Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

Bob Dylan: Tempest

Bob Dylan: Tempest

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Bob Dylan: Tempest

Com as canções na massa do sangue xa0 Quando pensamos em Bob Dylan pensamos em toda uma instituição da canção […]

Com as canções na massa do sangue

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Quando pensamos em Bob Dylan pensamos em toda uma instituição da canção americana: Dylan é um dos raros artistas cujo trabalho faz pontes entre a tradição e a inovação, reinventando-se e renovando-se a ponto de se manter sempre actual, mas sem nunca ter ficado preso ao contexto que primeiro o inspirou, a sua obra atemporal, fora de toda e qualquer corrente que não seja a do seu próprio e elusivo criador. Bob Dylan soube desde cedo encarnar arquétipos da canção, fundindo a sua figura franzina, o seu cabelo eternamente despenteado e voz de harmónica desafinada à ideia de um mito que já existia muito antes dele. Ele é o cantautor por excelência no sentido em que é acima de todo um médium para uma mensagem maior que a sua vida – Dylan construiu a sua vida em capítulos de mitologia, no processo revelando e indagando mais sobre os tempos e a Humanidade do que descortinando o que quer que pudéssemos dar como certo sobre a sua vida pessoal. Num artista como este, a própria noção de confessional é enganadora, parte de um jogo maior e mais universal, que faz de quem o ouve o verdadeiro recipiente das emoções transmitidas.

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O Artista e o Meio (5), de João Vasconcelos, publicado na integra de 15 de maio de 2013.

Autor: Jornal da Mealhada

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