos da Capela de SantAna. A efeméride deu mote a um opúsculo, escrito por Nuno Canilho. Uma obra apresentada por João Pega, vice-provedor da Misericórdia da Mealhada, que explicou que o autor sintetizou diversas passagens da história da Capela.
Os registos não são abundantes, mas Nuno Canilho acredita que a Capela foi mesmo construída em 1976, uma vez que há um manuscrito de um peregrino de Santiago de Compostela, datado de 1594, que escreveu que ao passar por aqui apenas havia a construção da Capela de São Sebastião.
Também sabemos que a Capela sofreu uma catástrofe, mas que de imediato houve a preocupação de recuperá-la e ampliá-la, continuou Nuno Canilho, que não esqueceu que foi ali, no fervor dos anos 80, que nasceu a rádio pirata ELBA (Emissora Livre da Bairrada). Esta Capela tem uma ligação muito forte na comunidade. Mais do que um edifício, este é um espaço de afeto, que observou a Mealhada durante 300 anos. É um sitio que será sempre sobranceiro, concluiu Nuno Canilho.
Depois de apresentada a obra, deu-se a inauguração do Espaço de Memórias da Capela de Santa Ana, que contou com a presença – para além de João Peres (provedor), mesários e Bruno Peres (diretor geral) da Misericórdia da Mealhada – de Mariano Cabaço, diretor do Gabinete do Património da União das Misericórdias; Paulo Gravato, do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas; e António Mota Rodrigues, provedor da Misericórdia de Águeda. Estiveram ainda presentes Rui Marqueiro e Arminda Martins, presidente e vereadora da Câmara Municipal da Mealhada.
Neste espaço, e segundo brochura oferecida na ocasião, os paramentos e as alfaiais litúrgicas presentes foram utilizados sucessivamente pelos diferentes párocos, ao longo dos anos,s tendo chegado até aos dias de hoje com as memórias dos tempos idos. Da lembrança dos mealhadenses restam ainda as memórias do Padre António Breda, Padre Andrade, Padre Alberto Gil e Padre Abílio Simões, lê-se ainda.
Seguiu-se a Eucaristia, celebrada por Dom Virgílio do Nascimento Antunes, Bispo da Diocese de Coimbra, com a colaboração do Padre José Gonçalves, da Paróquia da Mealhada, e acompanhada pelo Coro da Paróquia da Mealhada. Saúdo o provedor e a mesa administrativa da Santa Casa Misericórdia da Mealhada pelo convite feito há um ano para aqui estar hoje, declarou no inicio da eucaristia Dom Virgílio do Nascimento Antunes.
Já as palavras finais da missa foram para João Peres, provedor da Misericórdia da Mealhada, que agradeceu à população a participação nas comemorações de SantAna.
A tarde terminou com a procissão pelas ruas da Póvoa e da Mealhada, onde estiveram centenas de pessoas, acompanhada pelas Irmandades da Misericórdia da Mealhada e de São Sebastião, dos Bombeiros da Mealhada, do Agrupamento de Escuteiros da Mealhada e da Filarmónica Pampilhosense.
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Mónica Sofia Lopes
Autor: Jornal da Mealhada
