Apresentação do livro de Cláudia Emanuel contou com lotação esgotada
(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS) O livro Artes Decorativas nas Fachadas da Arquitetura Bairradina, azulejos e fingidos (1850-1950), da autora mealhadense […]
(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS)
O livro Artes Decorativas nas Fachadas da Arquitetura Bairradina, azulejos e fingidos (1850-1950), da autora mealhadense Cláudia Emanuel, foi apresentado, na tarde do passado sábado, na Biblioteca Municipal da Mealhada. E a sala foi pequena para as dezenas de pessoas que estiveram presentes.
Coube a Eduarda Vieira, docente na Escola das Artes da Universidade Católica do Porto, a abertura do painel. Este é um livro que enaltece o valor histórico, estético e emocional das fachadas, declarou Eduarda Vieira, que, no seu discurso, enfatizou o papel da autora na obra: A Cláudia é uma corredora de maratonas. É muito gratificante trabalhar com alunos assim, tão motivados Estou muito agradecida à Cláudia por se ter cruzado no meu caminho.
A docente na Universidade Católica do Porto deixou no ar a publicação de mais uma obra de Cláudia Emanuel e ainda a ponte que está a ser construída entre a autora e uma investigadora norte americana.
Conceição Serôdio, diretora do Museu de Cerâmica de Sacavém Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso, começou por dizer que a arte do azulejo é muito importante para a história nacional e elogiou o trabalho de Cláudia Emanuel: Para além de conhecer o Arquivo da Fábrica de Louçã de Sacavém, ainda foi falar com antigos trabalhadores. Esse conhecimento está também explanado nesta obra.
Admiro a Cláudia pela sua energia e paixão pela arte da cerâmica. Valorizas a tua terra, a tua região, disse Luís Rocha, diretor do Cearte – Centro de Formação Profissional do Artesanato, de Coimbra, que ainda acrescentou: Este livro não é apenas um inventário, é um pedaço das gentes da Bairrada. É com livros como este que nós, no dia a dia, construímos o futuro e é com pessoas como a Cláudia que tudo vale mais a pena na sociedade.
Também Branquinho de Carvalho, estomatologista (reformado) e colecionador de fotografias locais, proferiu algumas palavras: De surpresa em surpresa foi um prazer ler este livro. Fiquei surpreendido com algumas coisas que li e faço a pergunta: Justificar-se-á criar um roteiro de azulejos na Bairrada? E um curso técnico?.
A representar a Câmara Municipal da Mealhada, entidade financiadora da obra, esteve Guilherme Duarte, vice-presidente da autarquia, que declarou: Esta é uma obra diferente do que estamos habituados a ver, mas acho que valeu a pena a unanimidade que tivemos quando o assunto foi discutido em reunião de Câmara. A cultura é muito importante e agradecemos à Cláudia este trabalho. Que venham mais edições da Cláudia e de outros autores do concelho.
No painel de honra esteve também Luís Oliveira, pneumologista de profissão e casado com Teresa Navarro, bisneta de Emídio Navarro, que tem destaque no último capitulo do livro. Emídio Navarro não era bairradino, mas fez parte da vida no Luso. Esteve sempre ligado às artes, declarou Luís Oliveira.
A descrição dos capítulos do livro (explanada na caixa abaixo) coube a Cláudia Emanuel, que, no final, ainda deixou um reto: Porque não criar uma rota do fingido na Bairrada?.
Autor: Jornal da Mealhada
