Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017

Ardeu três vezes mais do que em 2016

Ardeu três vezes mais do que em 2016

Região

Ardeu três vezes mais do que em 2016

Três vezes superior a 2016. A área ardida no incêndio que deflagrou em Barcouço no dia 10 e que durou […]

Três vezes superior a 2016. A área ardida no incêndio que deflagrou em Barcouço no dia 10 e que durou quatro dias é três vezes superior à área ardida nos mesmos dias de 2016 na freguesia de Luso. Um total de 2.752 hectares de mancha florestal ficou, agora, reduzida a cinzas.

O incêndio que deflagrou às 12h33m de quinta-feira em Rio Covo, freguesia de Barcouço, concelho da Mealhada, tomou, em poucas horas proporções dantescas. Além da extensa floresta ardida dá-se conta de ter ardido um aviário (ou parte dele) e de alguns anexos e arrumos de habitações.

Foi instalado, nesse mesmo dia, um Posto de Comando Operacional no Pavilhão Municipal de Barcouço e a A1 esteve cortada entre o km 199 e 210. Nesse dia, à noite, estava controlado, apesar de continuarem no terreno 407 operacionais e 123 viaturas.

“Está tudo mais controlado, apesar de termos muito receio de reacendimentos durante a noite. Há ainda muitas ilhas por arder. Parece-nos que o vento vai acalmar e amanhã começamos a fazer levantamentos. Esperamos que a noite seja calma”, são palavras de Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, no momento, em pleno Posto de Comando Operacional.

A tarde do dia 11 voltou a ser dramática e os reacendimentos voltaram em força em mais do que um local. À noite podíamos dizer, novamente, que o incêndio de Barcouço estava controlado.

O Jornal da Mealhada sabe que a Polícia Judiciária esteve no Posto de Comando instalado no Pavilhão Municipal de Barcouço, o que leva a entender que o incêndio poderá ter começado por mão criminosa. Sabemos ainda que a ignição do mesmo terá sido no concelho de Cantanhede, apesar de ter avançado rápido para o da Mealhada.

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Secretário de Estado da Administração Interna esteve em Barcouço

Jorge Gomes, Secretário de Estado da Administração Interna esteve ao final da tarde de sexta-feira, em Barcouço, no Posto Operacional de Comando a inteirar-se da situação do incêndio que assola a região desde quinta-feira, pela hora de almoço.

“Houve muitas ignições distintas e as condições do terreno bem como a matéria combustível eram tão secas que este incêndio, bem como muitos outros, se propaga muito rapidamente. Hoje de manhã estava tudo tranquilo, já em fase de rescaldo e vigilância quando de repente se vê cinco ou seis focos de incêndio, aqui não há ataque inicial que nos possa valer”, afirmou ao Jornal da Mealhada.

Jorge Gomes explicou ainda que o SIRESP não falhou durante este incêndio, havendo apenas algumas interrupções por estar a linha ocupada, confessando saber as falhas que o sistema tem.

“Os meios aqui funcionaram bem e, dentro das possibilidades, correu bem. Mas tivemos alturas com sete incêndios de grande importância no país, é normal que nem todos os meios estivessem disponíveis. É uma tarefa muito complicada para os operacionais no terreno e não me canso de os elogiar, especialmente neste ano”, disse.

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O incêndio ficou, durante a tarde de sábado, descontrolado novamente, havendo vários reacendimentos e chegando a ameaçar algumas casas da freguesia, como em Ferraria e Grada (freguesia de Barcouço). A população foi aconselhada a sair das suas casas, os acessos foram fechados e o abastecimento de água e eletricidade foi abaixo.

Após uma noite complicada e de um domingo de muito trabalho, o incêndio deu tréguas à noite.

Autor: Jornal da Mealhada

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