Sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

ADRA ajudava 30 famílias em 2008 hoje são 264

ADRA ajudava 30 famílias em 2008 hoje são 264

Região

ADRA ajudava 30 famílias em 2008 hoje são 264

Em 2008, havia trinta famílias a necessitar do nosso apoio, nos concelhos de Anadia e Mealhada, hoje são duzentas e […]

Em 2008, havia trinta famílias a necessitar do nosso apoio, nos concelhos de Anadia e Mealhada, hoje são duzentas e sessenta e quatro. Palavras de Manuel António, delegado da Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência (ADRA), uma Organização Não Governamental, que está representada em cento e vinte e cinco países, e no concelho da Mealhada está sedeada na Póvoa do Garção, em Ventosa do Bairro.

Aposentado, Manuel António dedica setenta e cinco por cento do seu tempo à ADRA, mais precisamente a ajudar quem mais precisa. O trabalho no concelho da Mealhada começou há dez anos e, na altura, os voluntários deslocavam-se a casa das pessoas aos sábados, numa carrinha, e distribuíam alimentos ao domicílio um cabaz, para cada família, com uma média de dezassete quilogramas, número que, aliás, perdura até hoje.

Com o desenrolar dos anos nasce a parceria com a Roda Viva Loja Social do Município da Mealhada. Acompanhei o crescimento do desemprego e toda a crise que se gerou, declarou, ao Jornal da Mealhada, Manuel António, que acrescenta: Há também muitas famílias inaptas, no sentido em que não sabem gerir o orçamento e, em muitos casos, nem sabem cozinhar. Na localidade de Mala, chegámos a fazer obras numa habitação, com materiais que nos cederam, como azulejos e sanitários, e fazer a limpeza.

E este caso não foi isolado no município da Mealhada. Há uns anos, no centro da cidade da Mealhada, descobrimos um idoso que residia sozinho. O quadro que encontrei lá dentro era degradante, com a roupa da cama podre, as instalações sanitárias entupidas e muitas pulgas. Enchemos dois contentores municipais cheios de lixo, declarou Manuel António, que arregaçou as mangas e só parou quando toda a casa emanava a lixívia. Também já fizemos duas limpezas em habitações do Bairro de São José, na Póvoa da Mealhada, acrescentou.

Os vinte e cinco voluntários da ADRA, nos concelhos de Anadia e Mealhada, têm como principal objetivo prevenir a fome a quem está suscetível de a ter e intervencionar em habitações degradadas. Andamos no terreno e colocamos a mão na massa, confessa.

Mas a crise e o papel das associações de apoio a quem mais precisa tem um novo rosto no século vinte e um. Há casos de famílias que trabalham, mas mesmo assim não estão a conseguir fazer face a todas as despesas. A ADRA está sempre a pedir apoio à Câmara Municipal para ajudar nos livros escolares e transportes, lamenta Manuel António, que só vê aspetos positivos no protocolo que tem com a Loja Social. Aliviou muito o orçamento da associação porque as pessoas, devidamente identificadas no Gabinete de Ação Social, vêm aqui (Loja Social, num dos salões do Pavilhão Municipal Dr.º Américo Couto) buscar os alimentos, acrescentou.

Com mais de vinte anos de trabalho solidário, Manuel António garante que a crise, infelizmente, vai continuar, que no meio destas famílias, estão imensas crianças e que nunca deixaram de apoiar ninguém pelo facto dos pais não saberem ser pais, por falta de orientação e gestão. Há dois anos que ando a tentar incrementar um projeto que consiste em grupos de apoio que se desloquem a essas famílias para ajudarem nas refeições, higiene e orçamento, explica.

A ADRA é abrangida pelos apoios do Banco Alimentar e do Fundo Europeu de Auxílio às Pessoas Mais Carenciadas (FEAC). Mas mesmo com estes apoios, que cada vez são menores, temos necessidade de fazer campanhas de recolha de alimentos nos estabelecimentos comerciais de grandes dimensões. Temos que sensibilizar os munícipes, que o podem fazer, a ajudar cada vez mais, explica ainda Manuel António, que confessa sentir-se bem por ser útil.

Para além das pessoas puderem contribuir com alimentos, levando-os à Loja Social, na cidade da Mealhada, podem ainda contactar o delegado da ADRA em Anadia e Mealhada através do número de telemóvel 964 273 027 ou ainda fazer a sua dádiva, no próximo domingo, dia 16 de novembro, no Intermarché da Mealhada. Manuel António apela: O que mais faz falta às crianças é o leite e não as massas e o arroz. Praticamente quase ninguém tem esta noção.

Autor: Jornal da Mealhada

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