Segunda-feira, 18 de Junho de 2012

A comunidade envolveu-se e deu-se mal!

A comunidade envolveu-se e deu-se mal!

Região

A comunidade envolveu-se e deu-se mal!

Como se de um jogo se tratasse, o executivo camarário chamou a si as forças da cidadania activa concelhias abrindo […]

Como se de um jogo se tratasse, o executivo camarário chamou a si as forças da cidadania activa concelhias abrindo espaço à participação e ao empenho colectivo, sob a égide da Agenda 21 Local da Mealhada.

Não é possível deixar passar em claro o exercício de desprezo e de desrespeito que presenciei e que experienciei.

Neste fórum local de sustentabilidade, numa rara oportunidade dada à comunidade local para produzir algo, para oferecer aos seus eleitos, num documento que se pretende, entre outras, estruturante, integrante, plural e politicamente transversal, extravasam e tentam impor-se valores bem diferentes.

Vou mesmo evitar maçar com esclarecimentos e explicações sobre os trabalhos da Agenda 21 Local da Mealhada, deixando essa vacuidade e aparência para uma oleada máquina que publicará, com toda a certeza, numa destacada página deste mesmo jornal.

Vou antes falar da marca que ainda conduz os destinos do concelho.

Durante todo o processo, com o objectivo, bem interiorizado, de colaborar na procura do bem comum assumiu-se cidadania, exploradora das valências ricas e transversais de todos participantes.

Essa foi a marca e o exemplo que, reconhecidamente, enquanto cidadãos, deixámos!

A marca de quem, com maior ou menor capacidade de análise, deixou a sua opinião, a sua visão, a sua proposta de acção, sobre a sustentabilidade da Mealhada enquanto concelho uno mas, ainda assim, tão diverso na identidade do seu povo e das suas necessidades.

Espanto! Foi precisamente essa a marca desrespeitada.

Num exercício de soberba e de infantilização da plateia, o sr. Presidente da Câmara brindou-nos com a tão conhecida eloquência de quem não ouve, de quem não atende, de quem vive isolado na douta e infinita sapiência de uma escola gasta, agastada e infértil.

Gasta porque vetusta e ultrapassada!

Agastada porque derrotista e em final de ciclo!

Infértil porque estimula a inconsequência da acção e do envolvimento da comunidade!

É inadmissível que, a resposta, após tudo quanto foi proposto pelos envolvidos, sejam limitações de base legal.

Não sr. Presidente!

O que lhe foi apresentado é político!

Consigo perceber o desconforto porque, o que lhe foi proposto, por todos, foi muito mais profundo do que olhar.

Foi-lhe proposto construir uma visão, uma estratégia, com alguns pontos saídos directamente da boca de concidadãos, ou seja, democracia participativa, plural e igualmente directa.

Não há gaveta que possa albergar esta força, esta vontade, esta consciência e este querer colectivo.

Espero que a réplica seja dura, distante e tendencialmente implacável, venha ela pela via do silêncio dos intocáveis ou pelo desmoronar de castelos de argumentação de quem domina dossiers e dossiers municipais, pilhas de legislação, fundamento político e doutrinário.

Mas, há tanto que não conseguirá ser desmontado.

Nem que seja pela ausência e pelo desprezo absoluto, dos recém-eleitos órgãos do PS Mealhada, em relação aos trabalhos e à consequência política do último sábado, na Agenda 21 Local da Mealhada.

Tal a importância que lhe reconhecem!

Admito que as motivações e as razões do alheamento sejam várias, mas essas podem esperar por futuros encontros.

xa0

Hugo Alves Silva

Membro da Comissão Política Secção PSD | Mealhada | psd.na.mealhada@gmai l.com

Autor: Jornal da Mealhada

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