Quarta-feira, 03 de Outubro de 2018

Autarquia recebeu denúncias gravíssimas sobre o Palace do Bussaco

Autarquia recebeu denúncias gravíssimas sobre o Palace do Bussaco

Região

Autarquia recebeu denúncias gravíssimas sobre o Palace do Bussaco

A concecionária do Palace Hotel do Bussaco, Hotéis Alexandre de Almeida, ao que tudo indica, teve que fazer algumas correções […]

A concecionária do Palace Hotel do Bussaco, Hotéis Alexandre de Almeida, ao que tudo indica, teve que fazer algumas correções ao edificado, nomeadamente do ponto de vista da segurança contra incêndios, sob pena da unidade hoteleira ter que encerrar. Foi na sessão de apresentação do Plano de Mobilidade e Transportes da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra que Hugo Silva, líder da coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada tornou pública esta situação, ao dizer que Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, fez queixa do concecionário a várias instituições.

No dia da referida sessão sobre a mobilidade, Rui Marqueiro esclareceu o líder da oposição dizendo que o Município da Mealhada recebeu denúncias gravíssimas, que encaminhámos para as autoridades. O autarca frisou não fiz queixa nenhuma contra o hotel, perante as denúncias que recebemos, remetemos para as entidades competentes. Estas saberão se devem, ou não, ir para o Ministério Público, sublinhou. Rui Marqueiro afirmou aquilo que mais me alarmou foi a central de incêndios não estar operacional, mas também não havia sinalização de evacuação, não havia extintores em determinadas zonas e outros estavam fora do prazo. Quando soube, telefonei ao responsável da Proteção Civil de Aveiro.

Alexandre de Almeida, concecionário do Hotel Palace do Bussaco, contactado pelo Jornal da Mealhada, começa por assegurar a dia 17 de julho de 2018, sem aviso prévio, o Palace Hotel do Buçaco foi alvo de uma visita multidisciplinar, a pedido da Câmara Municipal da Mealhada porém garante nós já havíamos detetado a avaria na central de incêndios e encomendado as peças de substituição previamente, razão pela qual ela já se encontrava a funcionar plenamente aquando da segunda vistoria, ocorrida pouco tempo depois da ANPC nos ter comunicado diferentes inconformidades iniciais.

Mara Ameijo, colaboradora do hotel que acompanhou todo o processo, esclareceu ainda que a grande questão foi a falta de sinalética, até porque os extintores estavam carregados e continuou 80% das questões levantadas pela ANPC (Autoridade Nacional de Proteção Civil) tinham que ver com a falta de sinalética. Porém a ANPC de Lisboa e de Aveiro tiveram dificuldade em dizer onde colocar a sinalética, que continua em falha com a legislação, mas não é possível estar conforme, na medida em que não podem ser colocadas em zonas públicas, sobre pinturas ou mármores.

Acrescida à ausência de sinalética, Mara Ameijo referiu ainda que uma das questões levantadas pela ANPC tinha que ver com o facto de estarem em falta medidas de autoproteção, que têm que ver com a formação de equipas que vão gerir o sistema de segurança em caso de incêndio. Assim, contratámos uma empresa das Caldas da Rainha, que faz o mesmo trabalho para o grupo todo, para que tratasse dessa questão. Neste momento, Alexandre de Almeida confirmou ao nosso jornal que as medidas de autoproteção já foram entregues na ANPC de Aveiro.

A situação do Palace é muito má. Há falta de cuidado, de manutenção, referiu ainda Rui Marqueiro, no âmbito de uma visita ao Palace do Bussaco, realizada no dia 17 de julho, a qual integrou a par de alguns vereadores da autarquia, técnicos da Câmara Municipal da Mealhada, representantes da Fundação Mata do Buçaco, da Direção Regional da Cultura do Centro, da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) e do Comando Distrital de Operações (CDOS) de Aveiro da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

O Jornal da Mealhada entrou em contacto com o Comandante Operacional de Aveiro, António Ribeiro, para aferir mais pormenores sobre a visita realizada ao Palace Hotel do Bussaco, porém a resposta que obtivemos foi informo que se tratou de uma visita de trabalho sobre a qual nada tenho a comentar.

Perante estas declarações, Alexandre de Almeida assegura nós temos feito manutenção ao espaço. Fizemos investimento físico, em termos da obra realizada no hotel, no âmbito das contrapartidas estipuladas no contrato outorgado com o Estado na ordem dos 2,5 milhões de euros, com todos os projetos e investimentos aprovados pelas diferentes autoridades competentes, mas desde 2004 que estão à espera de um concurso para o hotel, fizemos uma proposta, em 2003, à Direção Geral do Turismo, que preconizava uma evolução do hotel em termos de luxo, inclusive com um projeto para a instalação de um SPA e piscina. Pretendíamos colocar o Palace do Bussaco no topo dos hotéis de 5 estrelas. Agora, o Palace está muito bem. Tem as lacunas de um hotel que vive há 100 anos.

Autor: Jornal da Mealhada

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