Assembleia Municipal de Mortágua inviabiliza empréstimo para ampliação do Parque Industrial
O grupo parlamentar do Partido Socialista de Mortágua, em reunião extraordinária da Assembleia Municipal, inviabilizou a proposta de empréstimo para […]
O grupo parlamentar do Partido Socialista de Mortágua, em reunião extraordinária da Assembleia Municipal, inviabilizou a proposta de empréstimo para a ampliação do Parque Industrial Manuel Lourenço Ferreira de Mortágua.
Mortágua é, neste momento, o Concelho com maior volume de investimento aprovado no Compete 2020 da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra. Está ainda previsto mais um conjunto de investimentos, cujo valor total é de cerca de 60 milhões de euros, prevendo-se a criação de 300 postos de trabalho diretos.
Para que este projeto se concretize, o Município já iniciou a 1.ª fase de ampliação do Parque Industrial, tendo vendido 2 lotes com uma dimensão total de cerca de 75.000 m2. Estão, neste momento, à espera da 2.ª fase, 10 empresas que já fizeram a pré-candidatura aos lotes e aguardam as obras de ampliação.
Face à urgência da instalação destas empresas e ao compromisso assumido pelo Município ao aprovar as suas pré-candidaturas, a Câmara Municipal propôs à Assembleia Municipal a contratualização de um empréstimo bancário, no valor de um milhão de euros, para complementar o orçamento atual e poder fazer o lançamento do referido concurso da 2.ª fase de ampliação do Parque Industrial.
Segundo o Presidente da Câmara, José Júlio Norte, o Partido Socialista deveria congratular-se com o trabalho do Executivo e colaborar para o progresso e desenvolvimento do Concelho, mas não, fez valer a força dos seus votos (maioria na Assembleia Municipal) e inviabilizou a aprovação da contratualização do empréstimo.
Referiu ainda que, aquilo que deveria ser o grande orgulho de todos os mortaguenses, aproveitar a grande dinâmica empresarial que se criou e que, neste momento, está já a dar os seus frutos, nada significa para o Partido Socialista, tendo vetado, sem qualquer razão, o referido empréstimo.
De salientar que este tipo contratualização em nada é desconhecido ao Partido Socialista de Mortágua, tratando-se antes de uma prática corrente do anterior Executivo, sempre que tal se justificasse, referenciando, a título de exemplo, o empréstimo de 2,5 milhões de euros para a construção do Centro Educativo.
O Presidente da Câmara lamenta que os interesses políticos se sobreponham aos interesses dos mortaguenses, que sufragaram o programa deste Executivo.
Lamenta, ainda, a forma leviana como o Partido Socialista de Mortágua, alimentando apenas o seu ego, esquece o futuro do Concelho e dos seus jovens, podendo levar, desta forma, à sua desertificação, adotando uma postura do quero, posso e mando, sob o mote temos uma maioria na Assembleia, logo tudo podemos.
Não colocando em causa a legitimidade da Assembleia Municipal, questiono a consciência e a responsabilidade daqueles que inviabilizaram o empréstimo. Se por um lado andam, por aí, a lamentar que queriam mais riqueza, mais emprego, mais desenvolvimento, a verdade é que, quando chamados a participar nesse mesmo desenvolvimento, se abstêm ou obstam a ele, o resultado é o mesmo.
Será de salientar que o Município goza de uma boa saúde financeira, tendo uma capacidade de endividamento superior a 11 milhões de euros. O pedido de empréstimo justificava-se por uma razão de precaução, assegurando, desta forma, a continuação das medidas sociais levadas a cabo pelo Executivo, assim como a execução das atividades regulares do Município. O executivo destaca, ainda, a coragem da 1.ª Secretária da Mesa (PS) em ter votado favoravelmente a proposta do Executivo.
Autor: Jornal da Mealhada
