As vitaminas que dão brilho ao inverno
A preocupação com os cuidados de saúde adensa-se cada vez mais no nosso País, especialmente na faixa etária com mais […]
A preocupação com os cuidados de saúde adensa-se cada vez mais no nosso País, especialmente na faixa etária com mais de 65 anos, algo que representa, atualmente, cerca de 20% da população portuguesa.
Os seniores têm noção das perigosidades que a idade pode oferecer e, como tal, têm que adaptar-se a esta nova realidade, onde o nutricionista é um dos atores principais neste processo. Mesmo na ausência de doença, ocorrem várias alterações na constituição corporal (sendo fundamental o controlo do peso), na regulação energética (as necessidades nutricionais e energéticas são diferentes), na diminuição das defesas e no olfato e paladar, obrigando a adaptações nutricionais. Por outro lado, há fatores externos que influenciam a escolha alimentar: uma grande fatia desta população vive em condições económicas de evidente insegurança alimentar, sendo a escolha dos alimentos fortemente influenciada pelo preço.
O sénior é, frequentemente, um indivíduo polimedicado, o que obriga o nutricionista a um cuidado redobrado no aconselhamento, de forma a evitar a interação alimentos-medicamento que pode prejudicar não só a eficácia da ação do medicamento, mas também a absorção de algum nutriente. No Inverno, as escolhas alimentares devem ser adaptadas. O tempo frio e seco promove a desidratação, logo o sénior deve ingerir pelo menos 8 copos de água por dia podendo substituí-los por chás e infusões sem açúcar. A sopa de hortícolas é também uma excelente opção para ingerir água enriquecida com nutrientes. Com a diminuição da exposição solar, o sénior deve privilegiar soluções alimentares com altos teores de vitamina D, tais como ovos, sardinha e cavala. Para ajudar a prevenir constipações devem ser consumidos alimentos bons fornecedores de vitamina C: laranjas, tangerinas, clementina ou quivi que, por limitações de mastigação, podem também ser ingeridos sob a forma de sumo. A existência de nutricionistas em unidades de saúde familiar, em lares e outras instituições afins é essencial para que haja um acompanhamento individualizado do sénior, permitindo um envelhecimento ativo e saudável.
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Maria João Campos
Nutricionista no Hospital da Misericórdia da Mealhada
Autor: Jornal da Mealhada
