Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2026 às 17:53

Autoridades nacionais não divulgam número de feridos

Autoridades nacionais não divulgam número de feridos

Região

Autoridades nacionais não divulgam número de feridos

Dez pessoas morreram na sequência do mau tempo, mas o número global de feridos não é conhecido

As autoridades nacionais não indicam o número de feridos das tempestades que têm atingido o país na última semana, com o Ministério da Saúde a remeter para a Direção Executiva do SNS, que não disponibilizou ainda os dados.

Desde sexta-feira, a agência Lusa tem tentado, junto de várias entidades oficiais nacionais, obter o número de pessoas que ficaram feridas em Portugal continental desde que a depressão Kristin assolou parte do território, nos dias 27 e 28 de janeiro, mas não conseguiu obter respostas.

A Lusa questionou formalmente, na última sexta-feira, o INEM sobre se tinha registado um aumento de solicitações de socorro resultantes da tempestade, não obtendo resposta, mas fonte do instituto adiantou hoje que a contabilização “dos mortos e dos feridos é feita de forma centralizada, de modo que os números estejam corretos entre todas as entidades”.

Cinco dias após a depressão Kristin ter atingido o país, na conferência de imprensa diária de segunda-feira, a Lusa voltou a perguntar aos responsáveis da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) qual o balanço do número de feridos, que remeteram para o INEM.

Já hoje foram questionados o Ministério da Saúde e a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, que também não responderam às questões colocadas por correio eletrónico.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo, mas o número global de feridos não é conhecido.

Na terça-feira, o bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, adiantou à Lusa que o Hospital de Santo André, em Leiria, recebeu 756 feridos com traumas desde o início da depressão Kristin.

A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Autor: Lusa

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