Quinta-feira, 10 de Maio de 2012

António Jorge Franco assevera: A Mata é de todos nós, não é da Fundação

António Jorge Franco assevera: A Mata é de todos nós, não é da Fundação

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António Jorge Franco assevera: A Mata é de todos nós, não é da Fundação

António Jorge Franco, presidente da Fundação Mata do Buçaco, foi o convidado de honra da rubrica cultural Momentos e Saberes, […]

António Jorge Franco, presidente da Fundação Mata do Buçaco, foi o convidado de honra da rubrica cultural Momentos e Saberes, da Associação dos Aposentados da Bairrada (AAB), que se realizou na tarde de quarta-feira, 9 de maio, no Convento de Santa Cruz do Buçaco. O Presidente da Fundação Mata do Buçaco falou sobre a instituição que dirige há quase três anos (o aniversário é no próximo dia 19 de maio) e desvendou como num momento de crise é possível cumprir com a missão da instituição: “recuperar e revitalizar a joía da coroa do concelho da Mealhada.

A Fundação Mata do Buçaco iniciou funções com uma conta bancária a zero euros. Foi desta forma que o Presidente da Fundação Mata do Buçaco começou o seu discurso, perante uma plateia composta pelos associados da AAB. O ordaor da tarde explicou, seguidamente, como foi “árdua a tarefa de iniciar uma instituição como a Fundação Mata do Buçaco”. “Para além da inexistência de verba, foi necessário constituir uma equipa, que ainda hoje é pequena para que a missão da Fundação seja cumprida”, declarou.

O único património deixado à Fundação foi o imóvel. Em 2010 iniciámos funções com funcionários encaminhados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, no âmbito de Estágios Profissionais e Contratos Emprego Inserção. Todos estes colaboradores acabaram por ficar a trabalhar na Fundação, uma realidade que se traduz na integração de pessoas desempregadas no mundo do trabalho, explicou.

O Presidente da Fundação relembrou também o dia em que a instituição acolheu cinco reclusos do Estabelecimento Prisional de Coimbra, um número que aumentou para sete e que, com a supervisão dos técnicos da instituição, trabalham na Mata. “Graças ao excelente trabalho desenvolvido por aqueles colaboradores”, António Jorge Franco anunciou que brevemente dois deles serão contratos pela Fundação, já que a sua pena termina e é intenção de ambos continuar a trabalhar na Mata.

Com a equipa constituída era altura de avançar para o terreno, ou seja, iniciar os projetos para recuperar e revitalizar o património da Mata Nacional do Buçaco, continuou António Jorge Franco, defendendo que era necessário existirem receitas.

Para tal, as receitas têm de ser superiores às despesas, tendo a Fundação avançado para a implementação de alguns serviços, nomeadamente, o pagamento de entrada na Mata e no Convento, durante todo o ano, a abertura de uma Loja Produtos da Mata, incrementado o artesanato local, e uma esplanada da Mata e a oferta de produtos turísticos, tais como as visitas e trilhos orientados por monitores especializados e o aluguer de espaços na Mata.

A execução destas medidas, lembrou o Presidente da Fundação, tem com objetivo gerar receitas para que sejam aplicadas na Mata Nacional do Buçaco. A Mata é de todos nós e não da Fundação e, por isso, todos devemos contribuir para a manutenção da mesma, defendeu.

António Jorge Franco prosseguiu o seu discurso explicando que o ano de 2011 foi a continuação de um período de estruturação e de início de algumas obras de recuperação e revitalização da Mata Nacional do Buçaco, com realização de investimentos importantes para a Fundação, tal como a aprovação de vários Projetos: o BRIGHT (o qual a Fundação Mata do Buçaco se candidatou ao financiamento comunitário LIFE+), o PRODER, também aprovado para a recuperação de casas dos antigos guarda florestais (quatro das 12 inseridas na Mata), a implementação de um miradouro virtual e guias multimédia.

Relativamente às parceria realizada, disse: Estamos desde 2010 a trabalhar com vários parceiros para que este projeto cumpra a sua missão. Neste sentido, a Câmara Municipal de Mealhada que tem sido incondicional no seu apoio à Fundação, com uma transferência de uma verbal anual e com o seu apoio em termos logísticos às nossas atividades. O município tem sido desde o primeiro momento um parceiro fundamental, revelou o Presidente da Fundação.

Processo de arrendamento do Palace está a avançar… mas atrasado

António Jorge Franco falou, também, do projeto que mais dúvidas suscitou durante a sessão: o lançamento do procedimento para o arrendamento do Palace Hotel do Buçaco.

Uma das prioridades da Fundação, quando iniciámos funções, foi solucionar a questão do Palace Hotel do Buçaco, sendo que temos cumprido todos os prazos. Após contratação de uma sociedade de advogados para elaboração das peças do procedimento, as quais já estão concluídas, foi necessário proceder à realização de um relatório de avaliação, que a Fundação assumiu também. A necessidade de constituir uma equipa para analisar o relatório atrasou todo o processo. No entanto, acredito que o procedimento possa avançar rapidamente pois fomos informados, pela Direção Geral do Tesouro e Finanças, que a equipa já foi constituída.

Antes de responder a algumas questões do público, António Jorge Franco concluiu que não é intenção da Fundação pedir dinheiro aos parceiros, mas sim estabelecer parcerias com várias instituições, para que seja possível a realização de projetos e atividades, no intuito dessa verba ser aplicada no património florestal e edificado da Mata Nacional do Buçaco.

Após a sua intervenção, moderada pelos sócios da associação, Nuno Salgado e Mário Saraiva, António Jorge Franco respondeu a várias questões.

JM/FMB

Autor: Jornal da Mealhada

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