Segunda-feira, 07 de Agosto de 2017

Amor e Ciúme: Diferentes formas de amar?

Amor e Ciúme: Diferentes formas de amar?

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Amor e Ciúme: Diferentes formas de amar?

O Amor é fundamental na organização e estruturação do ser humano. Dependemos das relações para evoluirmos e iniciamos um diálogo […]

O Amor é fundamental na organização e estruturação do ser humano. Dependemos das relações para evoluirmos e iniciamos um diálogo de emoções logo à nascença, com os primeiros cuidadores, os pais.

Depois aparecem na nossa vida, os amigos e finalmente aquele que chamamos, o último cuidador: o nosso parceiro.

A definição de parceiro caracteriza-se por que faz par com outro ou pessoas que se associam para realizar ou desenvolver projetos comuns.

Tendo em conta estas definições, o amor no relacionamento entre adultos, passa por uma partilha de valores e objetivos.

Amar requer um vínculo emocional próximo e continuado com o parceiro, e essa ligação emocional tem que ser alimentada dia-a-dia.

A confiança, a cumplicidade e o respeito são pilares fundamentais para um relacionamento amoroso saudável e emocionalmente gratificante, pois a capacidade de dialogar, de aceitar o outro como ele é, são a base para viver em pleno uma relação.

Não se pode ter a pretensão de quer ver no parceiro um clone de nós próprios, ou mesmo achar, que o podemos mudar com o objetivo de viver com alguém que seja feito à nossa imagem e semelhança. Se partimos para uma relação com estes conceitos não estamos a amar, mas sim, a fantasiarmos o que possa ser uma relação amorosa.

Numa verdadeira história de amor, compartilha-se emoções (alegres ou tristes), gostos e desgostos, tendo sempre a noção que ninguém é propriedade de ninguém.

Mas quando se sente assim? Aparece o ciúme, sentimento que em dose exacerbada torna uma possível bela história de amor, num cenário insuportável e desgastante para os dois protagonistas.

O Ciúme aparece quando o parceiro deixa de ter confiança em si próprio, quando coloca em causa o seu valor pessoal e tem dúvidas sobre a importância do lugar que ocupa na vida do seu par. Começam assim, a reinar na sua mente medos e ansiedades que promovem grande insegurança da sua própria identidade e alteram assim, a sua estabilidade psíquica.

Consequentemente, surge uma necessidade vital em controlar a vida e as emoções do companheiro(a), levando-o o um alerta contínuo, pois precisa de confirmar sistematicamente se ainda é importante ou se é definitivamente o tal.

O Ciúme patológico, não é de modo algum uma maneira de amar saudável, pois não permite que o casal evolua e cresça com respeito mútuo, visto que, controlar não é sinónimo de confiança.

Amar verdadeiramente, não é pensar da mesma forma, nem querer o outro mais do que a si mesmo. Não é, ir à procura da outra metade.

É somente (e não é de todo tarefa fácil!) aprender a respeitar a individualidade de cada um (com as melhores e as piores características) para que possam percorrer como um casal, um caminho a dois.

xa0

Sandra Martins, psicóloga no Hospital Misericórdia da Mealhada

Autor: Jornal da Mealhada

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